Esportes

COPA SP

Em busca do tetra, Santos estreia torneio com vitória

O gol do triunfo foi marcado por Natan, aos 10min do primeiro tempo

FOLHAPRESS

02/01/2016 - 16h57
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Jogando em Araraquara, a equipe do Santos fez a sua estreia na Copa São Paulo de futebol júnior com uma vitória por 1 a 0 em cima do Confiança-SE.

O gol do triunfo foi marcado por Natan, aos 10min do primeiro tempo.

Com a vitória, o Santos divide a liderança do grupo 7 com o América-PE, que venceu a Ferroviária no jogo preliminar por 2 a 0.

As duas equipes se enfrentam na segunda-feira (4), também no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara.

O Santos busca seu quarto título da Copinha. Foi campeão em 1984, 2013 e 2014.

 

MENTALIDADE

Paris 2024: atletas brasileiros reforçam cuidados com saúde mental

Pauta está cada vez mais no cotidiano dos esportistas de alto rendimento

15/06/2024 21h00

Foto:Fernando Frazão / Agência Brasil

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Pés descalços, mãos na enxada e uma roça inteira para cuidar. A rotina, comum a muitos trabalhadores rurais do Brasil, é parte da preparação de um atleta de alto rendimento. Quando Petrúcio Ferreira, bicampeão paralímpico de atletismo, precisa acalmar a mente, é para São José do Brejo do Cruz, no interior da Paraíba, que ele corre. Nas palavras do próprio atleta, é um “combustível”, que ajuda a melhorar a concentração e a chegar bem nas competições.

“A vida do atleta, por mais que tenha muitas pessoas ao redor, acaba sendo uma vida solitária. Isso, porque é ele com o próprio sonho e pensamentos. [É] ele que precisa correr atrás nos dias de treino, que fica na dúvida se vai dar certo. Isso acaba exigindo muito da nossa mente. Estar longe da família, longe de casa. Isso exige muito”, diz Petrúcio. “Quando estou muito acelerado, volto para a casa dos meus pais, para relembrar um pouco das minhas origens e raízes, para lembrar de onde eu saí, onde eu estou e onde quero chegar.”

Por muito tempo, foi comum associar a imagem dos atletas à de máquinas ou de super-heróis. Em foco, o físico, os movimentos, a resistência, a força. Nos Jogos de Tóquio, realizados em 2021, uma dimensão geralmente invisível e mais humana ganhou destaque: a da saúde mental. Muito por conta da história de Simone Biles, ginasta norte-americana sete vezes medalhista olímpica, que deixou de competir em cinco finais para cuidar da parte psicológica.

Há pouco mais de um mês para o início da Olimpíada de Paris (26 de julho), e pouco mais de dois meses para a Paralimpíada (28 de agosto), atletas que vão participar dessas competições falaram com a reportagem da Agência Brasil sobre a importância da preparação mental. As conversas ocorreram no evento de apresentação do Time Petrobras, grupo de atletas patrocinado pela estatal.

Cada um lida com diferentes tipos de pressão. Medalha de ouro no Rio e em Tóquio, Petrúcio tenta ser o melhor no que faz pela terceira vez seguida.

“Principalmente na prova dos 100 metros T47, os atletas têm esse parâmetro: aquele a ser batido nas grandes competições é o Petrúcio. Chegar ao topo pode ser mais fácil do que se manter, porque eu fico sem parâmetro. O que eu tenho de superar são meus próprios resultados e eu mesmo durante os treinos. Acaba sendo um pesinho a mais, mas consigo lidar muito bem com isso hoje. Não vou trazer isso como um fardo e uma cobrança”, afirma.

Milena Titoneli

No caso da atleta de taekwondo Milena Titoneli, a preocupação com a saúde mental aumentou depois da experiência na Olimpíada passada, quando foi a quinta melhor na categoria que disputou.

“Em 2021, em Tóquio, eu tive muitos problemas. Questões bem pesadas, psicologicamente falando. Tive burnout [distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema, causada por excesso de trabalho]. E, desde então, faço tratamento com psicólogo e com coach [treinador] esportivo."

Milena conta que foi uma fase difícil e que chegou a ser atendida por um psiquiatra e a tomar medicação, mas que atualmente não está precisando.

"Foi um período difícil, mas sempre digo que a parte mental é uma das mais importantes. O físico pode estar 100%, mas, se a cabeça não está boa, não flui. É uma das coisas a que a gente tem que dar importância como atleta. E eu venho fazendo o meu trabalho. Estou muito melhor do que estava em 2021. E acho que isso vai ter reflexo no resultado.”

Em Paris, Milena vai competir na categoria de equipes mistas. Com as vivências que acumulou até aqui, ela acredita estar mais preparada para ajudar também outros companheiros a não passar pelos problemas que enfrentou.

“Chego com muita expectativa de trazer o ouro com a equipe. Minha experiência no taekwondo pode contribuir, porque os outros atletas são um pouco mais novos do que eu. E acho que vamos ter um bom resultado, porque são atletas muito fortes que vão disputar junto comigo. Eu estou muito animada. Essa preparação foi bem intensa. Foram três anos sem descanso, buscando essa vaga para chegar em Paris e conseguir o melhor resultado possível”, resume.

Duda Lisboa e Ana Patrícia

Vôlei de praia sempre foi sinônimo de medalha olímpica para o Brasil. Em Tóquio, pela primeira vez na história, nenhuma dupla brasileira conseguiu lugar no pódio. No caso das jogadoras Duda e Ana Patrícia, portanto, a pressão vem pela expectativa de retomada da hegemonia no esporte. Ainda mais depois de um ciclo vitorioso. Líderes do ranking mundial, elas chegam com moral e, ao mesmo tempo, cobranças por resultados.

“Existe um lado bom e um lado ruim. Se nós somos favoritas hoje, é porque performamos para estar nessa posição. E existe essa coisa da expectativa de todo mundo, por conta dos resultados que apresentamos. É inegável. Também sabemos que temos um grande potencial para trazer medalha. Carregamos essa responsabilidade e tentamos tirar o foco um pouco da pressão. É fazer o nosso trabalho e chegar bem preparadas em Paris”, diz Ana Patrícia.

Um dos aspectos em que as duas têm cuidado especial é com as redes sociais, onde ficam mais expostas a críticas e até a ataques mais agressivos.

“Temos uma psicóloga esportiva que está ao nosso lado e entendemos que este trabalho é muito importante. Hoje em dia, com a internet, é muito fácil ver algum tipo de julgamento nas redes sociais. A gente precisa trabalhar muito isso, para ter certeza de quem realmente somos, e manter o nosso foco. Eu faço terapia à parte também. É difícil estar todo dia treinando, e vir um julgamento totalmente diferente. Ninguém sabe a nossa rotina, ninguém sabe o que passamos no dia a dia”, diz Ana Lisboa.

Guilherme Costa

Pela segunda vez em uma Olimpíada, o nadador Guilherme Costa chega a Paris com um conjunto de bons resultados recentes. Nos Jogos Pan-Americanos de 2023, ganhou quatro medalhas de ouro. No Mundial de Esportes Aquáticos de 2024, terminou em quarto lugar nos 400 metros livres.

Guilherme precisará lidar com pelo menos dois desafios a partir do mês que vem. Além de tentar confirmar a trajetória crescente no esporte, precisa planejar muito bem o ritmo puxado de provas. Vai participar de quatro categorias diferentes nas piscinas: 200m, 400m, 800m, 4x200m livre. E uma prova de 10 quilômetros em águas abertas. O nadador acredita que pode se tornar referência em um esporte que, no Brasil, sempre esteve acostumado a ter nadadores velocistas em destaque, como Cesar Cielo, Fernando Scherer e Gustavo Borges.

“A gente vem mudando isso. Na seletiva, os principais resultados já foram nas provas mais de meio fundo. Além de mim, tem a Mafê [Maria Fernanda Costa] e a Gabi [Gabrielle Roncatto]. É muito bom ter grandes resultados em outras provas, porque as crianças começam a querer nadar essas provas também. E, no futuro, a gente pode ser muito bom na velocidade, no meio fundo, no fundo. Então, acho que tem espaço para todo mundo. Dá para ter todo mundo bem”, diz Guilherme.

A confiança e a tranquilidade com que fala da Olimpíada também se deve muito ao fato de Guilherme sempre ter valorizado o cuidado com a mente.

“Eu faço uma preparação mental. Toda semana tenho atendimento psicológico. Eu me sinto muito bem nessa parte, trabalho isso já há algum tempo. Então, estou muito acostumado com a pressão de grandes competições”, diz o nadador.

*Com informações da Agência Brasil

JUDÔ REGIONAL EM DESTAQUE

Dez judocas representam MS na Taça Brasil Sub-21, em Curitiba

A competição distribui pontos no ranking nacional, que serve para definir a convocação para o Campeonato Mundial Júnior

15/06/2024 15h00

Andrey Kuttert, Rayssa Nascimento e Ana Carolina Spessoto são três dos 10 que vão representar o MS

Andrey Kuttert, Rayssa Nascimento e Ana Carolina Spessoto são três dos 10 que vão representar o MS Fotos: Divulgação

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Tradicional competição disputada em Curitiba (PR), o CBI Taça Brasil Sub-21 de Judô terá 10 judocas de Mato Grosso do Sul representando o Estado no tatame nacional.

A competição acontece neste final de semana, sábado e domingo. Segundo a Confederação Brasileira de Judô há expectativa de recorde de participantes nesta edição, cerca de 470 atletas de 93 clubes devem participar, sendo este o maior número desde sua criação.

Pela Associação Yada Judô de Itaporã, Andrey da Silva Kuttert (-60kg), Rayssa Nascimento (-48kg) e Ana Carolina Ajala Spessoto (-78kg). No Judô Moura de Campo Grande, as irmãs Milena Demarco (-57kg) e Ana Clara Demarco (-63kg) também estão confirmadas. Já o Judô Futuro (Campo Grande), Nathália de Arruda (-70kg) e Elias Neto (-73kg) representam o Estado.

Marcos Paulo da Silva (-60kg) do Clube Rocha (Campo Grande), Vinícius Andrade Pacheco (-100kg) da Associação Nipo Brasileira (Campo Grande) e o Otávio Nabhan da Associação Cano (Dourados) fecham a lista dos 10 judocas do Mato Grosso do Sul que participaram da Taça Brasil Sub-21.

Dos atletas do Estado, Nathália de Arruda foi medalha de bronze na edição da Taça Brasil do ano passado na categoria -70 kg, e a Milena Demarco conquistou a medalha de ouro na competição, pela categoria -57kg, em 2022.

No ano passado, três judocas que vão disputar a Taça Brasil Sub-21, foram medalhistas do Copa Pan-Americano na categoria Júnior (sub-21). Ana Clara Demarco e Elias Neto, ambos foram prata na competição continental.

Ana Carolina Spessoto também conquistou no Pan-Americano a medalha de bronze em sua categoria.
Recentemente a atleta Nathália de Arruda foi a única judoca do Mato Grosso do Sul a disputar a Copa Europeia Sub-21, que foi disputada em Graz, na Áustria, no 5 de junho.

A judoca enfrentou três atletas na competição, da Alemanha, Israel e Servia, e foi eliminada na repescagem da categoria -70kg.

Na edição passada da Taça Brasil Sub-21, Mato Grosso do Sul foi representado por 18 judocas, de quatro clubes diferentes. 

PREPARAÇÃO

Ao Correio do Estado, o judoca Andrey Kuttert (-60kg), que disputará pela primeira vez a competição na categoria sub-21, falou sobre a ansiedade e preparação para o aguardado campeonato.

“Estou com um misto de ansiedade e ao mesmo tempo tranquilo, pois tenho treinado bastante para a competição e espero que eu consiga colocar em prática todo o treinamento. A Sensei Kely é bastante exigente nos treinos, o que é muito bom, pois nos faz dar o nosso melhor”, disse Andrey.

Segundo o atleta, que disputou neste ano torneios como o Meeting Nacional sub-21 e o Campeonato Estadual, o objetivo nesta Taça Brasil é estar entre os atletas que chegarem às finais e voltar para casa com uma medalha.

Para a Ana Carolina Spessoto (-78 kg), as expectativas são boas para a competição.

“Estou otimista. Quero lutar bem, aprender mais e pegar um pódio. Em 2023 disputei a Taça Brasil e cheguei nas disputas de medalhas, terminei a competição em quinto lugar”, declarou a atleta.

A judoca Rayssa Nascimento (-48kg) também destaca o nível de competitividade nacional.

“Acredito que vão ser lutas bastantes disputadas e difíceis, mas estou muito ansiosa e com bastante expectativa para uma competição boa”.

NACIONAL

A CBI Taça Brasil Sub-21 de Judô, vai distribuir pontos importantes no ranking nacional desta classe de idade, sendo este um dos principais critérios de convocação para estágios internacionais e para o Campeonato Mundial Júnior.

Além das disputas individuais das 14 categorias de peso, a Taça Brasil ainda terá em sua agenda, pelo segundo ano consecutivo, a eletrizante competição por equipes mistas, que neste ano contará com 12 clubes. 

Em 2023, na estreia, o grande campeão foi o Instituto Reação (RJ), em final vencida por 4x1 sobre o conterrâneo Flamengo (RJ). Já o Esporte Clube Pinheiros (SP) e o Minas Tênis Clube (MG) ficaram com as medalhas de bronze na ocasião.

A iniciativa da CBJ de introduzir as disputas por equipes nos Campeonatos Interclubes e Brasileiros da base visa fomentar e desenvolver o judô brasileiro também nesse formato, que integra o programa olímpico desde 2020 e o mundial desde 2017.

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