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DESPEDIDA

Em festa para Ronaldo, Brasil bate 'Romênia B'

Em festa para Ronaldo, Brasil bate 'Romênia B'

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Em partida que serviu ao mesmo tempo como despedida de Ronaldo da Seleção e última chance de preparação do time de Mano Menezes para a Copa América, o Brasil teve atuação sem sustos e bateu a Romênia por 1 a 0, com gol de Fred, nesta terça-feira, no Estádio do Pacaembu.

A equipe nacional mostrou boa movimentação ofensiva, mas esteve longe de empolgar diante de um adversário enfraquecido, desfalcado de sete titulares - o principal deles, o atacante Adrian Mutu, da Fiorentina (ITA).

Agora, a Seleção Brasileira só volta a campo no dia 3 de julho, em La Plata, na Argentina, diante da Venezuela, na estreia da Copa América. Mano Menezes vai anunciar a convocação dos 22 jogadores que tentarão o tricampeonato continental ainda nesta terça.

A partida teve domínio total do Brasil desde o primeiro minuto, mas a marcação forte dos romenos e o desentrosamento do time verde-amarelo impediu um espetáculo no Pacaembu. Fred aproveitou jogada de Neymar para fazer o único gol do jogo aos 21min do primeiro tempo e depois deu lugar a Ronaldo, que foi ovacionado, mas perdeu três oportunidades de gol em 15 minutos em campo.

Primeiro tempo: Brasil domina e Ronaldo perde três chances

Mano fez uma alteração de última hora na escalação da Seleção, colocando em campo Jadson com a camisa 10; o meia do Shakhtar Donetsk atuou na armação mais à esquerda, enquanto Elias ficou à direita, e Sandro foi o volante do meio de campo. Na frente, a linha formada por Robinho, Fred e Neymar foi mantida. Já a Romênia, repleta de ausências, entrou em campo em um 4-2-3-1, com o destaque Ciprian Marica como único atacante.

O Brasil tomou as rédeas da partida desde o início, enquanto a Romênia se contentava em recuar e marcar com nove homens atrás da linha da bola. A primeira chance veio aos 4min: em cobrança de falta ensaiada, Fred pegou muito mal e isolou. Com 11min, Neymar recebeu boa bola de Jadson pela direita em contra-ataque, deu drible seco no zagueiro e finalizou de esquerda, mas o tiro subiu demais.

Apesar do domínio da Seleção, a marcação forte do time europeu impedia os jogadores da casa de dar o espetáculo tão desejado pela torcida. Por isso, aos 15min, já começaram os primeiros pedidos por Ronaldo. Em campo, o mais ousado da equipe da casa era - assim como no empate sem gols diante da Holanda - Neymar. Aos 18min, o atacante santista entortou a marcação pela direita e cruzou para Fred, que errou o voleio.

O gol brasileiro ia amadurecendo: aos 19min, Maicon arrancou pela direita, cruzou forte e a bola ficou com Robinho do outro lado, mas o chute do camisa 7 acertou a rede pelo lado de fora. Logo quando as vaias da torcida já começavam a ficar evidentes, o primeiro gol saiu. Neymar recebeu de Jadson na esquerda da área, limpou o goleiro Tatarusanu e cruzou para Fred, livre, só escorar para as redes. Na comemoração, todos os jogadores imitaram o gesto característico de Ronaldo, balançando o dedo indicador.

Mostrando pouca criatividade e acuada na defesa, a Romênia só foi chegar aos 24min, na bola parada: Muresan bateu falta de muito longe e a bola raspou no travessão de Victor antes de sair por cima. Dois minutos depois, Robinho teve a chance de ampliar a vantagem brasileira ao sair na cara do gol, mas bateu muito mal e praticamente recuou a bola para o goleiro.

O astro da noite enfim entrou em campo aos 30min, no lugar de Fred, para delírio das arquibancadas do Pacaembu. Ronaldo se movimentou bem na frente e teve sua primeira chance aos 35min: após tabela com Neymar, ele recebeu na pequena área, mas chutou em cima do goleiro e perdeu gol fácil. 

O Brasil seguia dominando a posse de bola e escapando da marcação romena com facilidade cada vez maior. Aos 39min, Robinho driblou dentro da área e rolou para Ronaldo, livre, de frente para o gol; o camisa 9, porém, pegou mal de primeira e mandou para fora, desperdiçando nova oportunidade clara. Três minutos depois, de novo Ronaldo recebeu na área e finalizou de primeira - desta vez, o mérito foi do goleiro Tatarusanu, que caiu bem para praticar a defesa.

O maior artilheiro da história das Copas do Mundo não pegou mais na bola até o apito do árbitro argentino Sergio Pezzotta que sinalizou o final do primeiro tempo. Emocionado, Ronaldo deu uma volta olímpica, agradeceu à torcida e pediu desculpas pelos três gols perdidos, despedindo-se definitivamente da Seleção Brasileira.

Segundo tempo: ritmo lento e poucas emoções

Já com Nilmar na vaga de Ronaldo, o Brasil prosseguiu com seu padrão de jogo: domínio da posse de bola e muita movimentação na frente para abrir a defesa romena. Aos 7min, Neymar passou de letra e André Santos finalizou de dentro da área, mas errou o alvo. Apesar da superioridade técnica, a Seleção sofria para encaixar bons ataques, e a Romênia teve chance aos 12min - Tanase aproveitou erro de Jadson e chutou por cima, sem perigo.

O ritmo do jogo caiu na segunda etapa, mas pouco a pouco as chances foram aparecendo novamente. Aos 17min, Nilmar ficou com a bola na área após cobrança de falta e girou batendo, mas Tatarusanu praticou a defesa; no minuto seguinte, foi Neymar quem recebeu boa bola de Jadson dentro da área e chutou de primeira, para nova ótima defesa do goleiro romeno.

Sem empolgar a torcida, a Seleção trocava passes em ritmo lento e era pouco ameaçada pelo rival. Aos 24min, André Santos tentou o chute de longe, mas mandou para fora. A Romênia tentava agredir a equipe de Mano Menezes com ataques em velocidade, mas normalmente parava na marcação brasileira e não dava trabalho a Victor.

Já cheio de substituições, o Brasil teve algumas chances de ampliar a partida nos minutos finais. Thiago Neves, aos 34min, e Nilmar, aos 36min, concluíram a gol após jogadas individuais, mas ambos chutaram por cima. Sem maiores emoções, o jogo se encaminhou para o final com vitória sem brilho dos comandados de Mano.

FUTEBOL

Presidente da CBF confirma que irá manter calendário do Brasileirão até dezembro

Ednaldo Rodrigues adianta posição antes de reunião com clubes da Série A, afirmando que propostas serão discutidas para evitar extensão do torneio após suspensão devido às enchentes no Rio Grande do Sul

26/05/2024 18h00

Presidente da CBF confirma que irá manter calendário do Brasileirão até dezembro

Presidente da CBF confirma que irá manter calendário do Brasileirão até dezembro Divulgação

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O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, afirmou neste domingo que não planeja estender o calendário do Brasileirão deste ano, após a suspensão do campeonato por duas rodadas. A intenção do dirigente é manter a finalização da competição no dia 8 de dezembro, conforme programado inicialmente.

"A proposta da CBF é exatamente manter o calendário de 2024 até o dia 8 de dezembro. Vamos dialogar com todos os clubes. A CBF apresentará várias soluções para que a competição possa ser concluída conforme o planejado no calendário de 2024", declarou em entrevista ao canal SporTV.

Com essa declaração, Ednaldo antecipa sua posição antes da reunião entre a CBF e os clubes da primeira divisão, agendada para esta segunda-feira. Durante o encontro, a entidade e as equipes decidirão como reorganizar o Brasileirão após o atraso de duas rodadas - a competição foi suspensa em 15 de maio devido às enchentes no Rio Grande do Sul.

"Teremos uma reunião amanhã (segunda) com todos os clubes da Série A, em um Conselho Técnico Extraordinário, para buscar a melhor solução. Queremos evitar uma extensão além do calendário. A proposta da CBF é conciliar de forma a não causar consequências para os envolvidos: clubes, patrocinadores, atletas, evitando prolongar o período de férias e sem impactar o calendário de 2025", explicou o presidente da CBF.

Sem entrar em detalhes, Ednaldo afirmou que a entidade irá "propor soluções" para repor as datas perdidas em um calendário já apertado. Questionado sobre a possibilidade de aumentar o número de jogos durante a Copa América, o dirigente preferiu não adiantar informações.

"A CBF apresentará soluções. Sabemos que é um momento desafiador e que cada um precisa contribuir, ter flexibilidade para conciliar. A CBF buscará a melhor alternativa para evitar uma extensão excessiva. A diretoria de competições e a presidência estarão à disposição para buscar a melhor forma de acordo com os clubes para essas reposições de jogos."

O principal receio dos times atualmente é que a CBF inclua mais partidas durante a realização da Copa América, que acontecerá entre 21 de junho e 15 de julho.

A entidade já havia decidido anteriormente que não pararia o Brasileirão durante a competição de seleções, o que gerou desconforto nos clubes por perderem jogadores convocados para a seleção brasileira e para outras equipes sul-americanas.

Agora, há o risco de aumentar o número de jogos nos quais os times não terão alguns de seus principais atletas.

O Brasileirão foi suspenso pela CBF na metade de maio, por duas rodadas, devido às dificuldades enfrentadas pelos clubes gaúchos em meio à tragédia no Rio Grande do Sul.

Grêmio e Internacional tiveram estádios e centros de treinamento inundados, impossibilitando treinos ou jogos em Porto Alegre. Além disso, os jogadores se envolveram nas operações de socorro às pessoas afetadas pelas enchentes.

O Juventude, também presente na Série A, não sofreu danos por inundação, mas enfrenta dificuldades logísticas para viajar pelo Brasil porque o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, foi inundado e fechado, com previsão de reabertura apenas no segundo semestre.

Esportes

Leclercquebra 'maldição' local e vence o GP de Mônaco

Oscar Piastri, da McLaren, e Carlos Sainz, da Ferrari, completaram o pódio; Max Verstappen terminou em 6º

26/05/2024 13h46

Scuderia Ferrari via X

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Charles Leclerc conquistou o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 neste domingo (26), finalmente superando a "maldição" que parecia persegui-lo em sua própria casa. Antes deste fim de semana, o piloto monegasco não havia conseguido converter nenhuma de suas duas poles position em Mônaco em vitória - e nem mesmo chegou ao pódio. Em 2021, um acidente o impediu de largar após garantir a pole, e no ano seguinte, um erro estratégico da Ferrari prejudicou sua corrida.

Leclerc já havia assegurado a pole position na classificação de sábado, e demonstrou domínio ao liderar todos os treinos livres no circuito. Ele liderou a corrida do início ao fim, cruzando a linha de chegada em primeiro lugar.

Oscar Piastri, da McLaren, e Carlos Sainz, da Ferrari, completaram o pódio do GP de Mônaco.

Largada caótica em Mônaco

O GP de Mônaco teve um início tumultuado, sendo interrompido logo após a largada devido a um acidente envolvendo três carros: Kevin Magnussen, da Haas, tentou uma ultrapassagem arriscada sobre Sergio Pérez, da Red Bull Racing, resultando em um toque que também afetou seu companheiro de equipe, Nico Hulkenberg. O carro de Pérez ficou completamente destruído, deixando a pista suja e o guard rail danificado. Felizmente, todos os pilotos saíram ilesos, mas não conseguiram continuar na prova.

A primeira volta também viu Esteban Ocon, da Alpine, abandonar após uma tentativa de ultrapassagem mal sucedida sobre Gasly, seu colega de equipe, resultando em danos que impediram reparos rápidos antes da relargada. Ocon foi punido com cinco posições no grid do GP do Canadá e recebeu dois pontos em sua superlicença.

Emoção limitada às primeiras voltas

Com a bandeira vermelha na primeira volta, os pilotos tiveram a oportunidade de trocar para o segundo composto de pneus - uma escolha feita pela maioria. Isso resultou em poucas ultrapassagens durante o GP de Mônaco, com os destaques sendo os acidentes que marcaram o início da corrida.

Leclerc manteve uma liderança confortável ao longo da corrida, enquanto Piastri segurou a segunda posição sem ameaçar seriamente o piloto da Ferrari.

Leclerc sobra e a emoção fica nas últimas posições

No final da prova, Leclerc ampliou sua vantagem sobre Piastri, estabelecendo uma liderança de mais de oito segundos. As ultrapassagens notáveis ocorreram entre os pilotos nas últimas posições, com Stroll avançando após um problema com os pneus que o relegou ao final do pelotão.

Verstappen e Sainz tentaram desafiar seus adversários por posição, mas não tiveram sucesso. O holandês lutou pelo quinto lugar contra Russell, enquanto o espanhol pressionou Piastri pelo segundo lugar, mas ambos foram repelidos pelos concorrentes.

Resultado do GP de Mônaco

  1. Charles Leclerc (MON, Ferrari)
  2. Oscar Piastri (AUS, McLaren Mercedes)
  3. Carlos Sainz (ESP, Ferrari)
  4. Lando Norris (GBR, McLaren Mercedes)
  5. George Russell (GBR, Mercedes)
  6. Max Verstappen (HOL, Red Bull Racing Honda RBPT)
  7. Lewis Hamilton (GBR, Mercedes)
  8. Yuki Tsunoda (JAP, RB Honda RBPT)
  9. Alex Albon (TAI, Williams)
  10. Pierre Gasly (FRA, Alpine Renault)
  11. Fernando Alonso (ESP, Aston Martin Aramco Mercedes)
  12. Daniel Ricciardo (AUS, RB Honda RBPT)
  13. Valtteri Bottas (FIN, Kick Sauber Ferrari)
  14. Lance Stroll (CAN, Aston Martin Aramco Mercedes)
  15. Logan Sargeant (USA, Williams Mercedes)
  16. Guanyu Zhou (CHN, Kick Sauber Ferrari)

Não completaram

  • Esteban Ocon (FRA, Alpine Renault) - ABANDONOU
  • Nico Hulkenberg (ALE, Haas Ferrari) - ABANDONOU
  • Sergio Pérez (MEX, Red Bull Racing Honda RBPT) - ABANDONOU
  • Kevin Magnussen (DEN, Haas Ferrari) - ABANDONOU

Com informações de Folha Press

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