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Fora do mercado formal, mais da metade dos idosos que trabalham tem negócio próprio

Fora do mercado formal, mais da metade dos idosos que trabalham tem negócio próprio

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Movidas pela necessidade de renda e em busca de realização pessoal, cada vez mais pessoas da terceira idade permanecem ou retornam para o mercado de trabalho – e esse aumento vem sendo puxado pelo empreendedorismo.

Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no segundo trimestre deste ano 46% da população ocupada com mais de 60 anos trabalhava por conta própria e 9,3% eram empreendedores.

Enquanto isso, apenas 1 em cada 4 (26%) idosos ativos tinham emprego com carteira assinada, ao passo de 18% estavam na informalidade, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE.

“O trabalho autônomo ou informal muitas vezes é a única opção em um mercado que ainda oferece poucos empregos formais para esse público”, aponta Mórris Litvak, fundador da plataforma de trabalho para a terceira idade MaturiJobs.

Abrir uma startup após os 60

Aos 60 anos, Veronique Forat havia deixado para trás a carreira de comunicação e marketing e decidiu abrir uma startup com sua sócia, Martha Monteiro, de 64 anos. Ambas criaram em 2017 um site que conecta pessoas dispostas a se hospedar ou morar juntas usando como base a afinidade, o Morar.com.vc, que opera na cidade de São Paulo.

Elas se conheceram em um workshop de reinvenção do trabalho depois dos 60 anos e descobriram que podiam seguir uma segunda carreira profissional. O desafio para fazer melhorias no site é grande, após a percepção de que o negócio exige muito conhecimento em tecnologia.

Mas não foi a falta de domínio técnico que Veronique encontrou como empecilho para empreender na sua idade.

“A dificuldade é que talvez não sejamos levadas tão a sério em um ambiente muito masculino e jovem como é o de startups", conta.

Veronique conta que existe um certo "pé atrás" por parte dos investidores em apostar em startups chefiadas por duas mulheres mais velhas”. Mas ela enxerga a maturidade como vantagem nesse meio e também um "alimento" para a criatividade exigida nesse meio.

Não foi só a necessidade financeira que a motivou a abrir um negócio depois dos 60, mas o ímpeto de continuar tendo desafios que, segundo ela, é o que “mantém a gente vivo”.

“Não é possível que muita gente não perceba o potencial enorme que as pessoas mais maduras têm. Existe uma resiliência que você adquire com a idade”, afirma Veronique.

“Com mais idade, você sabe que se levar uma bofetada e cair sentado, o mundo não acabou”, diz a empreendedora.

Segundo Luciana Franco, sócia da Improve Human Consulting, há, de fato, espaço no mercado brasileiro para startups com profissionais da terceira idade por serem qualificados, maduros e com alto senso de responsabilidade.

"O empreendedorismo tem sido um caminho escolhido por muitos brasileiros da terceira idade como alternativa para ter uma vida mais ativa, inclusive após a aposentadoria", observa.

Cresce a participação de idosos no empreendedorismo

Um levantamento do Sebrae de 2017 mostrou que 12,35% dos empreendedores do país estão na faixa dos 55 a 64 anos – 6,1 milhões dos 49,4 milhões. Segundo o estudo, 32,3% das pessoas nesta faixa de idade são empreendedores – 10,3% em fase inicial e 22,4% já estabelecidos.

Nesta faixa etária, a proporção de pessoas que abriram negócio cresceu de 7%, em 2012, para 10,4%, em 2016.

Segundo a pesquisa, 61% dos empreendedores iniciais são mulheres, o que, segundo o Sebrae, se explica pela crise econômica, que motivou mulheres com mais idade ou aposentadas a empreenderem para completar a renda da família.

Entre os aposentados, cerca de 8% já abriram seu próprio negócio, aponta outra pesquisa do Sebrae. Outros 25% pretendem abrir uma empresa no futuro e, destes, 10,8% planejam abri-la em até dois anos. Cerca de 80% já sabem que tipo de negócio gostariam de montar - 6 em cada 10 escolheram o comércio, especialmente no ramo da alimentação.

Para 7 em cada 10 entrevistados, a motivação para abrir uma empresa decorre de razões financeiras, como complementar a renda e ajudar a família :

49,7% pretendem abrir uma empresa para complementar a renda – seja a própria ou da família;
21% citaram a necessidade de manter a família;
21% pensam em se manter ocupados após a aposentadoria;

'Não queria ficar parado'

O aposentado Márcio Nogueira, de 62 anos, decidiu investir no próprio negócio após atuar por 42 anos em empresas como administrador com especialização em logística e transportes.

Há pouco mais de um ano, ele gerencia uma unidade móvel de uma franqueadora de lojas de produtos de limpeza do país, a Ecoville, em Campinas, interior de São Paulo.

A vontade de se aventurar no empreendedorismo veio após a aposentadoria, em 2015, e a decisão se deu em uma feira de franquias no Rio de Janeiro.

“Trabalhava como gestor, com carteira assinada, mas sempre quis empreender num negócio próprio”, diz.

Nogueira conta que tinha uma vida profissional agitada e não queria ficar parado após se aposentar. “Mas queria algo que não tivesse ponto fixo nem compromisso de horário para abrir e fechar, que me permitisse viajar quando quisesse”, comenta.

Ele optou pelo ponto móvel, com a venda porta a porta, para empresas e estabelecimentos comerciais e de serviços, em uma região específica de Campinas. Nogueira tem a ajuda do sobrinho Saint Clair, de 40 anos, que cuida das vendas, e ele faz a gestão da empresa.

O investimento foi em torno de R$ 100 mil – teve que comprar carro, computadores e alugar um imóvel para depósito e escritório.

“Antes, quando era empregado, no fim do mês tinha o dinheiro garantido. Agora tem a incerteza, mas é gratificante realizar um sonho e ver a satisfação do cliente”, diz.

Nogueira conta que o primeiro ano foi de aprendizado e prejuízo, com foco em produtos que vendem mais e estoque reduzido, mas neste ano conseguiu equilibrar as contas.

O administrador de empresas conta orgulhoso que, após os 60 anos, conseguiu unir o sonho do negócio próprio com a possibilidade de visitar sua filha no Rio de Janeiro, por exemplo, no meio da semana.

“No mês passado estava passeando em Portugal com minha esposa, gerenciando tudo de lá. Eu queria continuar trabalhando, mas de forma flexível. E consigo contornar tudo à distância”, diz o empreendedor.

Segundo Latvik, da MaturiJobs, a grande participação dos empreendedores nesta faixa etária se explica não só pela falta de oportunidade no mercado formal, mas pela preferência de muitos idosos por funções mais flexíveis e sem horário fixo ou necessidade de deslocamento.

Esportes

Carro que pertenceu a Senna é colocado à venda por R$ 3,2 milhões

Veículo do modelo Honda NSX 1991, na cor vermelha, está sob posse de um fã do ídolo brasileiro

23/04/2024 13h30

Ayrton Senna dirigindo seu Honda NSX Reprodução/Auto Trader

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Um carro antigo que já foi posse do ídolo da Fórmula 1 Ayrton Senna está à venda no Reino Unido.

O veículo é do modelo Honda NSX 1991. O carro vermelho atualmente está sob posse de Robert McFagan, um fã de Ayrton Senna, e disponível para compra no site Auto Trader.

O preço do automóvel é 500 mil libras (aproximadamente R$ 3,2 milhões na cotação atual). O veículo teve somente dois donos (Senna e McFagan) e possui 62,9 mil km rodados.

Senna foi presenteado com o veículo pela Honda em 1991. O piloto mantinha este exemplar em sua residência em Algarve, Portugal. Ele permaneceu lá até 2013, quando McFagan o adquiriu.

Senna ajudou a popularizar o NSX. O brasileiro ajudou a desenvolver a primeira geração do modelo. Ele possuía outros dois exemplares do veículo da Honda, ambos pretos, e um está sob posse da família no Brasil.

O NSX vermelho aparece no documentário Racing in my Blood, lançado em 1992. O mesmo veículo foi levado para Ímola em 2019, durante homenagem pelos 25 anos da morte de Senna, e pilotado por Giancarlo Minardi, ex-piloto e fundador da antiga escuderia Minardi.

"Tem sido um enorme prazer possuir o que é um dos carros mais famosos que pertenceu a uma verdadeira lenda do esporte, e a emoção de dirigir um carro de Senna nunca vai embora", disse McFagan, atual dono do carro, ao jornal The Sun.

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SÉRIE D

Costa Rica estreia na Série D do Brasileirão neste sábado contra o São José (SP)

CBF divulgou a tabela das sete primeiras rodadas nesta segunda-feira; saída precoce no estadual freia expectativas

23/04/2024 11h00

Costa Rica representa o futebol sul-mato-grossense na Série D 2024 Foto: Divulgação / Costa Rica

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O Costa Rica, campeão sul-mato-grossense em 2023, vai estrear na quarta divisão do campeonato brasileiro contra o São José (SP), neste sábado, às 18h, em São José dos Campos (SP).

Único representante do Mato Grosso do Sul na competição, o Costa Rica está presente no grupo A7, juntamente com outras sete equipes. São eles:

  • São José (SP)
  • Inter de Limeira (SP)
  • Santo André (SP) 
  • Água Santa (SP)
  • Patrocinense (MG)
  • Pouso Alegre (MG)
  • Maringá (PR)

Ao todo, a Série D é composta por 64 equipes, divididas em oito grupos com oito times cada. Os quatro primeiros colocados de cada grupo se classificam para a segunda fase, do qual, a partir deste ponto, é mata-mata. Os quatro semifinalistas garantem o acesso à Série C. 

A fase de grupos está prevista para ter sua última rodada no dia 21 de julho. A tabela detalhada das próximas fases deve sair após o término dessa primeira. O atual campeão é o Ferroviário, do Ceará. 

O ESTADO NA COMPETIÇÃO

Em 2022, o Costa Rica jogou pela primeira vez na sua história a quarta divisão nacional, e teve um ótimo desempenho na fase de grupos, ficando na terceira posição do grupo A5.

Após conquistar 21 pontos em 14 jogos, a segunda fase foi triste para o torcedor costarriquenho e acabou eliminado pelo Bahia de Feira (BA), com 2x1 no placar agregado.

Já no ano passado, o estado foi representado pelo Operário, campeão estadual em 2022, porém seu desempenho decepcionou os torcedores. 

Em 14 jogos, a equipe conquistou apenas oito pontos, com apenas uma vitória, cinco empates e oito derrotas, ficando na última colocação do grupo A7.

O Operário voltará ao cenário do futebol nacional em 2025, já que se consagrou como campeão sul-mato-grossense, no último domingo (21).

ESTADUAL FRACO DO COSTA RICA

O Costa Rica entrou na competição estadual de 2024 como atual campeão, os torcedores tinham altas expectativas, mas que não foram alcançadas

A equipe foi apenas o quarto colocado no Grupo A, com 11 pontos conquistados em oito jogos, mas que lhe rendeu a classificação para a próxima fase do torneio. 

Nas quartas de final, o Costa Rica enfrentou o Dourados (DAC) e, mesmo sendo considerado zebra diante no confronto, conseguiu dois empates e deixou a decisão para os pênaltis. Mas a estrela do goleiro adversário brilhou e a eliminação precoce veio. 

No dia 23 de fevereiro, foi anunciada a demissão do treinador Rodrigo Cascca, após uma reunião entre comissão técnica e diretoria do clube. No dia 1º de março, Gian Rodrigues é definido como substituto para comandar a equipe na competição nacional.

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