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ESPORTE

Futebol: governo paulista autoriza volta aos treinos em 1º de julho

Retorno do campeonato, porém, deve ocorrer só a partir de agosto
17/06/2020 21:00 - Agência Brasil


O governador de São Paulo, João Doria, anunciou hoje (17) que os clubes de futebol da primeira divisão - Série A1 do Campeonato Paulista - estão liberados para voltar a treinar a partir do dia 1º de julho, seguindo normas de segurança que evitem a propagação do novo coronavírus (covid-19).  Segundo o coordenador do Centro de Contingência do Estado, Carlos Carvalho, o protocolo da Federação Paulista de Futebol (FPF), elaborado em conjunto com as agremiações, foi aprovado com ajustes e será repassado à entidade e às equipes. O torneio paulista foi paralisado há três meses devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

"Diante das propostas [de retomada de atividades] que chegaram, a mais bem formatada nos critérios de saúde foi a do futebol", afirmou Carvalho, durante entrevista coletiva. "Com esses ajustes, o protocolo será levado à FPF, que o passará aos clubes, e eles terão esse período de mais ou menos duas semanas para realizar ajustes de segurança e testes em todos os envolvidos para sabermos a condição dessas pessoas para a volta aos treinos", completou.

"Os protocolos se referem apenas ao retorno aos treinos. A retomada das partidas será avaliada em fases posteriores em contato com a FPF e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF)", reforçou Doria, também em entrevista coletiva. "Sabemos que vamos contar com a colaboração da Federação e dos dirigentes. Tenho convicção que nenhum dirigente deseja risco a seus atletas e profissionais", destacou.

A FPF, por sua vez, reagiu com "estranheza" ao anúncio. Em nota oficial publicada após a coletiva do governo estadual, a entidade diz que considera a data de retorno "distante" e entende não existir "explicação plausível e científica" para a medida. "Assim, os profissionais do futebol, que dependem de seu condicionamento físico para exercer suas atividades, seguem impedidos de trabalhar", diz a nota da Federação. Ainda conforme a nota, foi convocada uma videoconferência sobre o tema com os 16 clubes da Série A1 para a próxima quinta-feira (18), às 15h.

O documento elaborado em conjunto pela FPF e clubes estabelece medidas como higienização e desinfecção dos locais de treinamento; realização de testes - a cada mundança de fases - em todos os envolvidos; e uso obrigatório de máscara (exceto aos atletas em atividade física). O protocolo determina ainda a retomada dos treinos com trabalhos individuais e ao ar livre, que os profissionais tenham equipamentos de hidratação individuais e adotem uma rotina "casa-treino-casa", mantendo isolamento social.

"Com relação à frequência da testagem, a nossa recomendação foi: uma [testagem] no tempo zero de todo mundo, com a qual será feito o PCR, que é a pesquisa que verifica se existe o vírus no indivíduo; e a testagem da sorologia, para saber quem teve contato [com o vírus] ou já tem proteção. Os indivíduos serão observados de maneira diferente. O sem proteção será testado de cinco a sete dias, dependendo da condição de saúde. Detectado o indivíduo com o PCR positivo, ele é isolado, assim como os contactantes, e será feito um novo teste em três dias", explicou Carvalho.

O estado de São Paulo está desde 24 de março em quarentena. Na última quarta-feira (10), o período foi prolongado até o próximo dia 28 de junho. No início do mês, o governo paulista colocou em prática um protocolo gradual e regionalizado para reabertura de atividades em cinco fases, caracterizadas por cores, chamado "Plano São Paulo". Quanto mais avançada a etapa, maior a flexibilização. A maior parte das cidades se encontra na segunda fase, que permite a reabertura de concessionárias, escritórios, comércio e shoppings, com restrições.

O "Plano São Paulo" é revisto a cada duas semanas. A próxima atualização será em 26 de junho. Segundo Carvalho, o sistema de fases deverá ser respeitado, mesmo após a liberação dos treinos. "Se o clube estiver na zona vermelha (equivalente à primeira fase, que autoriza só atividades essenciais), ele não poderá praticar o treinamento naquele município, somente em cidades que estejam em outra fase", resumiu.

A proposta para viabilizar a volta aos treinamentos foi enviada ao governo paulista após videoconferência entre Federação e clubes no último dia 5. Na semana seguinte, o documento também foi apresentado ao prefeito de São Paulo, Bruno Covas, pelos presidentes dos times da capital (Corinthians, São Paulo e Palmeiras). Segundo a FPF, o procedimento seria adotado pelas outras 13 equipes da Série A1 nas respectivas cidades. Os dirigentes afirmaram, na ocasião, que o protocolo era mais rigoroso que o previsto pelo Estado para liberação de atividades durante a flexibilização da quarentena.

As equipes estão afastadas dos gramados há três meses, desde a suspensão do Campeonato Paulista. A última partida foi disputada em 16 de março, quando o Guarani venceu a Ponte Preta por 3 a 2 em Campinas (SP), com portões fechados - como ocorrerá quando a competição for retomada. O torneio foi paralisado na 10ª rodada, faltando duas para o término da primeira fase. A FPF defende que a competição seja finalizada "em campo".

Segundo Carvalho, do Centro de Contingência, a previsão é que somente a partir de agosto seja possível pensar na volta do campeonato. "Os treinos são fundamentais para o preparo do atleta à volta ao esporte em alto nível. Será preciso um período de ao menos quatro semanas para esse preparo físico", concluiu.

Outras modalidades

Conforme Doria, a retomada dos treinos de outras modalidades esportivas em São Paulo - amadoras e profissionais - está sob análise do Centro de Contingência, que se pronunciará no próximo no próximo dia 26.  Algumas competições foram canceladas, como as Superligas Feminina e Masculina de vôlei ou o Novo Basquete Brasil (NBB), com presença maciça de clubes paulistas, mas o estado também concentra boa parte dos principais atletas de alto rendimento do país em esportes olímpicos, como ginástica artística, judô ou natação.

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!