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Não aprovou

Holandês campeão olímpico diz que água da baía é nojenta e perigosa

O atleta foi o campeão da Copa Brasil de Vela, disputada entre os dias 15 e 20 de dezembro

FOLHAPRESS

26/12/2015 - 17h51
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O velejador Dorian van Rijsselberghe, campeão olímpico em Londres-2012 na classe RS:X, publicou texto em seu blog oficial reclamando da poluição da baía de Guanabara, local em que serão disputadas as provas de vela da Olimpíada de 2016, no Rio.

O atleta foi o campeão da Copa Brasil de Vela, disputada entre os dias 15 e 20 de dezembro, na baía de Guanabara, mas reclamou do grande número de sacos plásticos na água.

"Era comum que sacos plásticos prendessem na quilha. Isso aconteceu com meu companheiro de treino 13 vezes durante uma regata. Tivemos que navegar de ré para tirar o lixo que prendia na prancha. Como será nos Jogos? Velejadores navegando de ré para vencer a corrida. Isso é o que acontecerá se ninguém tomar medidas drásticas para mudar a contínua poluição da água", afirmou o velejador.

"A [baía de] Guanabara tem tantos sacos plásticos que a população do mundo todo poderia usar os sacos para suas compras de Natal. Resumidamente, a água é nojenta e perigosa", completou.

O velejador relata ter visto apenas um barco fazendo a limpeza da baía durante os treinos e provas da Copa Brasil. Dorian diz ainda que um dos membros de sua equipe técnica quase vomitou enquanto navegava na baía. "Puro esgoto", declarou.

"Fico feliz de ter vencido na semana passada. Talvez venci porque tive a menor quantidade de lixo na minha quilha. Olhando para trás, vencer em uma sopa de sacos plásticos não me dá alegria", afirmou.

POLUIÇÃO

A poluição da baía é o principal alvo de críticas da Rio-2016. Pouco antes do evento-teste de vela, realizado em agosto, reportagem da Associated Press mostrou níveis elevados de vírus nos locais de competição.

Durante o evento-teste oficial da Rio-2016, foram registrados 43 casos de mal-estar em atletas, treinadores e juízes. Apenas entre os velejadores, a taxa foi de quase 9%, segundo a comissão médica da Isaf (federação internacional de vela).

A entidade monitorou casos de diarreia e problemas estomacais durante e após a competição. O objetivo era avaliar os riscos reais de uma competição nas águas poluídas da baía de Guanabara.

Na avaliação do médico croata Nebojsa Nikolic, membro da comissão, o resultado apresentou uma taxa "dentro de níveis aceitáveis".

No entanto, o lixo flutuante já havia sido um problema para a competição. A dupla brasileira de vela Samuel Albrecht e Isabel Swan capotou durante a disputa da classe Nacra 17 por causa de um plástico no espelho d'água.

O acidente, relatado pelo ex-velejador Lars Grael, membro da comissão técnica da equipe de vela, ocorreu numa das três raias fora da baía de Guanabara.

"Um saco plástico prendeu no leme e desarmou a trava. O barco saiu do rumo e aí houve a capotagem", disse o ex-velejador, duas vezes medalhista olímpico.

Na época, Grael afirmou que houve outros relatos de problemas com lixo, mas pontuais. Ele disse que havia pouco detrito flutuante na baía graças à ausência de chuvas fortes.

"A qualidade da água está aquém do ideal. Mas não foi aquela lixarada que temíamos", disse.

O gerente de competições da Isaf, Alastair Fox, afirmou que é comum esse tipo de acidente em regatas em todo o mundo.

"Em qualquer lugar do mundo tem lixo. Nosso objetivo é tornar o local de competição o mais justo possível. Mas competimos num ambiente natural. Muita coisa pode acontecer", disse.

OUTRO LADO

A reportagem tentou entrar em contato com a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e com o comitê organizador da Rio-2016 para comentar as críticas feitas pelo velejador holandês, mas até o fim da tarde deste sábado (26) não obteve resposta.

TRAGÉDIA

Tragédia no SuperBike Brasil: Piloto de 9 anos, Lorenzo Somaschini morre após acidente em Interlagos

Incidente durante treino da Honda Junior Cup causa comoção na comunidade do motociclismo.

18/06/2024 17h15

Tragédia no SuperBike Brasil: Piloto de 9 anos, Lorenzo Somaschini morre após acidente em Interlagos

Tragédia no SuperBike Brasil: Piloto de 9 anos, Lorenzo Somaschini morre após acidente em Interlagos Divulgação

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Lorenzo Somaschini, um piloto argentino de apenas 9 anos, faleceu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após um acidente durante o treino da Honda Junior Cup no Autódromo de Interlagos. O acidente ocorreu durante a quarta etapa do SuperBike Brasil, onde o jovem piloto caiu na curva do Pinheirinho.

A Superbike Brasil prontamente socorreu Lorenzo com uma ambulância equipada com UTI após sua queda, estabilizando-o inicialmente no autódromo e posteriormente transferindo-o para o Hospital Geral de Pedreira e, finalmente, para o Hospital Albert Einstein, onde veio a falecer na segunda-feira, dia 17 de junho.

A Honda Junior Cup, criada em 2013, é uma competição destinada a jovens de 8 a 18 anos, focada no ensino de técnicas avançadas de pilotagem e no desenvolvimento emocional e disciplinar dos participantes. Utilizando motos Honda CG Titan de 160cc adaptadas para corridas, a categoria enfatiza a segurança e o conforto dos competidores, com manutenção e preparação das motos sob responsabilidade da organização do evento.

O trágico acidente de Lorenzo Somaschini ressalta a importância da segurança em eventos esportivos envolvendo jovens. A Superbike Brasil está colaborando com as investigações para esclarecer as circunstâncias do incidente.

A morte prematura de Lorenzo Somaschini é uma perda significativa para a comunidade do motociclismo, e sua memória será honrada. Este evento também serve como um lembrete dos desafios e riscos associados ao esporte, especialmente para jovens pilotos.

A Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) foi procurada pelo ge e afirmou, através de um comunicado oficial, que o SuperBike Brasil não é uma competição homologada pela entidade.

"A Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM), através de seu Presidente, vem, por meio deste expressar seu mais profundo pesar pelo falecimento do jovem piloto argentino, Lorenzo Somaschini. 

A CBM gostaria de esclarecer que a competição SuperBike Brasil, na qual o acidente ocorreu, não é homologada por esta entidade, conforme nota oficial amplamente divulgada, no dia 27 de março de 2024, e enviada através de ofício aos autódromos e entidades relacionadas. A CBM não possui vínculos com a organização do evento em questão.

Neste momento de dor, estendemos nossas sinceras condolências à família, amigos e a todos que compartilharam da trajetória de Lorenzo. Que possam encontrar conforto e força para superar esta perda inestimável.

Procurado pelo GE, o SuperBike respondeu com o mesmo comunicado publicado após a morte de Lorenzo:

"Segunda-feira, 17 de junho de 2024 – 23h00. O SuperBike Brasil comunica, com muita tristeza e pesar, o falecimento do piloto Lorenzo Somaschini nesta segunda-feira (17/6), às 19h43. O argentino, natural de Rosário, estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), sob cuidados médicos intensivos e, infelizmente, não resistiu”, diz a nota divulgada no Instagram. “A organização do SuperBike Brasil está prestando total assistência à família do piloto desde sexta-feira (14/6), quando o argentino teve uma queda durante o primeiro treino livre da Jr Cup, válido pela 4ª etapa do SuperBike Brasil, no Autódromo de Interlagos. Logo que caiu na saída do Pinheirinho, o piloto foi prontamente atendido no local pela equipe médica em ambulância UTI. Na sequência, foi encaminhado para a sala de emergência do autódromo, onde houve a estabilização do seu quadro clínico. Após esse procedimento, foi realizada a remoção médica, em unidade de suporte avançada (UTI móvel) para o Hospital Geral da Pedreira, onde permaneceu até a madrugada de sábado (15/6), seguindo todos os protocolos médicos até ser feita a transferência para o Hospital Albert Einstein. Todos da equipe do SuperBike Brasil estão consternados com o acontecimento e manifestam sinceros sentimentos a todos familiares e amigos de Lorenzo"

*****Com informações do GE

Liga Feminina de Futsal

Pezão/UCDB enfrenta atual campeã da Libertadores

Equipe salesiana busca encerrar sequência negativa de derrotas na competição

18/06/2024 09h55

Meninas do Pezão/UCDB enfrentarão neste fim de semana o Stein Cascavel em partida no Paraná

Meninas do Pezão/UCDB enfrentarão neste fim de semana o Stein Cascavel em partida no Paraná Foto: Luana Gums

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O único representante do futsal feminino sul-mato-grossense, o Pezão/UCDB enfrenta no próximo sábado (22), o atual campeão da Libertadores Feminina, o Stein Cascavel (PR), pela Liga Feminina de Futsal (LFF). A partida será disputada no Ginásio Francisco Odilon Reinhard, no município de Cascavel (PR), a partir das 15h (horário de MS).

Com quatro partidas disputadas pela Liga Feminina em 2024, o Pezão/UCDB está na nona colocação do campeonato, disputado por 12 equipes. O time campo-grandense venceu um jogo e perdeu três partidas na competição que se iniciou no mês de abril.

Sobre a expectativa para o próximo confronto, o treinador do Pezão/UCDB, Luiz Fernando Borges, o Nando, falou que apesar da diferencia de apoio financeiro entre as equipes, o time salesiano entra em quadra para fazer o melhor nos confrontos fora de casa.

“Os jogos fora de casa são difíceis para a gente, porque sempre esbarramos nas condições que temos. Por se tratar de uma equipe universitária, algumas meninas não podem viajar por conta do trabalho. Mas como eu digo para as meninas, temos que ir lá para fazer um bom jogo, para representar bem a nossa instituição, da forma que podemos e de acordo com as nossas condições”, declarou o treinador.

Nos dois últimos jogos do Pezão/UCDB na Liga, a equipe perdeu em Campo Grande, por 5 a 0, para o São José (SP). Anteriormente, recebendo o Taboão Magnus no Ginásio Guanandizão, a equipe salesiana foi goleada por 4 a 1.

Com relação aos resultados recentes, o Nando ponderou que nas primeiras rodadas da competição, o Pezão/UCDB enfrentou as principais equipes do futsal feminino do cenário nacional.

“A gente teve aqui em Campo Grande as melhores equipes do país, todas elas reforçadas para disputarem a vaga na Libertadores da América, que é o objetivo de todo o time no país, e vieram com força máxima. E neste início de competição pegamos equipes neste nível”, disse Nando.

Nesta temporada a UCDB mudou de parceria, anteriormente era com o time da Serc, de Chapadão do Sul, e agora é com a escolinha Pezão. 

Com relação as mudanças no elenco para 2024, o time salesiano conta agora com a jogadora Aninha Ramires, pivô que veio do DEC/Operário, além de ex-jogadoras do clube, que voltaram como reforços da equipe para esta temporada. 

Danieli Souza, que estava jogando no Leganés da Espanha, e a Aninha Santana, que jogou em Portugal, estão de volta ao time campo-grandense.

Outras jogadoras, porém, sairão nesta temporada da equipe, como Amanda Santana, que agora defende a Unichapecó (SC) e a Julia Name que foi para o Taboão Magnus (SP).

STEIN CASCAVEL

O Stein Cascavel será mais um adversário difícil de ser derrotado no qual o Pezão/UCDB jogará na Liga Feminina de Futsal. O time é multi campeão no futsal feminino, sendo bicampeão da LFF, da Copa do Brasil e da Taça Brasil, além de ser o atual campeão da Libertadores.

Em 2023, o Stein Cascavel foi campeão do Paranaense, da Supercopa, da Libertadores, da Copa Mundo do Futsal e da Liga Feminina de Futsal.

De 2021 para cá, o Stein Cascavel já soma 11 títulos, com destaque para a Libertadores, conquistada no Paraguai, e o bi da Copa Mundo de Futsal, competição que teve 12 equipes de oito países.

Ainda neste mês de junho o Stein vai representar o país na Libertadores da América de 2024. O time paranaense está no grupo B da competição ao lado de Exa Ysaty do Paraguai, Peñarol do Uruguai, Rep. Colômbia e Universidad de Chile.

LIGA

A Liga Feminina de Futsal, temporada 2024, é a principal competição do futsal feminino brasileiro. Doze equipes jogam o torneio, que têm previsão de terminar no mês de novembro.

Na primeira fase, o campeonato é disputado em grupo único, onde em 12 rodadas de turno único são definidas as oito equipes classificadas para a segunda fase.

Em jogos de ida e volta, a fase de mata-mata é realizada das quartas de final até chegar a grande final da competição.

No ano passado a equipe campeã do torneio foi o Stein Cascavel, que defendeu o seu título conquistado em 2022, se tornando bicampeã da Liga.

A final foi disputada contra o Taboão Magnus, que terminou com a vitória do time paranaense por 4 a 0.
A então Serc/UCDB foi estreante da competição no ano passado, e conseguiu chegar até a oitava colocação da Liga.

O time de Campo Grande conseguiu a classificação heróica na última rodada da fase de grupos, mas perdeu nas quartas de final em duelo contra o Taboão Magnus, que havia terminado a primeira fase na liderança do campeonato.

Saiba

A única vitória do Pezão/UCDB na Liga Feminina de Futsal deste ano até agora foi enfrentando a equipe do Londrina (PR), em jogo disputado, a equipe salesiana saiu vitoriosa pelo placar de 4 a 3.

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