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FUTEBOL

Justiça vê fraude em negociação do Guarani com Corinthians

A Justiça cobra investigações mais detalhadas a fim de ressarcir empresa em R$ 35 mil
10/07/2020 21:00 - Estadão Conteúdo


 

A transferência de Davó do Guarani ao Corinthians tornou-se pauta no campo jurídico. Em sentença publicada pelo juiz Francisco José Blanco Magdalena, da 9ª Vara Cível de Campinas, em 1º de julho, há apontamento de fraude na negociação com o clube da capital, no fim do ano passado.

A Justiça cobra investigações mais detalhadas a fim de ressarcir a RDRN Participações e Empreendimentos Ltda. em R$ 35 mil. A empresa, desde março, exige acerto imediato com a equipe campineira e afirma que o processo de venda não foi feito de modo legal.

Em 2019, Davó foi liberado pelo Guarani por apenas R$ 700 mil mediante depósito feito até 18 de setembro - a multa rescisória ao mercado interno era estipulada em R$ 8 milhões.

O dinheiro, utilizado para pagamento dos salários do elenco na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro, foi recebido pela venda de 40% dos 60% dos direitos econômicos vinculados ao Guarani.

A avaliação do juiz é que a negociação não poderia ter acontecido porque os direitos econômicos do jogador, pertencentes ao Guarani, estavam penhorados. E o pagamento pela aquisição não teria sido realizada em uma conta vinculada diretamente ao Guarani.

Procurado pela reportagem , o Guarani se pronunciou, por meio da assessoria de imprensa, em nota oficial. "O Departamento Jurídico do Guarani Futebol Clube ainda não foi notificado sobre a decisão e somente poderá se manifestar nos autos do processo. O Conselho de Administração destaca porém que todos os demais órgãos internos (Conselhos Deliberativo e Fiscal) acompanham o processo cumprindo todo o rito estatutário".


 

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.