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Marcelo Chierighini e Etiene Medeiros vão à final; França fica fora do pódio

Marcelo Chierighini e Etiene Medeiros vão à final; França fica fora do pódio

FOLHAPRESS

05/08/2015 - 12h44
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Os nadadores brasileiros Marcelo Chierighini e Etiene Medeiros conquistaram nesta quarta-feira (5) vaga nas finais do Mundial de esportes aquáticos em Kazan, na Rússia.

Marcelo Chierighini avançou à final dos 100 m livre com o sexto melhor tempo (48s37). Nas eliminatórias, o nadador só conseguiu a classificação com o 15º tempo (48s92).

Já Matheus Santana não conseguiu a classificação. Ele ficou apenas em quinto na sua série e em nono na classificação geral com o tempo de 48s52.

Quem também avançou à final foi Etiene Medeiros nos 50 m costas. Ela se classificou com o segundo melhor tempo (27s51). Nas eliminatórias, a brasileira avançou com a segunda melhor marca (27s74). A prova não é olímpica. As finais serão realizadas na quinta-feira (6).

FELIPE FRANÇA

Candidato ao pódio no Mundial de Kazan, o nadador Felipe França terminou apenas na quarta colocação nos 50 m peito, prova que também não está na programação olímpica. Ele marcou 26s87.

A medalha de ouro ficou com o britânico Adam Pearly com o tempo de 26s51. A prata foi conquistada pelo sul-africano Cameron Van Der Burgh (26s66), enquanto o americano Kevin Cordes (26s86) completou o pódio.

"Não posso desmerecer esse resultado. Infelizmente foi por um centésimo. Eu nem tinha percebido. Não tenho do que reclamar", disse Felipe França logo após a prova.

SELEÇÃO BRASILEIRA

De Campo Grande, Marcênio é convocado para Copa do Mundo de Futsal

Atleta tem 36 anos e atua pelo Jaraguá (SC), além de acumular passagens na Europa; a Copa do Mundo vai acontecer em setembro e outubro, no Uzbequistão

19/07/2024 11h45

Marcênio comemorando gol pela Seleção Brasileira de Futsal

Marcênio comemorando gol pela Seleção Brasileira de Futsal Foto: Conmebol

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O Mato Grosso do Sul estará na Copa do Mundo de Futsal, que acontecerá entre 14 de setembro e 6 de outubro, no Uzbequistão. O ala Marcênio, natural de Campo Grande, foi convocado para representar a seleção brasileira durante a competição, primeira participação do atleta no mundial.

Atualmente, o jogador defende as cores do Jaraguá (SC), com 6 gols marcados em 16 jogos nesta temporada. Antes de estar no time catarinense, Marcênio ficou seis meses no Anderlecht (Bélgica) e cinco temporadas no Barcelona (Espanha), um dos melhores clubes do mundo. 

Durante sua passagem no clube espanhol, o atleta campo-grandense conquistou 16 títulos, incluindo a Champions League da modalidade, sua segunda da carreira, já que também venceu o torneio continental pela equipe russa Gazprom-Ugra. No Barcelona, além das conquistas, ele jogou 212 partidas e marcou 37 gols.

Em Campo Grande, o jogador atuou na Geração 2000, em 1997, e, posteriormente, passou pelo time do Colégio ABC, ficando até 2007, quando foi para o Santa Fé Futsal, da cidade Santa Fé do Sul (SP), já como atleta profissional.

Em 2024, Marcênio também participou da Copa América e fez parte do elenco campeão contra a Argentina. Na competição, marcou dois gols e uma assistência na campanha perfeita da seleção brasileira. Ao todo, o atleta tem sete gols em 29 jogos com a camisa amarela. Nas redes sociais, o jogador comemorou a convocação e afirmou que realizou um sonho de criança.

Recentemente, no dia 14 de maio, Marcênio foi um dos organizadores do “Jogo das Estrelas", que aconteceu em Campo Grande, e, obviamente, também contribuiu com sua habilidade dentro de quadra. Além do jogador campo-grandense, o evento contou com o craque Falcão, considerado por muitos o maior da história da modalidade, o que também ajudou a ter dois mil espectadores no Ginásio Guanandizão neste dia.

No Uzbequistão, tal qual no futebol, a seleção brasileira vai em busca da sexta estrela e é o maior campeão mundial no futsal (conquistou em 1989, 1992, 1996, 2008 e 2012). Em 2021, na última Copa do Mundo, o Brasil ficou em terceiro lugar, do qual foi derrotado para os rivais argentinos na semifinal. 

Neste mundial, a seleção está no grupo B, composto por Cuba, Croácia e Tailândia. Ao todo, foram 15 atletas convocados pelo treinador pelo treinador Marquinhos Xavier, feita nesta quinta-feira (18), mas um será cortado antes da competição. Os jogadores devem se apresentar no dia 10 de agosto, em Nova Friburgo (RJ). A estreia na competição acontece no dia 14 de setembro, às 8h30 (horário de MS), contra Cuba. Confira a convocação completa: 

Goleiros

  • Guitta - Ukhta (RUS)
  • Roncaglio - Anderlecht (BEL)
  • Willian - Norilsk Nickel (RUS)

Fixos

  • Marlon - ElPozzo (ESP)
  • Neguinho - Palma (ESP)
  • Lucas Gomes - Magnus (BRA)

Alas

  • Dyego - Barcelona (ESP)
  • Marcênio - Jaraguá (BRA)
  • Marcel - ElPozzo (ESP)
  • F. Valério - ElPozzo (ESP)
  • L. Lino - Magnus (BRA)
  • Arthur - Benfica (POR)

Pivôs

  • Pito - Barcelona (ESP)
  • Rafa Santos - El Pozzo (ESP)
  • Ferrão - Semey (CAZ)

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Esportes

Canto racista provoca crise na seleção da argentina e repercussões no governo

Enquanto no exterior o episódio oblitera a vitória na Copa América, no país a Casa Rosada expurga quem o aborda.

18/07/2024 23h00

Jogadores argentinos cantando música racista dirigida a Mbappé e a França - (crédito: Foto: Reprodução)

Jogadores argentinos cantando música racista dirigida a Mbappé e a França - (crédito: Foto: Reprodução) Reprodução

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Talvez um dos únicos elementos que une um país hoje amplamente polarizado, a seleção argentina de futebol viu os louros da conquista da Copa América se mesclarem a um episódio racista.

O canto ofensivo entoado pelo meia Enzo Fernández, que depois pediu desculpas, abalou a imagem da seleção no exterior, levou à abertura de uma investigação pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) e gerou bate-cabeça no governo do presidente Javier Milei.
Primeiro do governo que comentou o tema em público, o agora ex-subsecretário de Esportes Julio Garro foi demitido após afirmar que o capitão Lionel Messi deveria vir à público pedir desculpas por sua equipe. Apenas Enzo Fernández, hoje no Chelsea, manifestou-se.

Ao anunciar a decisão, a Casa Rosada afirmou que "nenhum governo pode dizer à seleção argentina campeã do mundo e bicampeã nas Américas o que comentar, pensar ou fazer".
É um discurso que eleva à máxima potência a agenda de liberdades individuais pregada por Milei, mas, pelo que demonstra sua gestão, também abre espaço para manifestações racistas. Outro membro que saiu em defesa foi sua vice, a conservadora Victoria Villarruel.
No X, em referência não nominal à França, ela disse que "nenhum país colonialista vai nos colocar medo por uma canção de estádio nem por dizer verdades que não querem admitir; basta de fingir indignação, hipócritas". E seguiu: "Enzo, estou contigo".

Para Villarruel, o país "nunca teve colônias ou cidadãos de segunda classe; nunca impusemos a ninguém nossa forma de vida".

Ainda que em menor escala do que em países como o Brasil, porém, a Argentina recebeu pessoas escravizadas, segundo a historiografia.

Até 1810, ano-chave no processo de independência local, Buenos Aires tinha em meio aos seus então 40 mil habitantes ao menos um terço de origem africana. O cenário é bem distinto hoje, porém: o mais recente censo divulgado neste ano mostra que apenas 0,7% dos argentinos, ou 303 mil pessoas, se reconhecem como afrodescendentes.

Mas o apagamento da presença negra na história local foi ruminando um cenário de resistência em debater o racismo. Apenas recentemente, a chamada "mãe da pátria" argentina, María Remedios del Valle, passou a estampar uma nota no país. Negra, ela foi uma das poucas mulheres que lutaram e lideraram a guerra de independência no país.

Para o sociólogo argentino Carlos Alvarez Nazareno, o futebol se tornou talvez o principal espaço de socialização no país e nele se reproduzem características do cotidiano da sociedade.

"E os discursos racistas estão tão institucionalizados e incorporados que, quando vêm à tona, nem sequer aceitam as críticas e pior, para se defender acabam sendo mais racistas."
Ex-diretor de Equidade na Secretaria de Direitos Humanos do país, ele diz que houve historicamente um projeto político de "embranquecer o país e invisibilizar os povos originários e a população afrodescendente". "Por isso seria tão importante existir um papel do Estado em políticas educativas."

Episódios racistas já se repetiram em outros períodos, no campo e na política. Na própria Copa do Qatar, que a Argentina ganhou contra a França, o canto agora entoado por membros da seleção também era cantado por torcedores argentinos.

O cantigo que muitos argentinos dizem ser apenas um grito de arquibancada diz trechos como "jogam na França, mas são de Angola", em referência aos membros da seleção do país europeu que é marcada pela forte presença dos filhos de imigrantes.

Antes, em 2021, o então presidente argentino, o peronista Alberto Fernández, que, investigado por denúncias de corrupção –hoje passa mais uma temporada vivendo em Madri–, afirmou que os argentinos chegaram em barcos. "Eram barcos que vinham da Europa", disse. Enquanto "os mexicanos vieram dos indígenas, os brasileiros, da selva".
Enquanto os exemplos vão se acumulando e o país se afasta da tarefa de debater o racismo, a própria população afro-argentina, como se autodenominam os afrodescendentes no país, sente o impacto. "Se você tiver uma carga de melanina muito alta em sua pele, na rua já te perguntam 'de onde você vem'. É uma ideia de que, com esse tom de pele, não se pode ser argentino."

 

*Informações da Folhapress 

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