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ESPORTES

Comitê admite possibilidade de adiar Olimpíada; decisão deve sair em um mês

A Olimpíada está prevista, inicialmente, para ser realizada entre 24 de julho e 9 de agosto
22/03/2020 15:52 - Estadão Conteúdo


Pela primeira vez, o Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiu a possibilidade de adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, em razão da pandemia do novo coronavírus que tem prejudicado a preparação dos atletas em todo o planeta. Após reunião extraordinária neste domingo, o Comitê Executivo da entidade garantiu que a Olimpíada não será cancelada e prometeu dar a resposta final sobre a data do evento em quatro semanas.

A Olimpíada está prevista, inicialmente, para ser realizada entre 24 de julho e 9 de agosto deste ano. O COI afirmou, em nota divulgada neste domingo, cogitar a possibilidade da modificação do planejamento em relação à data estipulada.

O COI entende que o período de um mês será definitivo para chegar a uma resposta. "Esta etapa permitirá uma melhor visibilidade do rápido desenvolvimento da situação da saúde em todo o mundo e no Japão. Servirá de base para a melhor decisão no interesse dos atletas e de todos os demais envolvidos."

Há cenários diferentes que se apresentam em relação à mudança de datas. Há a possibilidade de os Jogos de Tóquio serem remarcados para o final deste ano, ou, então, para 2021 ou 2022. O que não está em questão, segundo a entidade, é o cancelamento da Olimpíada, enfatizando que "o cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio não resolveria qualquer problema, nem ajudaria ninguém".

O COI afirma que é possível que a data do evento não seja alterada, ao mesmo tempo em que cogita adiar o evento. A entidade faz ponderações e ressalvas, explicando que confia nas autoridades japonesas, mas que reconhece a gravidade da crise de saúde pública provocada pela covid-19.

"Por um lado, há melhorias significativas no Japão (...) Isso poderia fortalecer a confiança do COI nos anfitriões japoneses de que o COI poderia, com certas restrições de segurança, organizar os Jogos Olímpicos no país, respeitando seu princípio de salvaguardar a saúde de todos os envolvidos", diz o comunicado.

Por outro lado, prossegue a nota, "existe um dramático aumento no número de casos e novos surtos de covid-19 em diferentes países de diferentes continentes. Isso levou o comitê executivo a concluir que o COI tem de tomar o próximo passo no planejamento de diferentes cenários".

A pressão sobre o COI para o adiamento da Olimpíada se intensificou nos últimos dias. Vários atletas, comitês olímpicos nacionais e federações esportivas de países diferentes se manifestaram a favor do adiamento do evento, incluindo o Comitê Olímpico do Brasil (COB). As críticas aumentaram especialmente depois das declarações do presidente do COI, Thomas Bach, que disse seguidas vezes que a data não seria alterada.

Após a reunião do Comitê Executivo, Bach escreveu uma carta à comunidade global de atletas para dar uma explicação sobre a abordagem da entidade. "As vidas humanas têm precedência sobre tudo, incluindo a realização dos Jogos. O COI quer fazer parte da solução. Portanto, tornamos nosso princípio principal proteger a saúde de todos os envolvidos e contribuir para conter o vírus", escreveu Bach. "A chama olímpica será uma luz no fim do túnel", completou.

Felpuda


Nos bastidores, conversas, ou melhor, quase sussurros, dão conta de que compromisso assumido teria prazo de validade se acontecer a vitória de aliado.

A partir de então, o papo passaria a ser bem, mas bem diferente mesmo, pois, com acordo cumprido, novos objetivos passariam a ser fonte dos desejos, e sem nenhuma moeda de troca.

No caso, não haveria mais sequer um fio de bigode. Tipo, cada um na sua.