Clique aqui e acompanhe o resultado das Eleições 2020

QUARTA RODADA

Com gol do estreante Luciano, São Paulo empata com o Bahia e segue sob pressão

Mesmo com mais volume e posse de bola pouco criou nesta quinta-feira, quase só ameaçando em jogadas aéreas
21/08/2020 03:00 - Estadão Conteúdo


Sob pressão, o São Paulo contou com o gol de um estreante para evitar nova derrota no Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, arrancou a igualdade por 1 a 1 com o Bahia, no Morumbi, pela quarta rodada. 

Mas ainda mais pela atuação irregular, o resultado não traz qualquer alívio ao elenco e ao técnico Fernando Diniz, cobrados antes mesmo do jogo pelo desempenho ruim.

O São Paulo, afinal, parece ter perdido o rumo na retomada das competições, tanto que caiu nas quartas de final do Campeonato Paulista. Mesmo com mais volume e posse de bola pouco criou nesta quinta-feira, quase só ameaçando em jogadas aéreas. Além disso, demonstrou fragilidade defensiva, aproveitada pelo Bahia, que apostou nos contra-ataques durante os 90 minutos.

Como cada time teve um jogo adiado, o São Paulo está com quatro pontos em três compromissos, na 13ª posição, enquanto o Bahia está com sete, em quarto. Na quinta rodada, ambos jogarão fora de casa e no domingo. O clube paulista visita o Sport na Ilha do Retiro, enquanto o baiano terá pela frente o Ceará no Castelão.

O JOGO - Com os portões do Morumbi fechados, dezenas de torcedores se reuniram os arredores para protestar contra a diretoria, especialmente o presidente Leco, o técnico Fernando Diniz e o elenco, chamado de "amarelão".

Sob esse clima e tendo o retorno de Vitor Bueno, recuperado de lesão, e a escalação de Igor Vinicius na lateral direita por opção de Fernando Diniz, o São Paulo pressionou o Bahia nos minutos iniciais, quase sempre jogando pelas laterais, diante de um adversário armado para contra-atacar, mas que tinha dificuldade de sair tocando a bola contra um adversário que adiantava a marcação. E perdeu uma chance clara logo no começo, com Pablo, após cruzamento de Igor Vinicius.

Porém, logo o São Paulo começou a correr riscos. Em lance revisado pelo VAR, a arbitragem marcou pênalti de Igor Vinicius em Rodriguinho, mas Tiago Volpi defendeu a cobrança de Gilberto, aos 17 minutos. Porém, aos 20 não houve jeito. Rodriguinho recebeu a bola na esquerda e lançou Rossi, nas costas de Arboleda. Ele dominou e bateu no canto, fazendo 1 a 0.

A partir daí, o duelo se tornou um confronto de ataque contra defesa. Só que o São Paulo pareceu perder o pouca da confiança que tinha. Tenso, errava ao acelerar as jogadas. E ainda exibia pouca criatividade, quase sempre apostando em cruzamentos. 

Tanto que a melhor chance veio assim, em que Pablo, livre, cabeceou para fora após ser acionado por Daniel Alves. No mais, apenas um chute para muito longe de Pablo e outro travado de Tchê Tchê até a saída do intervalo. Mas muito pouco para ameaçar o Bahia.

Na volta para o segundo tempo, Diniz apostou em Luciano, que chegou ao clube na quarta-feira. Mas mesmo pouco atacando, o Bahia era bem mais organizado e aproveitava a defesa aberta do São Paulo. Só não marcou aos dez, com Gilberto, por causa de boa defesa de Volpi. E ainda viu Élber quase marcar um gol olímpico, acertando o travessão.

O Bahia se fechava bem no campo de defesa, ainda perdeu o goleiro Douglas por lesão, mas nada parecia mudar, ainda mais que o reserva Anderson exibia segurança, como em um chute cruzado de Vitor Bueno. 

Nada funcionava para o São Paulo, enquanto Diniz ia colocando mais atacantes em campo - eram quatro ao fim do jogo. Mas quem melhor trabalhava era Tiago Volpi, que evitou gol de Élber.

Sem conseguir criar com a bola no chão, restou ao São Paulo contar com o jogo aéreo para empatar o jogo. Aos 39 minutos, Reinaldo cruzou na área, Gonzalo Carneiro desviou e Luciano, livre, cabeceou para as redes. 

No lance seguinte, quase veio a virada, em novo cruzamento de Reinaldo, que Pablo desviou mal. Mas o time nem tem do que reclamar, ainda mais que nos acréscimos uma finalização desviada de Élber acertou o travessão.
 

 
 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.