Esportes

FUTEBOL

Sem cachê, jogadores do Goiás dizem não ao jogo Fifa 16

Neste ano, brasileiros ficaram fora por conta de questões jurídicas

FOLHAPRESS

10/09/2015 - 16h16
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Os jogadores do Goiás disseram não para a EA Sports, empresa dona do game Fifa 16. O clube recebeu uma proposta de R$ 10 mil para fazer parte da próxima edição, mas os atletas não concordaram em cederem suas imagens gratuitamente.

O mesmo formato de contrato é oferecido para todos os times: um valor é oferecido para a temporada, à diretoria, e todos do elenco têm de assinar um a um uma autorização para poderem aparecer no jogo. Na maioria das equipes da Série A, a proposta, no entanto, deu certo.

Neste ano, brasileiros ficaram fora por conta de questões jurídicas. Advogados de jogadores acharam uma brecha para entrarem na Justiça buscando os direitos de imagem.

"Eles não repassam nada aos jogadores. Eles dão R$ 10 mil ao clube. Não tem nem o que repassar. O clube nos perguntou, a gente se reuniu e decidiu que não faríamos parte", afirmou Renan, capitão do Goiás, em contato com a reportagem.

"O valor é baixo, mesmo. Os jogadores não aceitaram e a gente não forçou nada. É uma decisão deles", completou o diretor jurídico do time, João Bosco Luz.

Corinthians e Flamengo também estão fora da edição do Fifa 16. Entre outros motivos, a baixa oferta foi determinante para os dois clubes de maiores torcida ficarem foram do game da EA Sports. Ambos fecharam um contrato de exclusividade com o Pro Evolution Soccer, da Konami, incluindo também a arena de Itaquera e o Maracanã.

O Sport também ficou fora por não concordar com a exigência da documentação dos jogadores.

Esportes

Sul-mato-grossense Érick Cardoso vence Capone em evento do Jungle Fight

O aquidauanense venceu seu adversário de São Paulo por nocaute técnico no 2º round.

22/07/2024 14h00

Erick

Erick "Bebezão" Cardoso acerta chute rodado em Jeferson Capone no Jungle Fight 129 Foto: Adriano Albuquerque

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No último final de semana, o sul-mato-grossense Érick Cardoso alcançou o topo do Jungle Fight, o maior campeonato de MMA da América Latina, após vencer o paulista Jeferson Capone. O evento Jungle Fight 129 aconteceu no último sábado (20), no Ginásio do Pelezão, em São Paulo (SP).  

A luta entre o aquidauanense Érick Cardoso e Jefferson Capone foi pela categoria 77 kg. O combate foi animado e cheio de reviravoltas, mas Érick levou a melhor, vencendo por nocaute técnico no 2º round.

"Nossa luta foi uma guerra", relatou Capone pelas redes sociais.  

Acompanhe abaixo o nocaute e a vitória do sul-mato-grossense neste último sábado (20), em São Paulo. 

 


 

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PARIS-2024

Judoca conquista vaga e MS terá sete atletas na Paralimpíada

Com mais duas vagas conquistadas no judô, a campo-grandense Kelly Kethyllin Victório foi convidada pelo Comitê Paralímpico Internacional (CPI) para competir nos Jogos de Paris deste ano

22/07/2024 12h15

A judoca Kelly Kethyllin Victório é mais uma atleta sul-mato-grossense na Paralimpíadas de Paris

A judoca Kelly Kethyllin Victório é mais uma atleta sul-mato-grossense na Paralimpíadas de Paris Foto: Ale Cabral / CPB

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A judoca sul-mato-grossense Kelly Kethyllin Victório, de 20 anos, foi convidada para competir nos Jogos Paralímpicos de Paris, após o Brasil conquistar direito de mais duas vagas na competição, e agora se junta aos outros seis atletas do Mato Grosso do Sul que irão representar o país na capital francesa entre os dias 28 de agosto e 8 de setembro deste ano.

A convocação foi anunciada na última sexta-feira (19) pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que confirmou o recebimento e aceitação dos convites nominais enviados diretamente pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).

Natural de Campo Grande, Kelly faz parte da categoria até 70 kg da classe J2 (baixa visão) - mesma categoria da atual campeã paralímpica Alana Maldonado - e vinha integrando a seleção brasileira de base, do qual ela conquistou a medalha de ouro no Parapan de Jovens do ano ano passado, em Bogotá (Colômbia). 

A atleta é do Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos Florivaldo Vargas (Ismac-MS) e, segundo consta na sua breve biografia no site da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), ela nasceu com má-formação no nervo óptico, o que lhe causou baixa visão em ambos os olhos. 

Segundo a última atualização do ranking paralímpico divulgado pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, em inglês), Kelly ocupava a décima colocação e, com inelegibilidade de vários judocas que estavam à sua frente, ela foi chamada pelo IPC.

Além dela, a judoca paranaense Larissa Silva, de 24 anos, foi convocada. Ela luta na categoria até 57 kg da classe J1 (cegos totais) e atualmente ocupa a oitava posição no ranking da IBSA. Dentre suas principais conquistas, estão os bronzes no Pan-Americano da IBSA de Edmonton, no Canadá, e no Grand Prix de Nur-Sultan, no Cazaquistão, ambos em 2022.

Importante ressaltar que o judô é a terceira modalidade que mais rendeu medalhas ao país nos Jogos Paralímpicos, com 25 no total, sendo cinco de ouro, nove pratas e 11 bronzes. Na história, a delegação brasileira conquistou 373 medalhas (109 de ouro, 132 de prata e 132 de bronze), ou seja, neste ano deve chegar ao seu 400º pódio.

Kelly + sete

Além da judoca, outros sete atletas sul-mato-grossenses já estão com vagas garantidas em Paris. No dia 04 de julho, a CPB divulgou a primeira convocação para os Jogos e dois da canoagem estavam na lista: Débora Benevides, de Campo Grande, e Fernando Rufino, de Eldorado.

Uma semana depois, a segunda lista foi divulgada e quatro atletas estavam nela: Yeltsin Francisco Ortega Jacques e Gabriela Mendonça Ferreira, ambos de Campo Grande, e Paulo Henrique Andrade dos Reis, de Dourados, além da judoca criada na capital Érika Cheres Zoaga.

Além dos seis atletas acima, a professora de judô Anne Talitha Almeida Ferreira Silva foi chamada para ser auxiliar-técnica da delegação brasileira na competição. Faixa preta e profissional de educação física, ela trabalha desde 2006 com o treino de atletas paralímpicos na modalidade.

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