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		<title>Correio do Estado - Mato Grosso do Sul</title>
		
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				<title><![CDATA[Ponte da Rota Bioceânica deve ligar Brasil e Paraguai em 60 dias]]></title>
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				<description><![CDATA[As obras da ponte da Rota Bioceânica estão em fase final, com previsão da ligação entre o Brasil e o Paraguai ocorrer em cerca de 60 dias, no mês de maio. Conforme última atualização, a distância entre as extremidades brasileira e paraguaia é de apenas 69 metros. No total, são 350 metros que compõe o vão central sobre o rio.

Com 1.294 metros de comprimento e um vão central elevado para navegação segura, a ponte será um ativo logístico estratégico do Corredor Bioceânico, conectando a Rodovia PY15 à malha rodoviária regional.

Nessa segunda-feira (16), o engenheiro italiano Mario de Miranda, responsável pelo projeto da ponte, esteve no canteiro de obras, junto com uma comitiva internacional, para acompanhar de perto a fase final da construção.

Na ocasião, os técnicos acompanharam o funcionamento do “trem de avance”, equipamento que se desloca sobre a estrutura e permite a instalação dos cabos estaiados e a concretagem do tabuleiro no vão principal sobre o rio.

Mario de Miranda afirmou que a ligação física entre Brasil e Paraguai deve acontecer em cerca de 60 dias, conforme já estava previsto em cronograma.


“Quando a Rota Bioceânica estiver funcionando, será um verdadeiro corredor de prosperidade e oportunidades para toda a região”, afirmou o engenheiro.


No mês passado, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, também destacou a importância da obra para Mato Grosso do Sul.


"Mais do que uma obra de engenharia, trata-se de um projeto estruturante para a integração regional, a competitividade logística, o comércio internacional e o desenvolvimento do Chaco paraguaio e do Centro-Oeste brasileiro", disse Verruck em publicação no Linkedin.


Obras

Os trabalhos de construção da ponte ocorrem entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta.

Após a junção entre as duas frentes, será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização. 

A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, em novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

A Rota Bioceânica será um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros que liga os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico ao Pacífico, pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.

A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela terá 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.

O investimento, de US$ 100 milhões, é totalmente financiado pela Itaipu Binacional, do lado paraguaio.

@@NOTICIA_GALERIA@@

Ponte

A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022 e integra um projeto que soma US$ 1,1 bilhão de investimentos do governo paraguaio, no trecho total de 580 km, entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

Desse montante são:


	US$ 440 milhões já garantiram a conclusão do trecho Carmelo – Loma Plata;
	US$ 100 milhões foram destinados à ponte internacional;
	US$ 354 milhões financiam a pavimentação da Picada 500 (PY-15);
	Outros US$ 200 milhões serão aplicados no segmento entre Centinela e Mariscal.


A execução da ponte está sob responsabilidade do Consórcio Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gómez.

Alça de acesso

Paralelamente a construção da passarela, estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países.

No Brasil, também estão em andamento as obras da alça de acesso. Orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, a alça compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho.

Apesar de a ponte sobre o Rio Paraguai ter expectativa de ser entregue no primeiro semestre de 2026, as alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica terá início em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, atravessando o Paraguai e a Argentina até chegar aos portos do Chile.

Essa ligação permitirá que exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, em comparação com a saída pelo Porto de Santos, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

A Rota Bioceânica, segundo especialistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 12:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA["Todas as regiões do Estado receberão investimentos, mas o Cone Sul se destaca"]]></title>
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				<description><![CDATA[Mato Grosso do Sul vive um dos ciclos de crescimento econômico mais intensos de sua história recente. Com expansão do agronegócio, chegada de novas indústrias, obras estruturantes e avanço populacional acima da média nacional, a demanda por energia elétrica cresce em ritmo acelerado.

Para acompanhar esse cenário, a Energisa MS anunciou um aporte de R$ 928 milhões neste ano, o maior investimento anual desde que assumiu a concessão, há 11 anos.

O pacote contempla ampliação e modernização da rede de distribuição, aumento da capacidade de subestações, construção de novas subestações, incorporação de tecnologias para tornar o fornecimento mais resiliente e ações integradas com prefeituras para mitigar impactos de eventos climáticos severos.

Na prática, o recurso é fundamental para garantir a chegada de novos empreendimentos, apoiar o avanço industrial e do agronegócio e assegurar que regiões em forte expansão, como o Cone Sul, tenham a energia necessária disponível.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o diretor-presidente da Energisa MS, Paulo Roberto dos Santos, detalhou como os investimentos serão distribuídos, quais regiões receberão mais obras, como a empresa está lidando com a intensificação de eventos climáticos e de que maneira a expansão da infraestrutura elétrica sustenta o desenvolvimento econômico do Estado.

Confira abaixo a entrevista completa.

A Energisa MS anunciou um grande aporte financeiro para este ano, o maior desde que assumiu a concessão no Estado. O que torna este ano tão decisivo para a infraestrutura elétrica sul-mato-grossense?

A Energisa MS está alinhada ao ritmo acelerado de crescimento de Mato Grosso do Sul e acompanhando a evolução das novas demandas.

Por isso, ampliar o volume de investimentos representa uma ação estratégica e necessária. Estamos falando de R$ 928 milhões, praticamente R$ 1 bilhão, que serão destinados à modernização e à expansão da capacidade de fornecimento de energia em todo o Estado.

Metade desses recursos será aplicada na ligação de novos clientes, novos empreendedores e novas indústrias, que deverão gerar empregos e contribuir diretamente para o desenvolvimento econômico.

A outra metade contempla ações essenciais, como modernização da rede, manutenções preventivas, ampliação de seis subestações e construção de duas novas, garantindo mais potência energética para Mato Grosso do Sul.

O Estado vive um momento de transformação, crescimento populacional e expansão produtiva. Nosso papel é assegurar que a infraestrutura elétrica acompanhe esse avanço e impulsione ainda mais o desenvolvimento dos sul-mato-grossenses.

Quando falamos de Brasil, é importante citar que, este ano, o Grupo Energisa terá um investimento previsto de R$ 6,5 bilhões, dos quais 92% serão direcionados às distribuidoras de energia elétrica do grupo, com foco na modernização da rede elétrica, resultando em maior qualidade e segurança no fornecimento ao cliente.

Nós estamos falando de mais de 20 milhões de pessoas em 939 cidades de todas as regiões brasileiras, ou seja, conforto e desenvolvimento também.

O volume de obras previsto para este ano é expressivo. Como a empresa se organiza para executar tantas frentes simultâneas em todas as regiões?

Temos uma estrutura organizacional robusta, distribuída estrategicamente por todo o Estado. Esse modelo, aliado aos prestadores de serviço já contratados para 2026, nos garante capacidade operacional para cumprir o planejamento sem dificuldades.


Mato Grosso do Sul cresce entre 7% e 8% ao ano, número que supera largamente a média nacional. Em resposta, ampliamos nosso investimento em quase 50% em relação ao ano passado, quando aplicamos cerca de R$ 700 milhões.


Além disso, estamos em contato direto com todos os grandes empreendedores que estão chegando ao Estado. Conhecemos o cronograma de cada projeto e suas necessidades de energia e garantimos alinhamento total entre oferta e demanda.

Mais da metade do investimento será voltado à expansão de rede. Quais regiões terão a maior transformação no acesso à energia já neste ano?

Todas as regiões do Estado receberão investimentos, mas o Cone Sul se destaca pelo volume de novos empreendimentos e pela velocidade de crescimento. Cerca de 35% a 40% do investimento para expansão será direcionado para essa região, onde a demanda por energia aumenta de forma muito acelerada.

Também estamos concentrando esforços em municípios como Inocência, Paranaíba e Cassilândia, que apresentam forte atividade agroindustrial e rural. Em Maracaju, construiremos uma nova subestação, que deve solucionar limitações históricas e dar mais estabilidade ao fornecimento.

A modernização da rede, que representa 41% do investimento, promete elevar a qualidade do serviço. Que melhorias o consumidor poderá perceber ainda este ano?


O consumidor perceberá avanços importantes, especialmente no desempenho da rede e na agilidade das equipes durante serviços e em ocorrências emergenciais. Estamos incorporando novas tecnologias e ampliando sistemas automatizados que ajudam a identificar e isolar defeitos com mais rapidez.


Mato Grosso do Sul tem enfrentado uma intensificação de eventos climáticos severos, marcados pela alternância entre calor extremo, secas históricas, tempestades e tempestades severas.

Em 2025 e no início de 2026, o Estado registrou recordes de temperatura e instabilidade climática significativa. Por isso, estamos garantindo a evolução contínua da infraestrutura da rede elétrica do Estado.

Outro ponto essencial são os convênios com as prefeituras para poda e limpeza de faixa, que é a vegetação próxima à rede. Hoje, mais de 30 municípios já aderiram, o que garante redução de impactos e oscilações.

Cerca de 80% das ocorrências têm relação direta com vegetação: galhos, cipós e árvores que atingem a rede durante tempestades. Com a parceria das prefeituras e os investimentos em modernização, reduziremos significativamente essas interferências, sobretudo nas áreas rurais.

O restabelecimento após tempestades enfrenta muitos obstáculos. O que está sendo feito para reduzir o tempo de resposta?

Nosso maior desafio é a logística de acesso. Em vários casos, equipes enfrentam pontes danificadas, estradas alagadas e vias obstruídas por quedas de árvores. Isso torna o deslocamento mais demorado.

Para minimizar esse impacto, além de investir cada vez mais em treinamentos de reciclagem e na capacitação dos nossos colaboradores, estamos ampliando o número de equipes, contratando mais profissionais e trazendo mão de obra de fora do Estado, já que há escassez local.

Também estamos aumentando a quantidade de equipamentos e veículos especializados.


É importante reforçar que, em muitas situações, as atividades são muito complexas e precisamos de apoio do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e, eventualmente, da ajuda de equipamentos pesados para chegarmos ao local da ocorrência. O restabelecimento exige esforço intenso e operações complexas.


Novas subestações e ampliações estão entre as obras mais relevantes. Como essas entregas impactam setores como indústria, agro e serviços?

Subestações mais modernas e com maior capacidade são fundamentais para garantir energia estável e suficiente para atender às novas cadeias produtivas.


Quando ampliamos a capacidade de fornecimento, criamos condições para que novos empreendimentos industriais e agropecuários se instalem no Estado e para que os já existentes possam crescer sem restrições.


Essas obras fortalecem diretamente o desenvolvimento regional, ampliam a competitividade de Mato Grosso do Sul e ajudam a atrair novos investimentos privados. É um efeito em cadeia: energia confiável gera segurança para produzir, expandir e gerar empregos.

Recentemente, a Energisa MS anunciou um programa de formação de eletricistas com foco no público feminino. Como vai funcionar?

O setor elétrico é historicamente marcado pela predominância masculina, mas a presença feminina vem crescendo nas atividades de campo. O nosso programa busca acelerar esse movimento, oferecendo capacitação técnica gratuita e preparando profissionais para atuar em uma das áreas mais estratégicas do País.

Até agora, 30 mulheres concluíram o curso em Dourados e Campo Grande. A turma mais recente se formou em fevereiro, na Capital. A meta da companhia é ampliar ainda mais a participação feminina no setor elétrico.

Vamos ofertar novas turmas exclusivas para mulheres ainda este ano. Queremos fortalecer cada vez mais essa presença aqui em Mato Grosso do Sul.

{Perfil}

Paulo dos Santos

Executivo do setor elétrico com mais de 40 anos de atuação, já ocupou cargos de liderança em várias áreas, como Operação, Automação, Medição e Transmissão.

Na Energisa há 14 anos, em 2017, o executivo assumiu a Diretoria Técnica e Comercial da Energisa Mato Grosso do Sul. Em setembro de 2024, assumiu como diretor-presidente da concessão no Estado.

 

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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Sat, 07 Mar 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Em 7 horas aconteceram cinco mortes por acidente de trânsito em MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/em-menos-de-6-horas-cinco-mortes-aconteceram-por-acidente-de-transito/461788/</link>
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				<description><![CDATA[Entre o final da tarde e a noite da última sexta-feira (06), cinco pessoas morreram por acidente de trânsito no Estado. Do número, dois envolvidos nos acidentes fugiram do local e todas as vítimas morreram no momento da colisão.

Conforme registros, o primeiro aconteceu durante a tarde de ontem, por volta das 15h, quando um homem, de 55 anos, identificado como Idecir Lima Moura ficou preso em meio às ferragens após colidir o veículo que conduzia de frente com uma carreta.

O acidente ocorreu na MS-386, no trecho entre Amambai e Ponta Porã, próximo a Fazenda Cascata, a 313 quilômetros da Capital, e devido a força da colisão ambos os veículos foram arremessados para fora da pista.

Nesse caso, o outro motorista que conduzia a carreta não teve ferimentos e permaneceu no local para prestar apoio a Idecir, que morreu na hora. Seu corpo foi retirado do acidente pelas equipes de apoio com auxílio de equipamentos devido a condição.

O segundo acidente aconteceu por volta das 17h e 18h, no fim da tarde de sexta-feira. Ramão Peixoto, de 71 anos, morreu ao ser atingido por um caminhão boiadeiro. O homem estava em uma bicicleta e morreu na hora.

A colisão ocorreu em Anastácio, a 137 quilômetros da capital, em via urbana, no cruzamento da Avenida Integração com a Rua Moisés Flores Nogueira.

De acordo com informações de jornais locais, o homem teria se desequilibrado ao passar por um quebra-mola, porém antes que pudesse se levantar foi atingido pelo caminhão, que tentou frear, O caminhoneiro permaneceu no local.

Ainda na tarde de ontem, o terceiro acidente ocorreu na MS-040, próximo a Bataguassu, a cerca de 70 quilômetros de Santa Rita do Pardo. Novamente de uma colisão frontal entre um carro e uma carreta, um homem não identificado morreu no momento que foi atingido.

De acordo com notícias de jornais locais, o homem invadiu a pista contrária, em que a carreta trafegava. O condutor da carreta tentou desviar quando notou a invasão do carro, mas não foi possível. O motorista do carro ficou preso as ferragens já sem vida.

O carreteiro ficou no local e o trânsito foi interditado pelas equipes de resgate, que apuram as circunstâncias e demais informações do acidente.

Já no início da noite de ontem, em Dourados, uma mulher, de 77 anos, morreu ao ser atropelada por uma caminhonete. O acidente foi em via urbana, no bairro Canaã 4, e aconteceu no momento em que Maria dos Anjos Lima atravessava a rua próximo a sua casa.

Nesse caso, o motorista que conduzia o veículo tentou frear, mas não foi o suficiente por estar em velocidade muito acima do permitido. Ao analisar a perícia constatou o excesso de velocidade pelas marcas de arrasto na rua por cerca de 10 metros.

Apesar da tentativa de evitar o atropelamento, o condutor da caminhonete não prestou apoio a mulher e fugiu do local. Maria dos Anjos Lima morreu na hora.

O quinto acidente, aconteceu mais tarde, por volta das 21h em Campo Grande, na BR-163, saída para São Paulo. Próximo ao posto de combustível às margens da rodovia, Thallison Wagner dos Santos Pereira, de 28 anos, foi atingido por um Jeep Compass.

O veículo estava em direção ao centro da cidade, quando atropelou o homem. Sem prestar apoio, o condutor fugiu do local em que Thallison morreu antes mesmo do socorro chegar.

Mortes no Trânsito

Segundo o painel de monitoramento de estatísticas, o SIGO, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), os dados de acidentes e mortes no trânsito marcam 11 mortes neste ano, porém somente no primeiro mês, registrados até o dia 14 de janeiro.

Procurada pela reportagem, a Sejusp não informou quantas mortes aconteceram até o momento, desde o começo do ano e com que frequência o painel é atualizado, porém apenas na última sexta-feira, conforme detalhado pela reportagem cinco mortes aconteceram em apenas um dia.

BR-163

Em 2024, a rodovia federal em Campo Grande com saída para São Paulo, retomou o nome de "rodovia da morte", com 74 óbitos naquele ano. No ranking das 10 rodovias federais onde mais ocorreram mortes, divulgado no Anuário da PRF em maio do ano passado, a via que passa por Mato Grosso do Sul é a quarta com mais óbitos.

Em 2024, foram 240 pessoas que perderam a vida nos 4.476 km da rodovia, que vai de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, a Santarém, no Pará.

Isso significa que o trecho de Mato Grosso do Sul é um dos mais perigosos da rodovia, uma vez que em apenas 845,9 km ocorreram 74 mortes ou 30,8% do total, isto é, de todos os acidentes com mortes pela extensão da BR-163. A parte que cabe ao Estado, porém, é referente a somente 18,8% da via.

Segurança

Confira algumas dicas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS) para diminuir as chances e/ou evitar acidentes:

Condutor:

- Respeite a travessia de pedestres;
- Respeite os limites de velocidade;
- Cadeirantes devem circular pela calçada e atravessar na faixa, mas fique sempre atento e seja cuidadoso ao cruzar com pessoas em cadeiras de rodas, principalmente quando estiverem embarcando em um veículo;
- Nos cruzamentos sem semáforo, fique atento ao pedestre que se aproxima e sinaliza a intenção de travessia sobre a faixa de pedestre;
- Não ultrapasse veículos aguardando a passagem de pedestres na faixa;
- Sinalize suas intenções com antecedência;
Nos locais de estacionamento, nunca pare em uma vaga reservada para deficientes ou idosos.

Motociclista:

- Além de observar as orientações para os condutores, use sempre capacete, luvas, colete e adesivos refletores;
- Não passe entre veículos quando o trânsito estiver em movimento;
- Só use a buzina se realmente precisar.

Ciclista:

- Pedale sempre pela direita. A calçada é para o pedestre, não para o ciclista;
- Em grupo de ciclistas, siga em fila única;
- Na faixa de pedestre, desça e atravesse empurrando a bicicleta;
- Atente-se para a manutenção da bicicleta: freios, pneus e corrente devem estar em bom estado para garantir a segurança.

Pedestre:

- Nas vias de grande movimento ou alta velocidade, procure atravessar por uma passarela;
- Evite fones de ouvido, para poder ouvir a aproximação de veículos;
- Ande sempre pela calçada, o mais afastado possível da rua;
- Antes de atravessar, olhe para os dois lados. E sinalize sua intenção de atravessar;
- Antes de atravessar na faixa, espere todos os veículos pararem, mesmo que o semáforo esteja vermelho para eles;
- Tome cuidado ao atravessar a rua, mesmo na faixa de pedestres ou lombadas eletrônicas.
- Ao descer do ônibus, aguarde a saída do veículo para atravessar a rua.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 07 Feb 2026 11:20:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[MPE investiga suposta fraude a visitação em Gruta do Lago Azul]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/mpe-investiga-irregularidade-em-ponto-turistico-de-bonito/461737/</link>
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				<description><![CDATA[Em denúncia anônima ao Ministério Público do Estado (MPE), agências de turismo, junto a Prefeitura Municipal de Bonito foram acusadas de violarem à licença de operação do ponto turístico Gruta do Lago Azul, localizado no interior de Mato Grosso do Sul, a 259 quilômetros da Capital.

Divulgado no Diário Oficial do MPE desta sexta-feira , a apuração iniciou há um ano, em fevereiro do ano passado, quando a denúncia chegou ao órgão com alegações de que havia irregularidades quanto ao modo que grupos e horários de visitas estavam sendo feitos.

No e-mail, o denunciante descreveu que a Prefeitura de Bonito, por meio da Secretaria de Turismo "passou a adotar práticas abusivas quanto ao trabalho de guia de turismo" na Gruta. O modelo instaurado foge do que a licença de operação do local descreve e permite em relação aos visitantes e horários.

A acusação é que a Prefeitura e a agência ABN - empresa citada no documento de denúncia - estavam operando em conjunto no sistema de passeio estabelecido. Nele, os guias eram obrigados a descerem para o passeio com a quantidade de visitantes que a agência reservava, com o objetivo de criar horários intermediários, o que não está previsto na licença de operação. 

Além disso, foi indicado que os guias também não estavam sendo remunerados da maneira correta. Inicialmente, a agência fazia a reserva para dois visitantes, mas no momento do passeio o total eram de 15 pessoas. Apesar do atendimento em grupo, o guia recebia o pagamento apenas pelas duas pessoas com reserva.

Então, posteriormente, o "modelo" de atendimento do passeio mudou. Um guia iniciava o passeio na Gruta com duas pessoas, conforme a reserva da agência, e um outro guia de plantão iniciava o passeio logo depois com as outras 13 pessoas restantes do grupo, que deveria ser composto por 15 pessoas, como já é estabelecido.



Assim, duas visitas são feitas no mesmo horário, uma com duas pessoas, e outra com 13 pessoas, com dois guias diferentes.

O sistema supostamente implantado pela Secretaria de Turismo e pela Agência ABN beneficiava alguns guias, com criação de grupos e horários não licenciados. Ainda de acordo com o texto, a suposta fraude "explora o trabalho de guias CPNJ, e obriga as agências a não optarem por quais guias prestarão o serviço ao visitante".

Com isso, o modelo beneficia guias plantonistas, que recebem por atendimentos em horários intermediários não licenciados, além dos horários específicos determinados a eles. Enquanto os demais guias tiveram redução na quantidade de pessoas que atendem.

Desde então, por meio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Bonito, o MPE apura o descumprimento da Licença Ambiental do atrativo Gruta do Lago Azul, bem como a violação trabalhista de guias turísticos.

A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Bonito, para obter esclarecimentos, mas não teve retorno até o momento de publicação da matéria.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 12:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Time da fronteira estreia com vitória no primeiro jogo de Libertadores]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/esportes/time-da-fronteira-vence-primeiro-jogo-de-libertadores/461682/</link>
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				<description><![CDATA[Com chute de primeira de fora da área, o Club Sportivo 2 de Mayo, da fronteira com Mato Grosso do Sul conseguiu garantir a vitória em seu primeiro jogo de Libertadores. Válido pela primeira etapa pré-eliminatória da maior competição da América do Sul, o time precisa se classificar em três fases para chegar a disputa oficial.

Jogando em casa, no Estádio Rio Parapiti, o time de Pedro Juan Caballero recebeu o Club Alianza Lima, da capital do Peru. A partida de ida foi equilibrada e terminou com o placar em 1 a 0, apenas com o gol do atacante Diego Acosta. Sem muitas oportunidades de gols, foram quatro chutes a gol no jogo inteiro, dois de cada lado.

Agora, o próximo confronto na Libertadores do 2 de Mayo é o jogo de volta, na casa do adversário peruano, no Estádio Alejandro Villanueva, em Lima. Com a vitória, o "Galo Norteño" leva a vantagem para o segundo confronto e precisa de apenas um empate para continuar a busca pela vaga na fase de grupos da competição.

Libertadores 2026

Dividida em três fases de pré-eliminatória até chegar no sorteio da fase de grupos, lá na frente outros times brasileiros já estão com vagas garantidas.

Devido a classificação na tabela do Campeonato Brasileiro de 2025 e Copa do Brasil: Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Mirassol, Fluminense e Corinthians são os clubes brasileiros no torneio inseridos já na fase de grupos. Outros dois, Bahia e Botafogo, ainda estão na disputa por uma vaga.

Na pré-eliminatória as fases se dividem da seguinte maneira:

1ª fase
04 a 11 de fevereiro:

> Seis times estão em disputa de mata-mata, com confrontos divididos em dois jogos (ida e volta). Para a próxima fase, desses, apenas três se classificam para a próxima fase.

2ª fase
19 a 25 de fevereiro:

> Os três times que se classificarem na etapa anterior se juntam a outros 13 times que já estão na 2ª fase, em que dois times brasileiros, Bahia e Botafogo, já estão inseridos. Novamente em confronto mata-mata com dois jogos, oito dos times seguirão para a terceira fase inicial.

3ª fase
04 a 10 de março

> Na terceira e última fase da pré-eliminatória, os oito times se dividem em quatro confrontos, com jogos de ida e volta, e os vencedores finalmente se classificam para a fase de grupos da Copa Libertadores, com sorteio previsto para 18 de março.

Com jogos de 8 de abril a 27 de maio, 32 times disputam a fase de grupos. Encerrado essa etapa, a etapa de mata-mata, em que se sair melhor nos jogos de ida e volta garante classificação para as próximas fases, em que apenas 16 times se classificam.

Nela estão as oitavas de finais, marcadas para 12 e 19 de agosto. Quartas de finais nos dias 9 e 16 de setembro e semifinais em 14 e 21 de outubro. A final segue o modelo de jogo único e quem ganha é o campeão, previsto para o dia 28 de novembro de 2026.

2 de Mayo

O Club Sportivo 2 de Mayo é um time paraguaio, conhecido também como Gallo Norteño. Fundado em 6 de dezembro de 1935, o time homenageia os combatentes da infantaria paraguaia da Guerra do Chaco, disputada entre 1932 e 1935.

Entre suas conquistas estão o título da segunda divisão paraguaia em 2005 e dois da Primera División B, em 2011 e 2017. A equipe retornou para a série A do Campeonato Paraguai em 2023, quando foi vice-campeã da segunda divisão.

Na temporada de 2026, o time aparece na 11ª posição da tabela com duas derrotas e um empate, na competição de Apertura, que marca a primeira parte do Campeonato Paraguai.

Na libertadores, o clube da fronteira com o estado sul-mato-grossense deve enfrentar mais quatro jogos até a fase de grupos, além do jogo de volta contra o Alianza Lima para enfim disputar oficialmente pela primeira vez a competição da Libertadores.

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				<category>Esportes</category>
				<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 10:40:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Eduardo Riedel: "Segurança pública, para nós, é parte essencial do ambiente de negócios"]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/seguranca-publica-para-nos-e-parte-essencial-do-ambiente-de/461077/</link>
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				<description><![CDATA[No início deste ano, que marca a reta final de seu primeiro mandato, o governador Eduardo Riedel faz um balanço de gestão ancorado em indicadores positivos em áreas sensíveis como saúde, educação e segurança pública, em um momento em que Mato Grosso do Sul vive um ciclo recorde de investimentos públicos e privados.

Na entrevista, ele sustenta que os resultados são fruto de uma estratégia que prioriza projetos estruturantes, pensados para produzir efeitos no curto, médio e longo prazos.

Riedel relaciona diretamente a melhora dos indicadores sociais ao fortalecimento do ambiente de negócios no Estado. Para ele, infraestrutura, educação, saúde e, sobretudo, segurança pública formam um conjunto indissociável quando o objetivo é atrair investimentos, gerar emprego e ampliar a inserção de Mato Grosso do Sul na economia nacional e internacional.

“Segurança pública, para nós, é parte essencial do ambiente de negócios”, afirma, ao destacar a queda da violência mesmo em um território estratégico no combate ao crime organizado.

Ao longo da conversa, o governador detalha concessões rodoviárias, hidroviárias e ferroviárias, avanços na rede hospitalar, mudanças no modelo educacional e políticas voltadas à habitação e à migração, sem ignorar os desafios impostos pelo rápido crescimento do Estado.

Em um ano eleitoral, Riedel defende que o debate político seja pautado pela gestão, resultados e projetos, e não por polarizações rasas, apostando que o desenvolvimento econômico é o principal motor para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades.

___

Eu queria que você fizesse um balanço não só dos quatro anos, mas do que é que está previsto para ser efetivado neste ano?

A gente preza muito o olhar sobre projetos estruturantes para Mato Grosso do Sul, e não olhar o curto prazo, o mandato apenas.

Mas a gente sempre tem que ter um olhar no curto, no médio e no longo prazos, porque a política pública – que são as demandas da sociedade – elas têm esses três componentes. Mas a gente sempre trabalhou de cabeça erguida no longo prazo.

Então, se você pegar cada uma das áreas, a gente atende o curto prazo nas demandas urgentes, mas pensando em reestruturar aquilo. Tem aquela história: “mas sempre fez assim...”, e então eu pergunto: “não tem problema então?”

Se sempre se fez de um jeito e o problema permanece, é porque tem de mudar o modelo, prevê ação de longo prazo. Isso vale para educação, para saúde, para infraestrutura, para segurança pública...

E quais são as ações e realizações nestes setores?

Se você olhar todas as nossas ações e projetos, eles têm, em intrínseco, uma mudança de modelo. Olha o que é que está acontecendo na Saúde.

O Hospital de Dourados entregue, PPP do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, talvez uma das ações mais ousadas que a gente vai ter no mandato.

E agora neste ano que se inicia, temos uma consolidação de projetos grandes, como concessões de ativos de infraestrutura, concessões rodoviárias e hidroviárias.

Concessões hidroviárias? Não seria apenas a do Rio Paraguai?

São concessões. A gente tem “dois Mississippis”, o Rio Paraguai e o Rio Paraná. A Hidrovia do Rio Paraguai vai ser concessionada e já está rodando muito bem, ela só precisa daquela intervenção de drenagem. Já a do Rio Paraná, agora com o amadurecimento da Bracell [em Bataguassu], ela vai sair do papel.

Quanto às ferrovias, no próximo dia 5 [de fevereiro] vamos à Inocência lançar a primeira shortline [ferrovia de médio porte, de abrangência regional] do Brasil, que vai ligar a Arauco ao entreposto de Inocência na Malha Norte

Na próxima semana a gente assina a Rota da Celulose, será o marco zero, o dia um do início da concessão que será responsável por R$ 10 bilhões de investimentos nos próximos anos.

Então, quando eu falo que se a gente levantar a cabeça e olhar Mato Grosso do Sul nos próximos cinco anos, será um outro estado.

Vai ser uma transformação muito robusta, fruto do que foi nesses três anos e também anteriormente com algumas ações nós começaram lá com o governador Reinaldo [Azambuja], em termos de mudança de paradigma de algumas políticas públicas para o Estado.

E quanto à Rota Bioceânica? Tem algo previsto para este ano?

A previsão de concluir a ponte é para este ano e o acesso é do finalzinho para o começo do ano que vem.

Você mencionou a parceria público-privada [PPP] do Hospital Regional. A concessão, prevista para o médio e longo prazo, pode gerar resultados já no curto prazo?

A efetivação da concessão está prevista para junho [deste ano], e os resultados começam a aparecer rapidamente. O Hospital de Dourados é um bom exemplo. A operação começou em dezembro [de 2025], com a policlínica um mês antes, e já mudou o atendimento de média e alta complexidade dos 33 municípios da Grande Dourados.

Dias atrás, o prefeito de Itaporã me relatou que a fila de 66 pacientes no município simplesmente acabou. Pessoas que antes saíam de Mundo Novo para buscar atendimento em Três Lagoas hoje são atendidas em Dourados, o que já alterou a dinâmica regional.

Em Campo Grande, o projeto tem uma maturação maior, de cerca de três anos. A nova gestão começa em junho [deste ano], com impacto imediato no atendimento, enquanto as obras do novo hospital e o retrofit da estrutura atual ocorrerão ao longo de aproximadamente dois anos.

Essas transformações já estão em curso e vão se refletir em todo o Estado.

Na segurança pública, os indicadores mostram queda da violência. Como está a sensação de segurança em Mato Grosso do Sul?

A segurança é um tema central, especialmente diante do cenário nacional e do avanço do crime organizado. Mesmo sendo rota de tráfico internacional, Mato Grosso do Sul está bem posicionado, e isso é comprovado pelos indicadores, que mostram uma redução da violência.

Esse resultado vem de investimentos, inteligência e inovação. Ampliamos o uso de tecnologia, monitoramento e adotamos tolerância zero ao crime organizado.

Há uma integração forte entre a inteligência da Secretaria de Fazenda, o Ministério Público e outras instituições no acompanhamento de empresas suspeitas, em um trabalho silencioso, mas efetivo.

Desmantelamos estruturas criminosas, o que reforça a sensação de que o Estado não é terreno fértil para organizações como o PCC [Primeiro Comando da Capital].

No dia a dia, o trabalho operacional continua com apreensões e prisões, evitando que ambientes de insegurança se formem. Segurança pública, para nós, é parte essencial do ambiente de negócios e da prosperidade do Estado.

E na Educação, quais foram as principais entregas? Elas já aparecem nos indicadores?

Os resultados já aparecem. Tivemos um avanço acelerado das escolas em tempo integral e um forte investimento na recuperação da estrutura física. Em três anos, reformamos uma escola a cada poucos dias, e hoje cerca de 70% das 354 escolas da rede estão totalmente reestruturadas.

No campo pedagógico, os dados de 2025 mostram uma queda da reprovação de 11% para 5,5%. Não houve afrouxamento, mas um conjunto de medidas, como a busca ativa de alunos e a ampliação do ensino em tempo integral.

Também ampliamos de forma estratégica os cursos profissionalizantes: hoje, quase 50% dos alunos do Ensino Médio estão matriculados nessa modalidade, um dos maiores índices do País.

Outro avanço foi a transferência de alunos do Ensino Fundamental dos municípios para a rede estadual, o que permitiu às prefeituras abrir milhares de vagas em creches. É uma política focada na primeira infância, essencial para todo o sistema educacional.

Falamos de índices em várias áreas, como saúde, educação, segurança. Tudo isso conta quando você vai a outros países apresentar Mato Grosso do Sul para investidores?

Sim, muito. Segurança pública, infraestrutura, saúde, educação. De novo: o ambiente de negócios é formado por este conjunto. Também conta o aspectado fiscal do Estado, tributário, toda a estrutura.

Já passou aquela época do vídeo bonito. O vídeo bonito tem uma pilha emocional, mas as pessoas querem ver o ‘preto no branco’. Nestes encontros lidamos com gente que não vai se deixar levar apenas pela emoção. Temos de estabelecer uma relação de confiança, mostrar o que é, inclusive os problemas.

E há algum problema?

Por exemplo: temos deficiência de habitação, pelo rápido crescimento que estamos tendo, pela demanda, pela vinda de um grande número de pessoas, temos esse problema.

E como a gente vai resolver isso? A gente mostra, e relação de confiança é assim: estamos do lado para ajudar resolver. Com programas novos, com recurso direto, com estímulos...

Eu fiz uma ação neste ano com a bancada federal, quase que um apelo e uma súplica, para colocar 25% das emendas de bancada, coletivas, que foram R$ 100 milhões para a habitação, que foi o programa Bônus Moradia.

É um programa que com R$ 30 mil você viabiliza uma residência para uma faixa salarial de pequena a média.

Como funciona o programa?

É na aquisição. É uma equação, é muito legal. O município e o Estado entram com o terreno, então aí você já reduz o custo do imóvel.

O privado constrói a casa e coloca à venda. Lembrando que são casas populares, e o Estado paga a entrada, que é normalmente o grande gargalo para esse comprador de baixa renda conseguir adquirir uma casa. Ele tem uma prestação de R$ 700, de R$ 500 por mês.

Ele tem o dinheiro para pagar, porque ele está empregado, está assalariado, mas normalmente ele não tem R$ 30 mil para dar de entrada na compra da casa. E é esse R$ 30 mil que é o Bônus Moradia. É uma solução de mercado, não é o Estado fazendo a casa e dando, é a pessoa comprando a casa e o Estado dando aquele empurrãozinho.

Com os bilhões de investimentos contratados, mercado aquecido e pleno emprego, Mato Grosso do Sul precisa, hoje, de mais gente do ponto de vista demográfico?


Precisa, sim, de mais gente e de migração. Não dá para esperar aumento da natalidade, isso é uma decisão individual, mas Mato Grosso do Sul é um dos estados com saldo migratório positivo, o que é muito saudável.

Quando se observa o mapa do Brasil, fica claro que o Estado tem atraído pessoas. Vem gente de todos os perfis, na mesma proporção da sociedade: desde trabalhadores para funções mais básicas até profissionais altamente qualificados, de doutores a pessoas sem alfabetização.


Todos são bem-vindos, porque o crescimento populacional é positivo para o Estado.

Esse movimento está diretamente ligado aos grandes empreendimentos. Em Inocência, por exemplo, uma cidade de cerca de 9 mil habitantes, há hoje algo em torno de 7 mil a 8 mil trabalhadores ligados aos novos projetos.

Este é um ano eleitoral. Qual é a sua expectativa para esse processo?

Eu sempre digo que eleição se discute no tempo da eleição. Temos agora o carnaval, depois a Copa do Mundo, e o processo eleitoral começa de fato a partir de julho, nas convenções.

Até lá, como governador de Mato Grosso do Sul, meu compromisso é trabalhar até 31 de dezembro para cumprir o que foi pactuado com a população, sem perder o foco.

É claro que a eleição exige articulação partidária e diálogo com lideranças, em um ambiente nacional difícil, marcado pela polarização. Minha posição ideológica é conhecida e muito clara. A diferença em relação à eleição passada é que hoje sou mais conhecido e as pessoas vão discutir a gestão que está sendo feita.


Espero que, quando a oposição se apresentar, o debate seja sobre gestão, governo e projetos para a sociedade, e não uma discussão rasa. Sempre combati debates que não constroem.


No fundo, direita e esquerda têm objetivos comuns – como combater a pobreza extrema. A divergência está no ‘como’ fazer isso.

A esquerda tende a defender um Estado maior; a direita, um Estado mais enxuto e indutor. O que temos visto aqui é que crescimento, investimento e desenvolvimento geram emprego, renda e oportunidades.

Temos a menor taxa de pobreza extrema do Brasil não por assistencialismo, mas porque o Estado está crescendo e criando oportunidades.

{Perfil}

Eduardo Riedel

Eduardo Corrêa Riedel é governador de Mato Grosso do Sul desde 2023. Antes foi secretário de Governo e Gestão Estratégica e de Infraestrutura no governo de Reinaldo Azambuja, e também já foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 24 Jan 2026 08:40:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Mutirão quer recuperar 378 hectares no Alto Taquari e reforçar a proteção do Pantanal]]></title>
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				<description><![CDATA[Sementes podem ocasionar um verdadeiro milagre ambiental com a recuperação de áreas comprometidas do Rio Taquari, no norte do Estado, considerado fundamental para o bioma pantaneiro.

Foi com essa certeza que o projeto Caminhos das Nascentes começou, no início de dezembro, a primeira fase de sua maior ação de campo: o plantio de 40 hectares no Núcleo São Thomaz, dentro do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, entre os municípios de Costa Rica e Alcinópolis, a 350 km de Campo Grande.

Esta etapa marca o começo da restauração de uma área, de aproximadamente 378 hectares, a ser recuperada ao longo dos próximos anos para fortalecer a saúde da bacia do Rio Taquari e gerar benefícios diretos ao Pantanal.

A semeadura é realizada pelo Instituto Taquari Vivo (ITV), em parceria com a empresa Restaura, utilizando mais de quatro toneladas de sementes reunidas pela Rede Flor do Cerrado.

A técnica busca acelerar o retorno da vegetação típica na região das nascentes, considerada uma das áreas mais sensíveis do planalto sul-mato-grossense e estratégica para reduzir processos erosivos que afetam diretamente o Pantanal. Logo no primeiro dia da etapa de campo, a equipe deu início ao processo de trabalho, que começou com a seleção das espécies nativas utilizadas na semeadura.

ESPÉCIES

Entre elas estão espécies típicas do Cerrado como jatobá, mutambo, mogno-bravo, sucupira, baru, faveira, além de diversas gramíneas e leguminosas essenciais para a recomposição do solo.

Em seguida, foi realizada a tradicional muvuca de sementes, técnica que mistura diferentes espécies para garantir diversidade, resiliência e maior cobertura vegetal no início da restauração. Após o preparo da mistura, a equipe iniciou o plantio manual, linha por linha, cobrindo toda a área prevista para esta fase inicial.

Foto: Divulgação

O mutirão reúne diversas instituições, como SOS Pantanal, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação(Semadesc), Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e as prefeituras de Costa Rica e Alcinópolis, além da comunidade do parque em que a semeadura está sendo realizada.

Segundo o Instituto Taquari Vivo, a área foi escolhida por apresentar um alto grau de degradação e diferentes níveis de declividade, característica que torna o processo de erosão e transporte de sedimentos mais intenso.

“Escolhemos esse local pelo seu grau de degradação. Há áreas planas e outras muito inclinadas, onde o assoreamento avançou bastante ao longo dos anos. Restaurar aqui significa atuar na raiz do problema.

Trabalhamos primeiro na recomposição do solo, para que ele volte a reter água e não fique tão exposto. Assim, reduzimos a quantidade de sedimentos que descem para o rio”, explica a bióloga Letícia Koutchin Reis, coordenadora do projeto.

SEM REVERSÃO

Foto: Divulgação

O instituto reforça que processos erosivos acontecem naturalmente, mas podem ser acelerados com a ação humana, sobretudo onde o solo fica descoberto ou compactado. Nessas condições, a água da chuva desce com muito mais velocidade, levando grande volume de sedimentos do planalto para o Pantanal.

“A restauração não reverte aquilo que já aconteceu, mas diminui os impactos e impede que o problema piore. Quando recuperamos o solo, devolvemos cobertura vegetal e aplicamos técnicas de conservação, reduzimos a velocidade da água e seguramos o sedimento lá em cima. Isso faz diferença direta no bioma”, afirma Letícia Reis.

A ação é possível por causa do projeto Floresta Viva, gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e patrocinado pela Petrobras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o KfW, banco alemão estatal de desenvolvimento e fomento.

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				<category>Correio B</category>
				<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 09:30:00 -0400</pubDate>
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