A Electronic Arts (EA), renomada fabricante de videogames, anunciou a venda de suas ações para um grupo de investidores privados, incluindo um fundo da Arábia Saudita e Jared Kushner, em um acordo de cerca de US$ 55 bilhões (o equivalente a R$ 292,5 bilhões na cotação atual). Mas como a transferência de poder tem ligação com o Brasileirão?
Conhecida por produzir e disseminar jogos de renome como The Sims, Battlefield, The Need for Speed e EA Sports FC (antigo Fifa), a empresa foi vendida por aquilo que tem sido considerada a maior aquisição alavancada da história. Devido à troca de cadeiras, o Campeonato Brasileiro pode retornar ao catálogo dos jogos de futebol desenvolvidos pela companhia californiana.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/e/h/ZO71fgQCARhnmLSgJpcA/400494912.jpg)
A título de curiosidade, desde o FIFA 16 a Série A não tem jogadores e clubes totalmente licenciados no videogame. Nas versões mais recentes, alguns times apareceram com nomes genéricos ou jogadores fictícios, uma vez que a Electronic Arts não desembolsou os valores para replicar o torneio e os atletas no mundo virtuais. Agora, com novos investidores, o percurso pode ser alterado com um novo acordo.
Brasileirão de voltar ao “Fifa”?
Em agosto deste ano, o CEO da Liga Forte União (LFU), Gabriel Lima, revelou detalhes importantes dos bastidores envolvendo o retorno do Brasileirão ao EA Sports FC. Durante o CONAFUT Summit, o dirigente afirmou que nenhuma equipe da repartição foi procurada por representantes de um dos jogos mais comercializados do ambiente virtual.
“A verdade é que a EA não procurou a gente. Os clubes da Liga Forte não foram procurados pela EA. A gente tentou uma conversa com eles, mas não aconteceu essa conversa até agora. A maioria dos nossos clubes tem contrato com a Konami. Estamos numa discussão com a Konami para ampliação desse contrato e, enfim, a disposição aqui para discutir”, frisou o CEO.
Com a dispensa do Campeonato Brasileiro do Fifa, a principal competição nacional e jogadores estabeleceram parceria com a Konami, desenvolvedora do jogo Pro Evolution Soccer (PES). Caso não haja um acordo com os novos compradores do EA, a tendência é que as licenças e direitos de imagem sejam ampliados em favor da empresa japonesa.





