A Yasa, empresa britânica adquirida parcialmente pela Mercedes-Benz em 2021, desenvolveu um motor elétrico axial com 1.013 cv de potência máxima em testes de dinamômetro. Com peso de 13 kg e dimensões comparáveis a um prato, o protótipo estabelece novo patamar tecnológico para veículos eletrificados.
A Mercedes-Benz avalia incorporar a unidade em modelos de produção, indicando potencial aplicação comercial.
Em testes de potência contínua, o motor manteve 617 cv sem superaquecimento, desempenho considerado excepcional para suas dimensões. Comparativamente, o conjunto de motores do Tesla Model 3 Performance gera 460 cv, metade da capacidade do protótipo da Yasa.
Engenheiros ressaltam que a potência máxima depende de fatores como temperatura ambiente, rigidez estrutural e carga da bateria, sendo inviável mantê-la por períodos prolongados.

Tecnologia de fluxo axial como diferencial
O design inovador orienta o fluxo magnético paralelamente ao eixo de rotação, contrastando com motores radiais tradicionais, onde o fluxo ocorre radialmente. Essa arquitetura amplia a superfície magnética ativa, elevando a densidade de potência e melhorando a dissipação térmica.
Materiais convencionais, já disponíveis em escala industrial, foram utilizados na construção, facilitando futura produção em massa.
Origem acadêmica e aplicação prática
A tecnologia nasceu do doutorado de Tim Woolmer na Universidade de Oxford, focada em motores leves e eficientes. Desde 2021, motores axiais da Yasa equipam superesportivos híbridos como a Ferrari 296 GTB e o Lamborghini Temerario. O Mercedes-AMG GT XX Concept, revelado em 2025, emprega quatro unidades do motor, totalizando 1.340 cv.
Simon Odling, diretor de tecnologia da Yasa, destaca que a redução de peso nos motores permite baterias menores sem comprometer a autonomia. Essa eficiência estrutural reduz custos, melhora aceleração e agiliza recargas.

