O motor helicoidal, desenvolvido por David Burns, engenheiro da NASA, propõe um novo caminho para a propulsão espacial. Diferente dos motores convencionais, ele não utiliza combustível e baseia seu funcionamento nos princípios da relatividade de Einstein. A ideia é gerar empuxo por meio de um acelerador de partículas em formato helicoidal, capaz de impulsionar uma nave a até 99% da velocidade da luz.
Funcionamento baseado na teoria da relatividade
O conceito do motor parte da noção de que a massa de um objeto aumenta à medida que sua velocidade se aproxima da luz. O sistema utiliza íons e eletroímãs para acelerar partículas em um loop helicoidal. Durante esse processo, as partículas ganham massa e criam o empuxo necessário para mover a nave. A operação não depende de propelente, o que poderia eliminar uma das maiores limitações das missões espaciais: o peso e o custo do combustível.
De acordo com a proposta, o motor helicoidal poderia alcançar velocidades quase equivalentes à da luz. Na prática, isso significaria percorrer distâncias astronômicas em tempos inimagináveis atualmente. A Lua poderia ser alcançada em apenas 1,5 segundos, Marte em cerca de 13 minutos e Netuno em quatro horas. É o mesmo tempo gasto em uma viagem terrestre entre Minas Gerais e São Paulo. Além da velocidade, o uso dessa tecnologia reduziria drasticamente os custos de exploração espacial.

Desafios tecnológicos e viabilidade
Apesar do potencial, a aplicação prática ainda enfrenta grandes obstáculos. Para testar o motor na Terra, seriam necessários um tubo de 200 metros de comprimento, 12 metros de largura e 65 megawatts de energia apenas para gerar 1 newton de empuxo — força equivalente a apertar uma tecla de computador. A expectativa é que, no futuro, o motor possa operar no vácuo do espaço, onde não há resistência gravitacional. No entanto, a tecnologia ainda depende de avanços significativos para se tornar realidade.


