Quem hoje vê Cristiano Ronaldo sendo coroado como um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos não imagina as adversidades enfrentadas até o estrelato. Quando o sonho de se tornar atleta começou a ganhar forma, o português se deparou com a ausência de alimento dentro do armário. Em relato emocionante, o camisa 7 confirmou que sempre recorria ao McDonald’s próximo de onde morava.
Mesmo podendo desfrutar de uma vida luxuosa, Cristiano jamais renegou suas origens e fez questão de abrir um capítulo doloroso em sua jornada. Durante entrevista cedida à televisão britânica ITV, o craque da Seleção de Portugal afirmou que aos 12 anos não tinha dinheiro para comprar alimento. O entrave era evidente por não ter sua família por perto, já que estava começando a chamar a atenção de olheiros.

“Era um período complicado, sem a família por perto. Tínhamos fome e havia um McDonald’s por perto. Pedíamos os hambúrgueres que sobravam e uma senhora chamada Edna, mais outras duas mulheres, davam aquilo que sobrava. Queria convidá-las a jantar comigo, em Turim ou em Lisboa. Quero poder devolver aquilo que fizeram por mim. Nunca me esqueci desse momento”, recordou o jogador.
Embora não tenha passado de um simples gesto de empatia na visão das funcionárias, CR7 jamais esqueceu a forma que foi acolhido por pessoas que não o conheciam. Com a declaração repercutindo na imprensa internacional e redes sociais, o atacante conseguiu localizar Edna, que prontamente foi convidada para jantar na mansão do craque.
Cristiano Ronaldo vai se aposentar?
Com vínculo assinado junto ao Al-Nassr até meados de 2027, CR7 decidiu não decretar um fim para a sua dinastia dentro das quatro linhas. Aos 40 anos, o atacante reconhece não estar atuando como costumava em seus momentos áureos, mas entende que ainda consegue ajudar seus companheiros de equipe. Sonhando em disputar a última Copa do Mundo e marcar 1000 gols, o craque descartou os boatos.
“Penso em continuar a jogar e a desfrutar do futebol, fazer gols. A diferença, nunca pensei, obviamente, mas tem sido um desafio bastante bonito, na minha opinião. Ainda gosto de treinar. É o mesmo que sentia com 20 anos? Não, mas ainda sinto a paixão. Muitas pessoas e amigos meus dizem: ‘Não tem vida nenhuma’. E é verdade. Mas eu gosto e sei que vai acabar daqui a um ano ou dois, três. Não sei e isso não me importa”, disse o centroavante.

