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Obturações que brasileiros já estão acostumados não serão mais feitas por dentistas

Por Letícia Bonfante
12/11/2025
Obturações que brasileiros já estão acostumados não serão mais feitas por dentistas

Créditos: Shutterstock

As obturações metálicas, conhecidas dos brasileiros há décadas, têm data para desaparecer. Até 2034, dentistas de todo o mundo deverão abandonar o uso das amálgamas dentárias, materiais que contêm cerca de 50% de mercúrio e são amplamente empregados em restaurações.

A decisão foi tomada por mais de 150 países durante a sexta conferência da Convenção de Minamata sobre Mercúrio, realizada em Genebra, e representa um passo importante na eliminação gradual desse metal tóxico da odontologia.

O acordo estabelece que, até o prazo final, os países deverão reduzir progressivamente a produção, importação e uso das amálgamas, substituindo-as por materiais alternativos. Essa mudança busca diminuir a exposição de pacientes, profissionais e do meio ambiente ao mercúrio.

Esse elemento químico é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos dez mais preocupantes para a saúde pública. O metal pode causar danos neurológicos, imunológicos e cardiovasculares quando manipulado ou descartado de forma inadequada.

Créditos: Shutterstock

Pressão internacional e novos caminhos para a odontologia

Durante as negociações, um grupo de países africanos propôs que o banimento total ocorresse já em 2030, mas a resistência de nações como Índia, Irã e Reino Unido levou ao consenso do prazo até 2034.

Apesar das divergências, a decisão foi considerada um marco global. Representantes da União Europeia destacaram que o acordo abre caminho para uma odontologia mais segura, livre de substâncias tóxicas que há muito tempo levantam preocupações ambientais. Para os profissionais da área, a medida exigirá mudanças práticas.

Países que ainda utilizam o material em larga escala precisarão adotar protocolos de transição, capacitar dentistas e ampliar o uso de materiais alternativos, como resinas compostas e cerâmicas. Esses substitutos já são comuns em clínicas e garantem bons resultados sem riscos químicos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Letícia Bonfante

Letícia Bonfante

Redatora especializada em conteúdo para web, domina assuntos como música, finanças e entretenimento.

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