Considerado o território com a maior concentração de reserva de petróleo do mundo, a Venezuela tem acusado os Estados Unidos de tentarem tomar seus domínios com o uso de força miliar. A informação foi relatada por meio de uma carta enviada pelo presidente Nicolás Maduro ao secretário-geral da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aos países membros da OPEP e da OPEP+.
Apesar de ser um documento privado, o conteúdo foi exposto publicamente pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante uma reunião virtual da OPEP. “Os Estados Unidos pretendem se apoderar das vastas reservas de petróleo do nosso país, as maiores do mundo, através do uso da força militar, o que afetaria seriamente o equilíbrio do mercado global de energia”, afirma a carta.

Protagonistas de conflitos políticos, Maduro e Donald Trump tendem a dinamizar o debate em torno da concentração de petróleo no território sul-americano. Conforme a declaração do venezuelano, o presidente estadunidense tem ameaçado as autoridades, o que evidencia um sinal de “perigo à paz, segurança e à estabilidade regional e internacional”.
Apesar do entrave criado nos bastidores, as autoridades venezuelanas decretaram total compromisso em defender seus recursos naturais, além de manter a soberania em evidência. Isso porque o país sul-americano tem reserva avaliada em 1,1 milhão de barris de petróleo por dia em 2025. Nesse ínterim, mais de 80% das exportações foram direcionadas à China entre junho e outubro.
Estados Unidos ameniza situação política
Neste domingo (30), Donald Trump afirmou ter entrado em contato com o Chefe de Estado da Venezuela, declarando que não haverá ataque aéreo iminente contra o país latino-americano. Embora tenha reforçado a presença militar no Caribe, o presidente dos Estados Unidos decretou que está disposto a negociar com Maduro, cujo governo tem enfrentado dificuldades para atrair investimentos estrangeiros.
O teor da ligação entre as duas autoridades não foi revelado, mas Trump deixou a entender que nenhum martelo foi batido sobre um acordo de paz. “Não quero comentar sobre isso [conteúdo da conversa com [Nicolás]. Não diria que foi bem ou mal. Foi uma ligação telefônica”, explicou o norte-americano.




