A avanço tecnológico evidenciou uma pluralidade de formas de conhecer o mundo com apenas um aparelho na palma da mão. O que poucos indivíduos não se atentam é na forma em que o desenvolvimento industrial tem sido prejudicial ao exercício da mente humana. Um estudo comprovou que tarefas fáceis, como decorar o número do celular ou até mesmo o nome de um filme deixou de ser instantâneo.
Diante do surgimento da Inteligência Artificial (IA), muitas nações, incluindo o Brasil, deixou de empregar profissionais, uma vez que a tecnologia possibilita o controle de base de dados em ações corriqueiras. Ainda que seja uma facilitadora de tarefas e ajude a aumentar a produtividade em alguns casos, a IA reduziu os processos criativos e potencializou o descenso da criatividade individual.
“Quando começo a escrever sozinha, vou no embalo, mas tenho dificuldades. A IA ajuda muito, mas não uso o texto ‘cru’. O que era corriqueiro na minha infância. Hoje, isso não é mais necessário, e penso como será para as novas gerações”, avaliou a atriz e professora de biologia Carol Mattos, de 33 anos, adepta do Chat GPT.
Mostrando ser a antagonista do avanço mental dos indivíduos, a Interagência Artificial tem mostrado que o acesso prático a informações descarta as chances das pessoas irem em busca do conhecimento mais aprofundado. Após deixar o Brasil para se aventurar em Londres, o analista de suporte Igor Carvalho, de 41 anos, evidenciou a dualidade de se entregar à tecnologia.
“O celular não impacta minha capacidade de concentração, mas sim, de reter informações e memorizar o que é importante. Comecei a terceirizar tudo no bloco de notas do aparelho. Ano passado li muito, com prazer, mas meses depois, já esquecia trechos ou a história. Quando quero me lembrar, faço uma pergunta direcionada para a IA”, relatou o o brasileiro.
Avanço tecnológico pode ser um regresso no Brasil
Segundo dados do IBGE, publicados em 2022, o Brasil comporta cerca de 9,3 milhões de analfabetos. Embora o número seja alarmante, a tendência é de que escalone drasticamente. Mesmo com a leitura e escrita sejam disfuncionalidades no país, o avanço das IA’s projeta a população ao marasmo, inibindo o anseio de procurar adquirir conhecimentos fora da caixinha.
“A grande questão é o quanto seremos capazes de usar as ferramentas com inteligência. Elas estão se aperfeiçoando em ritmo acelerado. E tem quem não pare de usar até para elaborar uma pergunta ou escrever um e-mail. Isso é um problema. Ative sempre uma atividade cognitiva, como aprender algo novo, ler, escrever e brincar com jogos que exijam o raciocínio. A meditação e a atividade física, aliada às interações sociais, são extremamente benéficas”, avaliou o consultor e escritor André Carvalhal.




