Com a chegada da virada de ano e o aumento de eventos de rua, cresce também o alerta para quem pretende comprar bebidas em isopores ou consumir diretamente na garrafa. Embora seja a forma mais prática de se hidratar durante festas, o hábito pode trazer riscos quando as embalagens entram em contato com gelo ou superfícies contaminadas.
Doenças gastrointestinais comuns nessas situações estão ligadas a bactérias como Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus, além de vírus e parasitas que podem se proliferar em ambientes sem higiene adequada.
O problema não está apenas na presença desses micro-organismos, mas na forma como as bebidas são armazenadas e manipuladas. Se o gelo, o isopor ou as mãos do vendedor estiverem contaminados, a latinha ou garrafa pode se tornar uma via de transmissão, especialmente quando consumida diretamente pela boca.

Cuidados essenciais ao comprar bebidas na rua
O gelo usado nos isopores é um dos principais pontos de atenção. Quando produzido com água inadequada ou armazenado em recipientes sujos, ele pode transferir micro-organismos para as bebidas. Mesmo que o gelo seja de boa qualidade, o risco permanece se o isopor estiver rachado, com sujeira visível ou mal higienizado.
Outra questão importante é a manipulação das bebidas. Se o vendedor toca na área onde o consumidor coloca a boca, especialmente sem higienização adequada das mãos, ocorre um aumento significativo no risco de transmissão.
Para reduzir riscos, o ideal é carregar lenços desinfetantes e limpar a embalagem antes do consumo. Caso isso não seja possível, prefira utilizar copos ou canudos de papel, evitando contato direto com a boca. Lavar as mãos sempre que possível também ajuda a prevenir infecções.



