Idosos enfrentam desafios significativos relacionados ao sono e muitos recorrem a medicamentos para dormir. Um estudo publicado na revista The Lancet Regional Health alerta para os riscos do uso crônico dessas medicações, que podem resultar em prejuízos cognitivos e aumentar o risco de quedas.
Pesquisadores analisaram 15,3 milhões de pessoas acima de 50 anos que usavam regularmente esses medicamentos. Em um cenário, o uso continuou; no outro, foi interrompido.
Os resultados mostraram que parar o uso levou a uma melhora na qualidade de vida e reduziu o comprometimento cognitivo. A neurofisiologista Leticia Soster, do Einstein Hospital Israelita, destacou que a sedação excessiva pode afetar o equilíbrio e, consequentemente, aumentar o risco de quedas.

Insônia e Alternativas de Tratamento
A insônia pode ser sintoma de condições como ansiedade ou ser uma patologia isolada. Quando crônica, é definida pela dificuldade de dormir por pelo menos três noites por semana durante mais de três meses.
A privação do sono pode causar diversos problemas de saúde, tornando o tratamento medicamentoso uma opção em situações crônicas, mas deve ser temporário e supervisionado por um médico.
Os achados do estudo ressaltam a necessidade de revisar o uso prolongado de medicamentos para dormir. A prática clínica sugere que as medicações devem ser utilizadas apenas em situações específicas.
O Consenso Brasileiro de Insônia recomenda a terapia cognitivo-comportamental (TCC-I) como a principal abordagem não farmacológica, além de exercícios físicos e hábitos de higiene do sono para melhorar a qualidade do descanso.
A insônia crônica pode levar a sintomas como fadiga, alterações de humor e um aumento no risco de acidentes, tornando essencial o tratamento adequado e a busca por alternativas não medicamentosas.


