Em 2026, uma nova lei transformará as regras de herança, impactando diretamente todos os herdeiros. Essa reforma no direito sucessório busca esclarecer e modificar aspectos que frequentemente geram conflitos familiares, especialmente em laços familiares complexos, como aqueles formados por uniões de facto e filhos de diferentes relacionamentos.
Uma das mudanças mais significativas é a definição do status do companheiro em união de fato, que não é considerado herdeiro automático. Embora tenha alguns direitos de proteção, como permanecer na habitação em determinadas condições, a falta de um testamento pode deixar esse parceiro vulnerável.
Além disso, a chamada legítima limita o que pode ser deixado em testamento, garantindo que uma parte dos bens vá para herdeiros legítimos, como cônjuges e filhos, o que pode resultar em surpresas para aqueles que acreditavam ter total liberdade na disposição de seus bens.

Conflitos comuns nas heranças
A nova legislação também trata do patrimônio imobiliário, frequentemente a principal fonte de conflitos entre herdeiros. Quando a herança é majoritariamente composta por imóveis, desacordos podem atrasar decisões, especialmente em casos de união de facto com filhos de relações anteriores, onde a falta de planejamento pode frustrar expectativas de proteção do companheiro.
Para evitar surpresas com a nova lei, é recomendável preparar-se antecipadamente, organizando bens e dívidas, identificando herdeiros e revendo testamentos com apoio profissional, a fim de garantir o respeito às vontades do falecido.
Com a nova legislação, o planejamento sucessório torna-se essencial. A falta de organização pode gerar conflitos e problemas legais evitáveis, tornando fundamental que as famílias em Portugal adotem medidas proativas para garantir a correta distribuição da herança e evitar litígios futuros.




