Nesta quarta-feira (4), uma operação conjunta entre as autoridades venezuelanas e estadunidenses ligou o sinal de alerta do cenário político internacional. Embora os Estados Unidos tenham capturado o presidente Nicolás Maduro, no início de janeiro, receberam suporte de tropas sul-americanas para prender um antigo aliado do Chefe de Estado.
Segundo a Reuters, o empresário colombiano-venezuelano Alex Saab foi preso na Venezuela. O administrador, que já havia sido detido nos Estados Unidos, era aliado próximo de Maduro. O homem de 54 anos será extraditado para o território estadunidense nos próximos dias, ficando sob custódia do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) em um primeiro momento.

Custódia dos Estados Unidos
A título de curiosidade, o “testa de ferro” do ditador deposto foi preso pela primeira vez em 2020, em Cabo Verde, passando mais de três anos sob custódia dos Estados Unidos por acusações de suborno. No entanto, foi liberado após um acordo assinado, no qual envolvia a soltura de norte-americanos que estavam sob posse do governo da Venezuela.
Antes de ser liberado, Alex Saab foi acusado pelas autoridades americanas de desviar cerca de US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) da Venezuela por meio de um esquema ligado ao controle estatal de câmbio. Para evitar punições severas, negou as acusações e alegou imunidade diplomática. Posteriormente, ao voltar para o solo venezuelano, foi celebrado por Maduro como herói nacional e nomeado ministro da Indústria.
Advogado nega informação de captura
Diante da repercussão das notícias em todo o planeta, o advogado de Saab negou que seu cliente tenha sido preso na capital da Venezuela, Caracas, como afirmam relatos da imprensa internacional. Em contato com o portal venezuelano TalCual e o colombiano El Expectador, Luigi Giuliano esclareceu a situação envolvendo o empresário.
“É mentira. Isso não é verdade. Está em sua casa em Caracas. Ele está bem. Não há mandado de prisão contra ele, nenhuma comunicação, nada”, disse o advogado, alegando que seu cliente está preocupado com as narrativas de que a prisão teria sido uma ação conjunta do governo venezuelano com agências estadunidenses.





