Considerado uma das instituições financeiras mais prestigiadas do país, o Banco do Brasil está prestes a modificar a realidade de um estado localizado na região Sul. Trata-se do Mato Grosso do Sul, que, por meio de uma solicitação do governo, receberá um empréstimo de R$ 950 milhões, a serem destinados para obras. O anúncio foi feito pelo Ministério da Fazenda.
Diante do descenso da arrecadação motivada pelo enfraquecimento do fornecimento de gás natural boliviano, que entrava no país por Corumbá, o Governo do Mato Grosso recorreu ao Banco do Brasil. Embora a instituição tenha sinalizado o apoio, as autoridades confirmam outras tentativas para ampliar as melhorias no estado.

Os contratos foram assinados pela procuradora da Fazenda Nacional, Ana Lúcia Gatto de Oliveira; pelo governador estadual, Eduardo Riedel (PP-MS); e pelo gerente geral do Banco do Brasil em MS, Sebastião Vanderlan Borges Soares. Em suma, a parceria tem validade de 216 meses, com remuneração pela taxa anual média do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e sobretaxa efetiva de 1,51% ao ano.
Um outro detalhe que merece ser destacado é que a carência é de um ano, enquanto a amortização será em 204 meses. Para justificar o alto valor solicitado junto à instituição financeira, o governo esclareceu que pretende investir na viabilização das obras de asfaltamento em vias urbanas e estradas. Esse protocolo tende a dinamizar o fluxo de moradores e visitantes.
Banco do Brasil não é o único “investidor”
Embora o financiamento do banco nacional esteja chamando a atenção, há outros pedidos sendo avaliados pela União, mas de crédito internacional. O primeiro deles é de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) junto ao Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), solicitado há mais de um ano, igualmente para obras.
Em continuidade, o encurtamento dos diálogos incluem US$ 80 milhões (R$ 415 milhões) junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para viabilizar a PPP (Parceria Público-Privada) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. Em suma, o projeto foi a leilão em 2025 e prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões ao longo de três décadas.



