Diante da necessidade de lidar com a rotina pessoal e profissional, é comum que o fluxo de passageiros nos transportes públicos escale ao longo do dia. Embora no Brasil seja permitido que as pessoas permaneçam em pé, em um outro país a realidade tende a gerar complicações maiores. Isso porque, em solo mexicano, multas serão entregues aos infratores.
De acordo com as entidades reguladoras, a Linha 7 do Metrobús do México proíbe o transporte de passageiros em pé no segundo andar do ônibus. Essa medida tem a finalidade de aumentar a segurança coletiva, prevenindo acidentes. Na prática, a velocidade em alguns trechos é elevada, o que contribui para quedas durante os trajetos.
Entendendo os riscos iminentes, as autoridades declararam a necessidade de evitar que o transporte público realize viagens com pessoas de pé. Porém, para que a regra seja respeitada, foram colocadas em vigência algumas penalidades. Em resumo, a responsabilidade recai sobre aqueles que estão fora dos assentos e não sobre os veículos que proíbem a ação.
No México, são enquadrados nessa realidade linhas de ônibus executivos ou intermunicipais, em que todos os passageiros devem estar sentados obrigatoriamente. Por outro lado, alguns trechos de metrôs ou transportes urbanos muito fiscalizados também entram na equação, especialmente em horários de pico ou em vagões específicos (como vagões “silenciosos” ou prioritários).
Passageiros mudam estratégia perante o transporte público
De acordo com apurações do El Cronista, a tendência é que a bordo, nos veículos, tenham agentes de segurança. Na prática, esses profissionais devem ficar responsáveis por solicitar que os passageiros se sentem ou, caso haja espaço no andar inferior, desçam para se manter em segurança. Porém, é válido destacar que o governo não explicou se esses fiscais serão autorizados a aplicar multas.
Em detrimento desse novo cenário em meio ao transporte público, os usuários da Linha 7 vão precisar desenhar um novo planejamento. Sobretudo, os agentes recomendam organizar a viagem com antecedência e, se possível, utilizar os veículos em horários menos movimentados. Esse protocolo fará com que os percursos se tornem mais seguros.


