O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reforçou o modelo automático da Prova de Vida para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios, mas milhões de segurados ainda podem precisar realizar o procedimento de forma manual para evitar bloqueios nos pagamentos. Em maio, cerca de 15 milhões de pessoas teriam recebido alertas sobre pendências cadastrais ou ausência de movimentações reconhecidas pelo sistema.
Desde 2023, o processo passou a ocorrer principalmente por cruzamento de informações em bases oficiais do governo. Acessos ao aplicativo Meu INSS, emissão de documentos, utilização de serviços públicos ou movimentações bancárias podem servir como comprovação de que o beneficiário continua ativo, o que dispensa o comparecimento presencial na maioria dos casos.

Apesar do processo estar cada vez mais automatizado, o sistema pode não identificar determinadas atividades. Quando isso ocorre, o segurado recebe uma notificação oficial solicitando a regularização da situação. Após o aviso, existe um prazo de 30 dias para resolver a pendência. Caso contrário, o benefício pode sofrer suspensão até que a comprovação seja concluída.
Prova de Vida do INSS ainda deixa dúvidas nos segurados
A Prova de Vida pode ser feita por diferentes canais em 2026. Entre as opções estão o reconhecimento facial pelos aplicativos Meu INSS ou Gov.br, o atendimento digital ou em caixas eletrônicos do banco responsável pelo pagamento do benefício, além de comparecimento presencial em instituições conveniadas quando necessário.
Também existe atendimento domiciliar para beneficiários acamados ou pessoas com limitações severas de locomoção, mediante solicitação pelos canais oficiais. O objetivo do novo modelo é reduzir deslocamentos e tornar o processo mais simples, mas especialistas orientam aos aposentados e pensionistas a acompanhar as notificações do INSS para evitar interrupções inesperadas nos pagamentos.



