A Itália, tetracampeã mundial e ausente das últimas edições da Copa do Mundo, pode acabar sendo uma das seleções favorecidas caso a FIFA avance com a proposta de ampliar o Mundial de 2030 para até 66 equipes. A discussão ganhou força nos bastidores da entidade justamente após a confirmação de mais um fracasso da Azzurra, que ficou fora da Copa de 2026 e acumulou a terceira ausência consecutiva no torneio.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal espanhol AS, a proposta voltou ao debate interno mesmo antes da estreia do formato com 48 seleções na Copa de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. A ideia recebe apoio de federações, incluindo a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que defende ampliar as oportunidades para países historicamente fora da elite do futebol.

Nos bastidores, o movimento acompanha a visão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, que frequentemente trata a Copa do Mundo como uma ferramenta de expansão global do esporte. Caso a mudança seja aprovada, seleções com poucas participações históricas poderiam ganhar espaço, incluindo países como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, que vão estar presentes na competição deste ano.
Itália sonha com vaga na Copa do Mundo de 2030
Enquanto o debate sobre inclusão cresce, a situação da Itália aumenta a repercussão do tema. A seleção foi eliminada pela Bósnia e Herzegovina na repescagem das eliminatórias e confirmou ausência no Mundial de 2026, ampliando a crise esportiva de uma das camisas mais tradicionais do futebol internacional, mas que vive um momento de baixa há anos.
Com a eliminação precoce, a Itália passou a deter um recorde negativo inédito entre campeões mundiais: nenhuma seleção vencedora da Copa do Mundo havia ficado fora de três edições consecutivas do torneio. O cenário intensifica as cobranças internas e reforça as discussões sobre o futuro das gerações italianas no futebol.



