A hipertensão arterial, historicamente associada aos idosos, passou a atingir cada vez mais jovens no Brasil. Médicos alertam que adolescentes e adultos com menos de 30 anos aparecem com frequência crescente nos diagnósticos da chamada pressão alta.
Considerada uma doença silenciosa, a hipertensão muitas vezes evolui sem sintomas aparentes. O problema ganhou destaque novamente durante o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, lembrado em todo o país no mês de maio.
Segundo especialistas, mudanças no estilo de vida contribuíram para esse aumento entre os mais novos. Sedentarismo, alimentação rica em sal, obesidade, estresse e consumo de álcool aparecem entre os principais fatores ligados ao avanço da condição.
Nova diretriz amplia sinal de alerta
Uma atualização elaborada por entidades médicas brasileiras modificou a referência considerada saudável para a pressão arterial. A medição de 12 por 8, antes vista como normal, passou a ser classificada como sinal de alerta para pré-hipertensão.
Os especialistas recomendam atenção antes mesmo do avanço da doença para estágios mais graves. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 continuam sendo classificados oficialmente como hipertensão arterial.
A mudança busca incentivar o diagnóstico precoce e a prevenção. Quanto mais cedo ocorrer o controle da pressão, menores tendem a ser os riscos de complicações cardiovasculares ao longo da vida.
Doença pode causar problemas graves
A hipertensão aumenta significativamente as chances de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doenças renais. Mesmo sendo hereditária em muitos casos, hábitos inadequados continuam tendo forte influência no desenvolvimento da doença.
Os sintomas normalmente aparecem apenas em fases mais avançadas. Dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, sangramento nasal e visão embaçada podem surgir quando a pressão já está desregulada há algum tempo.
O diagnóstico depende principalmente da medição regular da pressão arterial. Médicos orientam que adultos façam acompanhamento frequente e mantenham hábitos saudáveis, incluindo alimentação equilibrada, atividade física e redução do consumo de sal.
