Um hábito comum entre idosos está chamando a atenção da comunidade científica. Cochilar depois do almoço sempre foi visto como algo natural na terceira idade, mas um estudo internacional recente indica que o excesso de sono durante o dia pode servir como alerta para problemas de saúde mais graves. É preciso observar quando as sonecas se tornam longas, frequentes ou passam a acontecer ainda pela manhã.
A pesquisa, publicada em abril de 2026 no JAMA Network Open, acompanhou 1.338 adultos com mais de 50 anos por um período de até 19 anos. Os cientistas identificaram que cochilos prolongados e repetitivos estão associados a um risco maior de mortalidade. Segundo os dados, cada hora adicional de sono diurno elevou em cerca de 13% o risco de morte, enquanto cada cochilo extra ao longo do dia aumentou esse índice em 7%.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos, e trouxe um diferencial importante: em vez de confiar apenas nos relatos dos participantes, os cientistas utilizaram monitores de pulso para registrar os padrões reais de sono. Com isso, os resultados ganharam mais precisão. Outro dado que chamou atenção foi o horário das sonecas.
Estudo faz avaliação sobre sono de idosos
Idosos que costumam dormir pela manhã apresentaram risco de mortalidade cerca de 30% maior do que aqueles que cochilam apenas no início da tarde. Na prática, isso significa que o excesso de sono diurno pode funcionar como um sintoma silencioso de problemas já existentes no organismo, como doenças cardiovasculares, diabetes, depressão, distúrbios pulmonares, apneia do sono e até demência e Alzheimer.
Especialistas destacam que cochilos curtos, entre 20 e 30 minutos após o almoço, continuam sendo considerados saudáveis e até benéficos para memória, humor e disposição. O alerta aparece quando há mudança brusca no padrão de sono, necessidade frequente de dormir durante o dia ou sonolência excessiva logo nas primeiras horas da manhã.




