Responsável por reger e organizar o futebol em todo o planeta, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) pode punir um clube brasileiro de forma severa por dívidas não pagas com credores. O cenário catastrófico exige que uma equipe tricampeã nacional arque com uma pendência de aproximadamente R$ 300 milhões nas próximas semanas.
Imerso em dívidas após a passagem de John Textor, o Botafogo saiu do protagonismo da América do Sul para o descenso financeiro em apenas dois anos. Como resultado da falta de dinheiro no caixa, o Glorioso foi penalizado com mais um transfer ban, o que consiste na proibição de contratar novos jogadores na próxima janela de transferência.

Para que a punição seja derrubada, o clube carioca precisa sanar as dívidas cobradas por outros clubes referentes a compras de jogadores. Contudo, caso a situação não seja resolvida dentro do prazo estabelecido pela FIFA, o Fogão corre grandes riscos de perder seis pontos no Campeonato Brasileiro. A título de recordação, esse mesmo agravante ocorreu com o Cruzeiro na Série B de 2020, antes de se tornar SAF.
Segundo o Código Disciplinar da FIFA, além da proibição de registrar jogadores, a entidade pode aplicar dedução de pontos, decretar o rebaixamento e aplicar punições administrativas adicionais. No entanto, esses cenários normalmente são pautados em situações consideradas de “descumprimento persistente” ou reincidência grave.
Entenda as dívidas do Glorioso e a pressão da FIFA
Reconhecendo a ação de John Textor em remover toda a arrecadação do Botafogo para livrar o Lyon, da França, de novas sanções, o social do alvinegro conseguiu afastar o norte-americano do controle da SAF. No entanto, o rombo financeiro trouxe consigo dívidas por atletas que já não atuam mais pelo clube. Em outras palavras, o empresário contratava as peças, mas não pagava aos times pelas transferências.
Enquanto procura um novo investidor, o Glorioso precisa urgentemente de R$ 287 milhões. O caso mais grave é com o Atlanta United, dos Estados Unidos, cuja dívida bateu R$ 120 milhões, pela compra não paga de Thiago Almada. Como resultado da espera sem respostas positivas, o time americano já deixou claro que não tem a intenção de reduzir qualquer centavo da pedida e não aceita parcelamento.
Por sua vez, o Fogão também deve R$ 85 milhões ao New York City (Estados Unidos) por Santi Rodriguez, R$ 48 milhões ao Ludogorets (Bulgária) por Rwan Cruz e R$ 34 milhões ao Zenit (Rússia) por Artur. O detalhe curioso é que todos esses jogadores foram comprados na era John Textor, que garantiu títulos importantes, como a Libertadores e o Brasileiro de 2024, mas destruiu o clube financeiramente.



