A dor crônica acaba de ganhar mais espaço nas políticas públicas de saúde do país. Uma nova legislação estabelece diretrizes para ampliar o atendimento de pessoas que convivem com esse problema, considerado um dos mais frequentes entre brasileiros em idade produtiva. A medida também reforça ações de conscientização e acompanhamento pelo sistema público de saúde.
Além de garantir atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a norma prevê que os pacientes recebam informações claras sobre os tratamentos disponíveis, incluindo possíveis riscos e efeitos adversos. O objetivo é promover uma assistência mais qualificada para quem enfrenta dores persistentes por longos períodos.
Condição afeta milhões e pode causar incapacidade
Especialistas classificam como dor crônica aquela que permanece por mais de três meses. O problema pode surgir por diferentes motivos e costuma ser dividido em categorias relacionadas a alterações musculoesqueléticas, neurológicas ou condições em que a origem da dor é mais complexa e difícil de identificar.
Entre os tipos mais comuns estão as dores musculoesqueléticas, que incluem problemas na coluna, joelhos, ombros, pescoço e outras articulações. Esse grupo representa uma parcela significativa dos casos registrados no país e está entre os principais desafios enfrentados pelos serviços de saúde.
Segundo estudos da área, esse tipo de condição é o problema de saúde mais frequente entre pessoas de 15 a 64 anos. O impacto vai além do desconforto físico, influenciando a produtividade, a qualidade de vida e a capacidade de permanência no mercado de trabalho.

Dor está ligada a afastamentos e aposentadorias
As dores persistentes figuram entre as principais causas de tratamentos prolongados e afastamentos das atividades profissionais. Em muitos casos, a limitação funcional provocada pelos sintomas dificulta a execução de tarefas rotineiras e compromete a autonomia dos pacientes.
O problema também aparece como uma das principais razões para aposentadorias antecipadas nessa faixa etária. Por esse motivo, especialistas defendem estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo para reduzir os impactos sociais e econômicos da condição.





