Completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 ficou muito mais caro para os torcedores brasileiros. Com o aumento no preço das figurinhas e a ampliação do número de seleções participantes do torneio, o custo para preencher todos os espaços praticamente dobrou em comparação com a edição anterior.
A diferença começa no valor dos pacotes. Em 2018, cada envelope com cinco figurinhas custava R$ 2. Quatro anos depois, o preço saltou para R$ 4. Agora, na edição de 2026, os pacotes passaram a custar R$ 7 e trazem sete cromos. Na prática, cada figurinha sai por R$ 1, valor muito acima da inflação acumulada no período. Se o reajuste tivesse acompanhado apenas o IPCA desde 2018, cada unidade custaria cerca de R$ 0,60 atualmente.
O álbum também cresceu. Com a expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções, aumentou o número de espaços a serem preenchidos. Para completar o álbum sem considerar figurinhas repetidas, seria necessário comprar pelo menos 140 envelopes, o que representa um gasto mínimo de R$ 1.004,90, já incluindo o valor do álbum. No entanto, esse cenário é praticamente impossível, já que a repetição de cromos faz parte da dinâmica.
Álbum da Copa do Mundo está pesando no bolso
Sem realizar trocas, os custos podem atingir valores surpreendentes. Simulações matemáticas indicam que um colecionador pode gastar, em média, cerca de R$ 7 mil para completar o álbum. Em cenários mais favoráveis, o valor pode ficar próximo de R$ 4,3 mil. Já nos casos de maior azar, com elevado número de repetições, a despesa pode chegar a impressionantes R$ 18 mil.
Diante desse cenário, a velha prática de trocar figurinhas continua sendo a estratégia mais eficiente para economizar. Estudos mostram que compartilhar cromos repetidos com outras pessoas reduz drasticamente os gastos. Quanto maior o grupo de troca, menor tende a ser o investimento necessário para completar a coleção.





