Milhares de brasileiros que utilizam a plataforma Regularize precisarão ficar atentos a uma mudança importante nos próximos dias. A partir de 15 de junho, usuários com conta Gov.br classificada no nível bronze deixarão de acessar os serviços oferecidos pelo sistema. A medida foi adotada para reforçar a proteção de dados e a segurança digital dos contribuintes.
Até o dia 14 de junho, o acesso continuará disponível normalmente para essas contas. No entanto, mensagens de alerta já estão sendo exibidas aos usuários para informar sobre a necessidade de atualização do cadastro. Após a entrada em vigor da nova regra, apenas contas com níveis prata ou ouro poderão utilizar a plataforma.
Regularize terá acesso mais restrito
O Regularize é o ambiente digital utilizado para administrar débitos inscritos na dívida ativa da União. Por meio dele, cidadãos e empresas podem consultar pendências, negociar condições de pagamento e aderir a programas de regularização tributária. Essas operações envolvem informações consideradas sensíveis pelas autoridades.
Com a alteração, o objetivo é ampliar a confiabilidade da identificação dos usuários. Atualmente, contas bronze utilizam apenas CPF e senha para autenticação. Já os níveis superiores exigem mecanismos adicionais de validação, reduzindo riscos relacionados a fraudes e acessos indevidos.
A mudança impacta diretamente pessoas físicas que utilizam os serviços da plataforma. Quem não realizar a atualização do perfil até a data estabelecida poderá enfrentar dificuldades para acessar informações fiscais e concluir procedimentos relacionados a débitos federais.
Como elevar o nível da conta
Os usuários podem aumentar o nível de segurança sem precisar comparecer presencialmente a um órgão público. Entre as opções disponíveis para alcançar o nível prata estão a validação facial vinculada à Carteira Nacional de Habilitação e a autenticação por instituições financeiras integradas ao Gov.br.
Para obter o nível ouro, considerado o mais elevado da plataforma, existem alternativas como biometria da Justiça Eleitoral, reconhecimento facial associado à nova Carteira de Identidade Nacional e uso de certificado digital compatível com o padrão ICP-Brasil. O processo é realizado de forma digital e libera o acesso a serviços que exigem autenticação mais robusta.


