A preparação para a Copa do Mundo de 2026 tem levado cidades norte-americanas a realizar investimentos em diferentes áreas. Em Kansas City, uma das sedes do torneio, uma obra chamou atenção por um motivo incomum: a construção de uma prisão avaliada em cerca de R$ 133 milhões. O projeto foi associado à necessidade de reforçar a estrutura de segurança durante o evento esportivo.
Autoridades locais argumentaram que o aumento esperado de turistas e visitantes poderia ampliar a demanda por serviços de detenção e segurança pública. A justificativa foi utilizada durante o processo de aprovação do empreendimento. A decisão, porém, acabou provocando críticas de moradores e grupos contrários ao investimento.
Copa do Mundo foi citada como motivação
Documentos divulgados pela imprensa norte-americana indicam que a chegada de milhares de pessoas para acompanhar os jogos esteve entre os fatores considerados pelas autoridades. O município avaliou que a estrutura existente poderia não ser suficiente para atender eventuais ocorrências durante o torneio. Por isso, a ampliação da capacidade de detenção foi colocada como prioridade.
Kansas City enfrenta uma situação peculiar desde 2009, quando deixou de contar com uma cadeia municipal própria. Atualmente, pessoas detidas por infrações locais precisam permanecer em delegacias ou ser transferidas para unidades localizadas a dezenas de quilômetros de distância. A nova instalação foi planejada justamente para reduzir essa dependência.
Projeto ficou conhecido como “Prisão da Copa”
A estrutura foi projetada para acomodar até 100 detentos e deveria estar pronta antes do início da competição. O cronograma original previa a inauguração poucos dias antes dos primeiros jogos. Entretanto, problemas relacionados ao fornecimento de materiais e à contratação de funcionários acabaram atrasando a conclusão da obra.
A forte ligação entre o empreendimento e o Mundial fez com que veículos de comunicação e ativistas passassem a chamar a instalação de “Prisão da Copa do Mundo”. O apelido ganhou destaque porque a competição foi frequentemente mencionada como uma das razões para acelerar o projeto. Mesmo assim, a estrutura não ficou pronta dentro do prazo inicialmente previsto.
