Os Estados Unidos ampliaram de forma expressiva sua presença militar no Caribe. O governo norte-americano enviou 8 navios de guerra, 10 caças F-35 e um submarino nuclear para áreas próximas à Venezuela, em uma operação apresentada como ofensiva contra o narcotráfico. A medida veio após ataques a embarcações utilizadas no transporte de drogas.
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, visitou o navio USS Iwo Jima e, em discurso a militares, destacou que as missões na região têm caráter estratégico e imediato. Washington acusa o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de comandar operações criminosas e oferece recompensa milionária por informações que auxiliem em sua captura. Segundo autoridades, o aumento das ações militares é uma resposta direta ao crescimento do envio de drogas e criminosos em direção ao território norte-americano.
Enquanto os EUA atuam pelo mar, o Brasil reforçou a vigilância aérea em sua fronteira amazônica. Na quarta-feira (10), caças A-29 Super Tucano interceptaram um avião bimotor vindo da Venezuela que entrou ilegalmente no espaço aéreo do Amazonas. O piloto lançou a aeronave sobre a represa de Balbina, e a Polícia Federal encontrou cerca de 380 quilos de maconha do tipo skunk a bordo. A Força Aérea Brasileira não informou sobre o paradeiro do piloto, sem confirmação se sobreviveu, foi preso ou conseguiu fugir pela mata.
As iniciativas de Washington e Brasília demonstram crescente preocupação com as rotas ilícitas que partem da Venezuela. Em terra, mar e ar, as operações reforçam o esforço regional para conter o avanço do narcotráfico e ampliar a segurança estratégica nas Américas.
