Fundado em 1967 por Francisco Pinto Jr., o Banco Halles tinha tudo para alterar o curso financeiro do Brasil, mas sua dinastia não durou tanto quanto os investidores desejavam. Popularizada por sua rápida expansão e por associar sua imagem a projetos culturais, a instituição financeira precisou fechar as portas em definitivo com pouco menos de uma década de funcionamento.
Embora aparentasse ter uma configuração sólida, descendeu instantaneamente devido às crises econômicas constantes da época. De modo geral, a dependência de empréstimos externos em dólar, aliada a uma política de crédito arriscada, fez com que o império do banco desmoronasse. Isso porque a crise do petróleo nos anos 70 elevou as taxas de juros e pressionou a liquidez mundial.

Como consequência do aumento dos financiamentos externos, tornando-os restritos, o Banco Halles implodiu por depender fortemente de recursos internacionais. Nesse ínterim, a instituição tentou contornar a crise com injeções de recursos, mas nenhum plano surtiu efeito. Por sua vez, estima-se que cerca de 8 bilhões de cruzeiros tenham sido aplicados.
Embora a ideia fosse manter a liquidez em evidência, preservar os depósitos da população e impedir um efeito dominó no sistema bancário, o Banco Central precisou intervir na empreitada, no ano de 1974. Em resumo, a intromissão da instituição fez com que o governo assumisse o controle, decretando sua liquidação no ano seguinte.
Lucro de banco nacional declina
Diante da pressão por novas regras contábeis e pelo aumento da inadimplência, o lucro do Banco do Brasil (BB) declinou no terceiro trimestre de 2025. Para uma melhor compreensão, de julho a setembro, a instituição financeira teve lucro líquido ajustado de R$ 3,785 bilhões, queda de 60,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em suma, nos nove primeiros meses do ano, o BB lucrou R$ 14,943 bilhões, recuo de 47,2% em relação ao mesmo período de 2024. A título de curiosidade, em todo o ano passado, o banco teve lucro recorde de R$ 37,9 bilhões. Por meio de nota, a instituição financeira afirmou que a geração de receitas está aumentando, embora haja pressão provocada pela inadimplência.
“O crescimento da margem [financeira bruta] no trimestre foi calcado principalmente em negócios com clientes, com destaque para as receitas com operações de crédito, influenciadas positivamente pelo desempenho no Crédito do Trabalhador, que contribui para a melhoria de mix e do retorno ajustado ao risco, além da boa gestão da liquidez”, informou o BB.





