Uma cidade localizada no interior do Rio Grande do Sul tem chamado a atenção por ser o município mais envelhecido do Brasil. Trata-se de Coqueiro Baixo, que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), registrou idade média de 53 anos no Censo de 2022. Isso significa que ao menos metade de seus moradores já ultrapassou essa faixa etária.
O feito curioso coloca a cidade na liderança do ranking nacional de localidades com perfil etário mais avançado, destacando um fenômeno que tem se intensificado em regiões rurais sulistas. Apresentando pouco mais de 1,2 mil habitantes, o município rio-grandense-do-sul tem se deparado com a perda de jovens na região, que deixam o território para estudar ou trabalhar em lugares mais desenvolvidos.

Enquanto isso, a população mais idosa permanece em Coqueiro Baixo devido às suas raízes impregnadas durante décadas. Por consequência da ação migratória dos jovens, o índice de envelhecimento local é um dos mais altos já registrados. Em resumo, para cada 100 crianças de até 14 anos, há quase três vezes mais pessoas com 65 anos ou mais.
Mostrando que o tradicionalismo impera na região, o pilar da economia é a agropecuária, com destaque para a produção leiteira, criação de aves e cultivo de grãos. Aos interessados em visitar ou estabelecer-se na cidade, um ponto que merece ser ressaltado é a influência da colonização italiana, refletindo na gastronomia e atividades culturais.
Autoridades ligam sinal de alerta
Por se tratar de uma cidade com poucos jovens, as autoridades depositam mais investimentos para atender indivíduos com idade mais avançada. Ao contrário do que ocorre nas outras regiões, Coqueiro Baixo tem uma administração municipal voltada para serviços de saúde, transporte adaptado e ações de assistência social direcionadas ao público idoso.
Em contrapartida, prioriza manter a qualidade de vida dos moradores e evitar novos esvaziamentos populacionais. Ainda que a dispensa das pessoas mais jovens seja evidente, o município apresenta indicadores positivos, como alto índice de escolarização entre crianças e forte participação comunitária em atividades culturais e religiosas.





