Em uma região do México, moradores consomem quantidades extremas de Coca-Cola, superando em muito a média nacional e gerando sérios problemas de saúde. No município de San Cristóbal de las Casas, cada pessoa ingere mais de dois litros por dia, o que equivale a cerca de 800 litros anuais, mais de cinco vezes a média do país.
Média alta de consumo de Coca-Cola tem motivo
O consumo excessivo está ligado à escassez de água potável em muitos bairros, onde o abastecimento ocorre apenas alguns dias por semana. Por isso, moradores recorrem aos refrigerantes, produzidos localmente, que são mais baratos e de fácil acesso.
A planta de engarrafamento responsável pela produção recebe autorização para extrair mais de 1,3 milhão de litros de água por dia, enquanto a população enfrenta períodos de racionamento, criando uma dependência do produto.

Impactos na saúde e na comunidade
O excesso de refrigerantes tem efeitos diretos na saúde. Em um estado com 5,6 milhões de habitantes, cerca de três mil pessoas morrem todos os anos por doenças relacionadas ao diabetes, que se tornou a segunda principal causa de morte.
O consumo elevado de açúcar, associado à obesidade, contribui para complicações como insuficiência renal, problemas cardíacos e incapacitação física. Além disso, a falta de saneamento adequado aumenta o risco de contaminação da água, piorando a absorção dos nutrientes e o estado nutricional da população.
Embora medidas como o imposto sobre bebidas açucaradas tenham reduzido parcialmente o consumo em nível nacional, o impacto em regiões com infraestrutura limitada é pequeno. O refrigerante, presente em todos os aspectos da vida cotidiana, incluindo comércio e práticas culturais, faz parte da rotina da população.





