A pandemia é um termo utilizado para referenciar o aumento de casos de uma doença em uma ampla área geográfica. A mais recente e que assolou todo o planeta foi a Covid-19, responsável por vitimar mais de 15 milhões de pessoas. De acordo com especialistas, uma nova onda de problemas não está longe de se tornar real.
Diante dos desequilíbrios climáticos dinamizarem a vulnerabilidade populacional, microrganismos tendem a ter uma maior facilidade para se espalhar. Apesar de ser possível reduzir os surtos em uma pequena região, excluir os riscos por completo é quase impossível. Isso porque os vírus podem se replicar com muita facilidade, apresentando-se em diversas variantes.

Por consequência das mutações, é comum que alguns vírus não sejam identificados imediatamente, o que colabora para a sua replicação e adaptação em um novo hospedeiro. O problema é ainda melhor evidenciado quando o ambiente torna-se propício para a reprodução. Mas, afinal, quais são os fatores que intensificam os riscos de pandemia?
- Interação facilitada entre humanos e animais;
- Agropecuária intensiva, com grandes concentrações de animais que favorecem a adaptação de microrganismos;
- Alto fluxo de indivíduos, permitindo a rápida propagação de surtos;
- Urbanização acelerada, que facilita a transmissão em ambientes de grande circulação;
- Mudanças climáticas, facilitando a sobrevivência dos vírus no ambiente;
- Desigualdades socioeconômicas;
- Dificuldade ao acesso a vacinas, medicamentos e diagnósticos.
Pandemia no Brasil pode ser real
Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), o climatologista Carlos Nobre ligou o sinal de alerta da população global. Isso porque o especialista afirmou que a Amazônia pode perder até 70% de sua cobertura florestal nas próximas décadas caso o aquecimento global ultrapasse 2°C, implicando em uma nova pandemia.
“Se ultrapassarmos entre 26% e 25% de desmatamento, perderemos a floresta. Já estamos em 18%. A degradação florestal pode liberar mais de 250 bilhões de toneladas de carbono e criar condições propícias para epidemias e pandemias em larga escala. Precisamos zerar o desmatamento de todos os biomas e reduzir 75% das emissões de combustíveis fósseis”, explicou o climatologista.





