Apesar de ocupar um lugar de prestígio no cenário varejista, a Havan ligou seu sinal de alerta em meio ao crescimento da concorrência. Nesta terça-feira (9), a Galeria Magalu, localizada na avenida Paulista, em São Paulo, foi inaugurada contemplando 4 mil m², no antigo espaço da Livraria Cultura. De acordo com a previsão da empresa, a unidade deve ser a maior em faturamento da rede.
Segundo as previsões da Magalu, o megaespaço tende a recepcionar cerca de 100 mil visitantes mensais, tendo em vista que o espaço integra as cinco marcas do grupo em um só lugar. Nesse ínterim, a unidade servirá como modelo para a expansão em cerca de 50 novas lojas no futuro. O projeto é ainda mais audacioso com a chegada de parceiros.
Em suma, a galeria também conta com espaços para ativações de 150 marcas, casa para a influenciadora virtual Lu, teatro para eventos, parte do acervo da Pinacoteca e novidades como customização de produtos e primeiras lojas físicas da Época Cosméticos e Estante Virtual. Por consequência, novas estratégias digitais serão adotadas para aumentar os rendimentos da empresa.
“O Magalu era multicanal, mas todo o nosso ecossistema ainda não. Faltava a gente levar esse conceito para essas empresas que compramos nesse último ciclo de cinco anos. E agora a gente materializa essa prática. Assim como foi um diferencial estratégico o Magalu ser um líder em eletroeletrônicos nas categorias tradicionais, a gente agora leva esse diferencial estratégico de canais de vendas para as nossas marcas. Ter a presença física faz diferença”, diz Frederico Trajano, CEO do Magalu.
Resultado do projeto piloto
Antes de colocar o empreendimento em rotação, no ano passado, a concorrente da Havan lançou uma espécie de projeto-piloto em uma loja do Magalu, na Marginal Tietê, em São Paulo. Na ocasião, a unidade passou a contar com unidade física do KaBuM! e da Netshoes. Por consequência da ação, a receita da unidade mais que triplicou.
“Foi um piloto absolutamente bem-sucedido. Só com Magalu, a loja faturava R$ 5 milhões, como um ponto único. Com a união das outras marcas, ainda que em um conceito de outlet, esse faturamento saltou para R$ 21 milhões, em novembro. Isso nos encorajou”, diz o CEO, que explicou que a empresa ainda não definiu quais serão as próximas que serão abertas.




