Embora defendam seus ideais em meio à necessidade de rotacionar a economia e criar laços políticos com outras nações, seis países da América Latina externaram grande preocupação com a desordem presente na Venezuela. De acordo com o sexteto, existe uma preocupação iminente diante da crise migratória, humanitária e social no governo de Nicolás Maduro.
Suspensa do Mercosul, a Venezuela tem sido alvo de críticas por estar imersa em uma ditadura, potencializando os declives sociais de toda a nação. Nesse cenário, Peru, Argentina, Paraguai, Panamá, Bolívia e Equador expressaram sua “profunda preocupação” com o desgoverno, exigindo do Chefe de Estado a preservação dos sistemas democráticos nos países membros.

No documento, as autoridades afirmaram que as preocupações se enquadram em relatórios e alertas recentes de órgãos de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que advertem sobre a persistência de detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados em território venezuelano. Dessa forma, exigem que libertem imediatamente os cidadãos arbitrariamente privados de sua liberdade.
A ideia do posicionamento é garantir o devido processo legal e a integridade física dos detidos, conforme a maioria dos países atua. A fim de evitar desgastes maiores, os representantes das nações assinaram documento que destaca o compromisso com “meios pacíficos” para restaurar a ordem democrática e o pleno respeito aos direitos humanos na Venezuela.
Um “ataque” necessário à Venezuela
Para que o acordo tivesse o apelo necessário, contou com as assinaturas do presidente argentino Javier Gerardo Milei, do presidente paraguaio Santiago Peña Palacios, do presidente panamenho José Raúl Mulino, do ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Hugo Aramayo Carrasco, bem como de representantes do Equador e do Peru.
As autoridades destacaram a necessidade de respeitar o Protocolo de Ushuaia, acordo de 1998 do Mercosul que estabelece a democracia como condição essencial para a existência e participação no bloco. Por sua vez, expressaram seu apoio à articulação de sistemas regionais para a defesa democrática, bem como seu compromisso com a proteção e promoção dos direitos humanos e liberdades fundamentais.
Ausência do Brasil no acordo
Embora seja parte essencial do bloco econômico, o Brasil não assinou a declaração, assim como o Uruguai. Isso porque o texto, debatido durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, evitou qualquer referência aos Estados Unidos ou ao destacamento militar americano no Caribe. Dessa forma, o encontro dos líderes serviu para avaliar a divisão regional diante da crise na Venezuela e a persistência das divergências sobre como lidar com a situação.



