Embora esteja longe de assumir o protagonismo mundial em meio às reservas de ouro, a América do Sul ganhou um novo motivo para comemorar. Recentemente, a mineradora Vicuña, formada por meio da parceria entre a australiana BHP e a sueco-canadense Lundin Mining, anunciou a descoberta de uma grande jazida de minerais na Cordilheira dos Andes.
Precisamente, o tesouro foi encontrado na fronteira entre Argentina e Chile, nas regiões de San Juan e Atacama. Com as primeiras análises sendo efetuadas por especialistas, foi detectada a presença significativa de cobre, ouro e prata. A empreitada foi tamanha que exploradores estimaram a jazida como a maior já encontrada nas últimas três décadas.

A princípio, foram confirmadas 12,8 milhões de toneladas de cobre, enquanto são estimadas 25,1 milhões de toneladas no total. Por sua vez, 32,2 milhões de onças de ouro foram medidas e 48,7 milhões de onças são calculadas ao longo de toda a exploração territorial. No mais, a prata apresentou 659 milhões de onças confirmadas e 808 milhões de onças previstas.
Por consequência dos holofotes direcionados em cima da Argentina e Chile, as nações foram projetadas ao rol de prestígio global de mineração. Além disso, a empreitada irá impactar não somente a indústria de mineração, como também o setor aeroespacial, com os materiais sendo usados em satélites, naves espaciais, cabos elétricos e tecnologias sustentáveis.
Ouro é descoberto em Copacabana
O Lago Titicaca, localizado na fronteira entre Peru e Bolívia, recebe o status de lago navegável mais alto do planeta, com cerca de 3.812 metros acima do nível do mar. Ainda que seja imponente por sua localização geográfica e natural, a região carrega consigo elevada riqueza histórica e cultural. Para uma melhor compreensão, a cidade de Copacabana (Bolívia) tornou-se berço das civilizações pré-incas.
Por meio de investigações de uma equipe de arqueólogos subaquáticos da Bélgica, foram encontradas peças de ouro e prata, bem como ossos e cerâmicas de 1.500 anos no Lago Titicaca. Preservados com o tempo, tais objetos destacam técnicas sofisticadas de metalurgia e o poder simbólico que os metais tinham para as antigas civilizações da região.
“Encontramos algumas oferendas (religiosas), cerâmicas, ossos e lâminas de ouro. Encontramos ainda 2 mil objetos e fragmentos. Têm um valor histórico incrível, porque são as primeiras peças de ouro encontradas. Há cerâmicas, urnas, de mais de 500 a 800 anos”, explicou o cientista da Universidade Livre de Bruxelas, Christophe Delaere, co-diretor do projeto “Huiñaimarca”.





