O Governo do Rio Grande do Sul confirmou uma das maiores obras aguardadas pela população. Após duas décadas de espera, a RS-389, também conhecida como Estrada do Mar, passará por um processo de duplicação. Por ser uma das principais vias de acesso a praias do litoral norte gaúcho, costuma atrair diversos turistas, principalmente argentinos, com quem a federação faz fronteira.
Conforme relato do secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, o governador Eduardo Leite deu aval para que o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) contrate uma empresa para iniciar os estudos do projeto. Embora a notícia tenha empolgado quem utiliza a rodovia constantemente, a estimativa é de que o planejamento somente seja colocado em prática em 2026.

Por outro lado, além de orientar o planejamento da duplicação, os estudos também vão avaliar a possibilidade de liberar o tráfego de caminhões mais pesados na via, que atualmente é proibido para veículos com peso superior a 23 toneladas, mais de três eixos ou com carga perigosa. Por ela, é comum a circulação de visitantes que se deslocam entre praias como Tramandaí, Capão da Canoa e Torres.
Depois da etapa técnica em questão, uma nova contratação será feita para definir quem executará os projetos básico e executivo e, posteriormente, a obra de duplicação em si. De acordo com o levantamento estadual, serão aproximadamente 90 quilômetros de obra entre Osório e Torres. Atualmente, a Estrada do Mar possui pista simples e sem acostamento.
“A ideia é ampliar a rodovia. Hoje ela não tem acostamento. Nenhuma obra é barata, mas precisamos pensar no que essa duplicação vai significar para o desenvolvimento do Litoral Norte”, avaliou o secretário estadual de Logística e Transportes.
Estrada recebeu investimento milionário no passado
Apesar de estar prestes a receber novos investimentos, em 2024 a ERS-389 passou por uma repaginada que custou valores elevados aos cofres governamentais. Isso porque as melhorias para garantir mais segurança e trafegabilidade nos entroncamentos do km 1 e km 18 foram responsáveis por movimentar aproximadamente R$ 5 milhões.





