Para quem deseja chegar em casa o mais rápido possível após um dia estressante, nada pior que se deparar com congestionamento. Ainda que as estradas por todo o Brasil coloquem em evidência a disfuncionalidade da infraestrutura, nenhum engarrafamento marcou tanto quanto o que ocorreu na China. A título de recordação, a tráfego impossibilitou o andamento dos carros por longos 12 dias.
Imagina precisar do conforto do seu lar e não ter previsão para se juntar à família. Isso aconteceu com vários chineses, que viram um trecho da Rodovia Nacional 110 ficar congestionado por mais de 100 quilômetros. O engarrafamento despertou a curiosidade de todo o mundo, tendo em vista que o caos assolou milhares de motoristas.

Para que a cidade desempenhe suas funções rotineiras, possibilitando o desembarque de turistas e movimentações na economia, faz-se necessário projetar vias com elevada infraestrutura. O problema é que o engarrafamento iniciado em 14 de agosto colocou em xeque a organização do país asiático. Em suma, a desordem foi potencializada por uma combinação de obras na rodovia e aumento no fluxo de veículos.
Diante da necessidade de repaginação da rodovia, caminhões transportando carvão e materiais de construção da Mongólia para Pequim foram os primeiros a encher a estrada. Com a obra reduzindo o tráfego, a via ganhou centenas de carros alinhados em poucos minutos. Mesmo com as autoridades tentando fechar rotas alternativas e controlar o fluxo, milhares de pessoas já estavam presas no engarrafamento.
A dor de cabeça teve um motivo simples, mas que não foi previsto pelo governo. De modo geral, a Rodovia Nacional 110 não foi projetada para suportar tamanha pressão. Segundo dados da época, o volume de tráfego vinha crescendo cerca de 40% ao ano, mas no período do incidente a estrada operava com 60% acima da capacidade original.
Mas afinal, como o engarrafamento foi resolvido?
A fim de contornar o problema sem precedentes, as autoridades locais autorizaram a entrada de mais caminhões em Pequim, especialmente à noite. Nesse ínterim, a medida adotada reduziu o congestionamento, mas não ao ponto de resolver imediatamente. De modo geral, somente com 12 dias foi possível regularizar o tráfego.
Para se ter uma noção do estresse nutrido pelos motoristas, os carros andavam cerca de um quilômetro por dia. O lado favorável foi enxergado pelos moradores da região, que abraçaram a oportunidade de construir uma renda extra. Assim, águas e alimentos foram realocados a preços abusivos, mas a necessidade de manter a dignidade levou os ocupantes dos veículos a desembolsarem altos valores.





