Recentemente, um detalhe curioso em volta do desaparecimento de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, chamou a atenção das autoridades brasileiras. Sem registros físicos desde junho de 2010, a modelo foi dada como morta pelos investigadores, embora seu corpo jamais tenha sido localizado. No entanto, seu antigo passaporte foi encontrado em Portugal.
O documento de Eliza foi deixado em um apartamento de aluguel, e o homem, não identificado, encontrou entre livros em uma estante. Reconhecendo a imagem presente no passaporte, procurou a imprensa brasileira para relatar o episódio. Com a revelação vindo à tona, as esperanças de que Samudio estivesse viva ganharam forças.

Apesar dos rumores de que estaria vivendo normalmente em Portugal, o debate ganhou um ponto final. Segundo os registros presentes na documentação, emitida em maio de 2006, a jovem ingressou em território europeu no ano seguinte, sem qualquer indicação de partida registrada. Por sua vez, o passaporte perdeu a validade em 2011, um ano após seu desaparecimento.
O Ministério das Relações Exteriores indicou que a ex-modelo conseguiu regressar ao Brasil sem o item, em 2007, graças a um mecanismo oficial fornecido por representações diplomáticas brasileiras fora do país, a chamada Autorização de Retorno ao Brasil (ARB). Ao desembarcar, em novembro de 2007, mostrou o passe provisório de retorno, que acabou retido pela Polícia Federal logo na chegada ao aeroporto.
Relembre o caso ‘Eliza Samudio’
No ano de 2010, o nome de Eliza Samudio ganhou destaque nacional após seu desaparecimento ter sido colocado na conta do goleiro Bruno, titular do Flamengo na época. Aos 25 anos, a modelo sumiu misteriosamente, após solicitar que o atleta reconhecesse a paternidade de seu filho, Bruninho. Sem sucesso, a jovem teve sua morte comprovada após os depoimentos dos envolvidos.
No dia 8 de março de 2013, a Justiça decretou a condenação de Bruno em 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima). Por outro lado, 3 anos e 3 meses foram estipulados em regime aberto por sequestro e cárcere privado de Bruninho, além de mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.
Ainda que o crime tenha sido realizado em 2010, as investigações jamais levaram ao corpo de Eliza Samudio. Diante dos depoimentos dos acusados, Fernandes teria orquestrado o crime, seguindo com a execução colocada nas mãos de seus amigos. Por fim, Marcos Aparecido dos Santos (Bola) foi condenado a 34 anos, enquanto Luiz Henrique Ferreira Romão teve sua pena avaliada em 15 anos.
“Não (devo pedir perdão para ninguém). Todas as pessoas que pedi perdão já me perdoaram. Durmo com a minha consciência tranquila. Lógico que não (foi justa a condenação). Tem uma pancada de erro. Não sou bandido. As pessoas falam o que elas querem. O bandido vive do crime, o criminoso é a pessoa que comete um crime (…) Eu não sou o mandante. Não sou anjo, mas também não fui esse demônio”, alegou Bruno.




