O lutador de artes marciais mistas (MMA) Godofredo Castro de Oliveira, conhecido no mundo das artes marciais como Godofredo Pepey, morreu no último domingo (9), na Flórida, nos Estados Unidos. Após ganhar fama por participar do The Ultimate Fighter Brasil, reality da Globo, o profissional tinha tudo para alavancar, mas acabou se envolvendo em episódio polêmico.
Preso desde junho deste ano, quando agrediu a esposa Samara Mello, na cidade de Deerfield Beach, o brasileiro foi encontrado sem vida na unidade prisional. Embora a notícia tenha gerado repercussão na imprensa, as circunstâncias da morte ainda não foram reveladas. Conforme o advogado da companheira, Gaudênio Santiago, o óbito de Pepey foi comunicado aos familiares pelas autoridades americanas.

“A morte de alguém sob custódia é um fato grave. Para isso existem procedimentos que devem ser cumpridos pelas autoridades americanas e toda e qualquer notícia será divulgada por essas autoridades. Até lá, peço respeito à família, sua esposa Samara, e evitem comentários maldosos e especulações, para que não se propague cada vez mais o sofrimento”, explicou a defesa de Samara.
Mesmo sendo uma das milhares de vítimas de violência doméstica, a esposa do lutador encontra-se abalada. Isso porque seu advogado informou à imprensa brasileira que por detrás está cuidando das questões legais para a liberação do corpo do atleta. O participante da primeira edição do The Ultimate Fighter Brasil deixa dois filhos, todos do primeiro casamento.
Ascensão ao descenso do lutador brasileiro
Depois que ganhou popularidade no Brasil, decidiu rumar em direção aos Estados Unidos, país em que construiu carreira internacional no MMA, com passagens pelo UFC e eventos em outras nações. Contudo, o cearense viu o império ruir após acusações graves em sua vida particular. À época, Samara havia publicado foto que mostrava os machucados feitos pelo lutador e relatou que, além da agressão, foi impedida por ele de pedir socorro.
Como resultado de toda a situação degradante, Pepey enfrentou uma série de acusações por parte do estado da Flórida. Na lista estava incluso sequestro com ferimento corporal e intimidação da vítima, agressão doméstica por estrangulamento, obstrução de comunicação com a polícia e violência doméstica contra Samara Mello. No mais, teve a fiança estabelecida em US$ 120 mil (R$ 635,2 mil na cotação atual) e poderia ser deportado para o Brasil.





