A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) tem avaliado possibilidades de tornar a vida humana digna em outros lugares do espaço. Entendendo a necessidade de explorar a Via Láctea, a agência passou a apoiar financeiramente um projeto pioneiro que prevê a criação de moradias de vidro na Lua, fator que tem levantado diversos questionamentos.
Para que a façanha seja sacramentada, os estudos têm utilizado como insumo principal o próprio regolito lunar, material que compõe a camada superficial do satélite. Embora seja difícil decretar os resultados do processo em um primeiro momento, a proposta consiste em uma estratégia voltada à busca de alternativas sustentáveis para viabilizar a permanência humana em missões espaciais de longa duração.

A título de compreensão, a empreitada deseja submeter esse material a temperaturas extremamente elevadas, entre 1.500 °C e 2.000 °C, promovendo sua fusão até atingir o estado de vidro líquido. Como resultado das pesquisas, o composto em questão será moldado em estruturas esféricas, transparentes e altamente resistentes, servindo como residências em solo lunar.
Reconhecendo o prestígio dos estudos, a NASA colocou a iniciativa em seu programa NIAC (NASA Innovative Advanced Concepts) de 2025. Em resumo, as pesquisas selecionadas priorizam a impulsão de ideias inovadoras com capacidade de redefinir os rumos da exploração espacial. Nesse ínterim, a agência investiu US$ 2,625 milhões (R$ 14,2 milhões na cotação atual).
Como a NASA estipula a moradia fora da Terra?
A ideia é tornar a região habitável em um curto período de tempo, mas as avaliações ainda estão encontrando direcionamentos. Conforme o arquiteto Martin Bermudez, diretor-executivo da empresa californiana Skyeports e responsável pelo projeto, a cidade lunar será possível graças à baixa gravidade, que favorece a formação natural de estruturas esféricas.
Enquanto isso, serão adicionados elementos como titânio, magnésio e cálcio, aumentando a resistência do material a longo prazo. Por sua vez, o intuito é transformar esses habitats autossustentáveis de grande porte em estruturas capazes de proteger astronautas da radiação e de viabilizar moradia, trabalho, cultivo de alimentos e produção de água.





