{"id":15770,"date":"2025-10-25T02:08:00","date_gmt":"2025-10-25T05:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/mix.correiodoestado.com.br\/?p=15770"},"modified":"2025-10-22T00:01:36","modified_gmt":"2025-10-22T03:01:36","slug":"fenomeno-inedito-e-registrado-em-ms-especie-de-peixe-consegue-escalar-cachoeiras-de-4-metros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.com.br\/mix\/fenomeno-inedito-e-registrado-em-ms-especie-de-peixe-consegue-escalar-cachoeiras-de-4-metros\/","title":{"rendered":"Fen\u00f4meno in\u00e9dito \u00e9 registrado em MS: Esp\u00e9cie de peixe consegue escalar cachoeiras de 4 metros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um comportamento at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido foi registrado em pequenos bagres-abelha (Rhyacoglanis paranensis) do Mato Grosso do Sul: a escalada de cachoeiras de at\u00e9 quatro metros de altura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fen\u00f4meno foi flagrado pela Pol\u00edcia Militar Ambiental no rio Aquidauana quando milhares de peixes subiam rochas escorregadias atr\u00e1s da cachoeira do Sossego. Esse evento despertou interesse de zo\u00f3logos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), que documentaram a ocorr\u00eancia e analisaram o comportamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"901\" height=\"600\" data-id=\"15772\" src=\"https:\/\/mix.correiodoestado.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bumblebee-catfish-8027823_1280.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15772\" srcset=\"https:\/\/correiodoestado.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bumblebee-catfish-8027823_1280.jpg 901w, https:\/\/correiodoestado.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bumblebee-catfish-8027823_1280-300x200.jpg 300w, https:\/\/correiodoestado.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bumblebee-catfish-8027823_1280-768x511.jpg 768w, https:\/\/correiodoestado.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bumblebee-catfish-8027823_1280-750x499.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 901px) 100vw, 901px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como os bagres-abelha escalam as cachoeiras<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escalada dos bagres segue um padr\u00e3o definido. Os peixes utilizam as nadadeiras peitorais totalmente abertas, \u201cabra\u00e7ando\u201d a rocha, e impulsos laterais do corpo combinados com movimentos da cauda para avan\u00e7ar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o processo, uma pequena cavidade sob o abd\u00f4men cria suc\u00e7\u00e3o, permitindo que os indiv\u00edduos mantenham ader\u00eancia \u00e0s superf\u00edcies molhadas. A t\u00e1tica de impulsos curtos intercalados com pausas estrat\u00e9gicas permite que avancem sem se exaurir, garantindo que consigam superar os pared\u00f5es de pedra, mesmo em locais com correnteza intensa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a atividade ocorre principalmente no final do dia, quando a temperatura cai e os peixes saem de \u00e1reas sombreadas para iniciar a escalada. O mecanismo lembra o comportamento de outras esp\u00e9cies conhecidas por escalar cachoeiras, como o goby-lava do Hava\u00ed, mas apresenta diferen\u00e7as anat\u00f4micas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto os g\u00f3bios utilizam ventosas bucais e p\u00e9lvicas, os bagres-abelha dependem do formato do corpo e das nadadeiras peitorais para manter a ader\u00eancia, evidenciando uma evolu\u00e7\u00e3o convergente para essa habilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O R. paranensis normalmente habita rios de \u00e1gua turva e \u00e9 dif\u00edcil de observar. A agrega\u00e7\u00e3o massiva observada sugere uma poss\u00edvel migra\u00e7\u00e3o reprodutiva, quando os peixes sobem o rio para desovar em \u00e1reas mais altas, embora ainda n\u00e3o haja confirma\u00e7\u00e3o sobre a frequ\u00eancia ou abrang\u00eancia desse comportamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um comportamento at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido foi registrado em pequenos bagres-abelha (Rhyacoglanis paranensis) do Mato Grosso do Sul: a escalada de cachoeiras de at\u00e9 quatro metros de altura.&nbsp; O fen\u00f4meno foi flagrado pela Pol\u00edcia Militar Ambiental no rio Aquidauana quando milhares de peixes subiam rochas escorregadias atr\u00e1s da cachoeira do Sossego. 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