{"id":16137,"date":"2025-10-24T18:45:00","date_gmt":"2025-10-24T21:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/mix.correiodoestado.com.br\/?p=16137"},"modified":"2025-10-24T09:40:15","modified_gmt":"2025-10-24T12:40:15","slug":"existe-heranca-para-quem-possui-uniao-estavel-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.com.br\/mix\/existe-heranca-para-quem-possui-uniao-estavel-no-brasil\/","title":{"rendered":"Existe heran\u00e7a para quem possui uni\u00e3o est\u00e1vel no Brasil?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a uni\u00e3o est\u00e1vel \u00e9 reconhecida como uma forma leg\u00edtima de constitui\u00e7\u00e3o familiar, com direitos equiparados aos do casamento. Essa equipara\u00e7\u00e3o inclui o direito \u00e0 heran\u00e7a, um tema que gera d\u00favidas frequentes entre casais que vivem juntos sem formalizar a rela\u00e7\u00e3o civilmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O reconhecimento jur\u00eddico da uni\u00e3o est\u00e1vel tem impacto direto na seguran\u00e7a patrimonial, garantindo prote\u00e7\u00e3o ao companheiro sobrevivente em caso de falecimento. A legisla\u00e7\u00e3o brasileira avan\u00e7ou nesse sentido ao considerar que a uni\u00e3o est\u00e1vel deve oferecer a mesma prote\u00e7\u00e3o que o casamento, respeitando a diversidade das formas de constitui\u00e7\u00e3o familiar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, embora o direito \u00e0 heran\u00e7a esteja assegurado, sua aplica\u00e7\u00e3o ainda apresenta desafios pr\u00e1ticos, especialmente quando a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 formalmente registrada ou documentada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que diz a lei sobre a sucess\u00e3o em uni\u00e3o est\u00e1vel<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo 1.790 do C\u00f3digo Civil previa diferen\u00e7as entre companheiros e c\u00f4njuges nos direitos de heran\u00e7a. Em 2017, o STF declarou o artigo inconstitucional, equiparando os direitos sucess\u00f3rios e garantindo ao companheiro o mesmo tratamento dado ao c\u00f4njuge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dessa equipara\u00e7\u00e3o, a comprova\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel ainda \u00e9 um ponto sens\u00edvel. Sem documentos formais, como escritura p\u00fablica ou declara\u00e7\u00e3o conjunta, o reconhecimento da rela\u00e7\u00e3o pode depender de provas testemunhais ou decis\u00f5es judiciais, o que frequentemente gera disputas entre herdeiros. Por isso, formalizar a uni\u00e3o est\u00e1vel \u00e9 uma forma eficaz de evitar conflitos e garantir seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta de reforma do C\u00f3digo Civil, em discuss\u00e3o no Congresso Nacional, inclui altera\u00e7\u00f5es relevantes sobre a sucess\u00e3o. Uma das sugest\u00f5es \u00e9 a exclus\u00e3o dos companheiros e c\u00f4njuges da categoria de herdeiros necess\u00e1rios, permitindo maior liberdade na disposi\u00e7\u00e3o dos bens por testamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, a uni\u00e3o est\u00e1vel \u00e9 reconhecida como uma forma leg\u00edtima de constitui\u00e7\u00e3o familiar, com direitos equiparados aos do casamento. 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