{"id":17163,"date":"2025-10-31T16:59:00","date_gmt":"2025-10-31T19:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/mix.correiodoestado.com.br\/?p=17163"},"modified":"2025-10-31T14:47:52","modified_gmt":"2025-10-31T17:47:52","slug":"biologos-tentam-compreender-o-retorno-de-ave-extinta-ha-125-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.com.br\/mix\/biologos-tentam-compreender-o-retorno-de-ave-extinta-ha-125-anos\/","title":{"rendered":"Bi\u00f3logos tentam compreender o retorno de ave extinta h\u00e1 125 anos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O taca\u00e9-do-sul, ave nativa da Nova Zel\u00e2ndia, foi declarado extinto no final do s\u00e9culo XIX ap\u00f3s d\u00e9cadas de decl\u00ednio populacional causado pela ca\u00e7a e pela introdu\u00e7\u00e3o de predadores. No entanto, em 1948, uma expedi\u00e7\u00e3o nas montanhas de Murchison redescobriu a esp\u00e9cie, surpreendendo a comunidade cient\u00edfica e levantando questionamentos sobre como o animal conseguiu sobreviver por tanto tempo sem ser detectado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde ent\u00e3o, bi\u00f3logos t\u00eam se dedicado a compreender as condi\u00e7\u00f5es que possibilitaram o retorno e a manuten\u00e7\u00e3o dessa popula\u00e7\u00e3o rara. Estudos apontam que o isolamento geogr\u00e1fico e \u00e1reas pouco exploradas contribu\u00edram para a sobreviv\u00eancia de pequenos grupos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"17164\" src=\"https:\/\/mix.correiodoestado.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/tacae-do-sul-1-1300x866-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17164\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o taca\u00e9-do-sul sobreviveu e voltou ao habitat natural<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a redescoberta, diversas a\u00e7\u00f5es foram implementadas para evitar um novo desaparecimento. Programas de reprodu\u00e7\u00e3o em cativeiro, a cria\u00e7\u00e3o de santu\u00e1rios e o controle de predadores como fur\u00f5es e gatos selvagens tornaram-se fundamentais para o aumento da popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, cerca de 500 indiv\u00edduos vivem em liberdade, resultado de reintrodu\u00e7\u00f5es planejadas em \u00e1reas seguras, como o Vale de Greenstone, na Ilha Sul. O crescimento populacional, embora encorajador, ainda requer vigil\u00e2ncia constante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esp\u00e9cie continua vulner\u00e1vel devido \u00e0 sua natureza n\u00e3o voadora e aos h\u00e1bitos de nidifica\u00e7\u00e3o no solo, que a tornam f\u00e1cil presa de predadores. Por isso, o monitoramento e o manejo ambiental seguem sendo essenciais para garantir sua sobreviv\u00eancia a longo prazo.<strong> <\/strong>Al\u00e9m da relev\u00e2ncia ecol\u00f3gica, o taca\u00e9-do-sul possui profundo significado cultural para os povos Maori, especialmente para a tribo Ng\u0101i Tahu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Suas penas azul-esverdeadas s\u00e3o consideradas s\u00edmbolos de prest\u00edgio e espiritualidade, representando um elo entre a natureza e a identidade cultural local. O retorno da ave, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas uma vit\u00f3ria cient\u00edfica, mas tamb\u00e9m uma forma de recuperar parte do patrim\u00f4nio cultural da Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O taca\u00e9-do-sul, ave nativa da Nova Zel\u00e2ndia, foi declarado extinto no final do s\u00e9culo XIX ap\u00f3s d\u00e9cadas de decl\u00ednio populacional causado pela ca\u00e7a e pela introdu\u00e7\u00e3o de predadores. 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