{"id":17672,"date":"2025-11-05T08:15:00","date_gmt":"2025-11-05T11:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/?p=17672"},"modified":"2025-11-04T15:47:39","modified_gmt":"2025-11-04T18:47:39","slug":"golpe-da-falsa-central-coloca-bancos-de-todo-o-brasil-em-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/golpe-da-falsa-central-coloca-bancos-de-todo-o-brasil-em-alerta\/","title":{"rendered":"Golpe da falsa central coloca bancos de todo o Brasil em alerta"},"content":{"rendered":"\n<p>A recente decis\u00e3o da 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre o golpe da \u201cfalsa central\u201d colocou os bancos brasileiros em estado de alerta. O tribunal restabeleceu a indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 143 mil a um correntista v\u00edtima do golpe, no qual criminosos se passam por atendentes de institui\u00e7\u00f5es financeiras e induzem clientes a autorizar transfer\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso, julgado em setembro de 2024, reacendeu a discuss\u00e3o sobre at\u00e9 que ponto os bancos devem ser responsabilizados por fraudes digitais resultantes de engenharia social. No ac\u00f3rd\u00e3o publicado em outubro, o STJ entendeu que as transa\u00e7\u00f5es realizadas estavam fora do padr\u00e3o do cliente, o que indicaria falhas nos sistemas de monitoramento.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa interpreta\u00e7\u00e3o foi vista como um avan\u00e7o na defesa do consumidor, mas tamb\u00e9m gerou cr\u00edticas. Juristas alertam que o tribunal tratou ind\u00edcios como prova suficiente, sem exigir relat\u00f3rios t\u00e9cnicos ou per\u00edcia digital, ampliando a responsabilidade das institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"17674\" src=\"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-tela-2025-11-04-154513.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-17674\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Risco jur\u00eddico e impacto econ\u00f4mico para o sistema banc\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p>Especialistas em direito digital alertam que a decis\u00e3o do STJ pode transformar a obriga\u00e7\u00e3o dos bancos em uma responsabilidade de resultado, tornando-os respons\u00e1veis por evitar qualquer fraude, mesmo quando o cliente contribui para o golpe.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Casos anteriores j\u00e1 mostravam diverg\u00eancias: em 2017, o STJ isentou bancos quando as transa\u00e7\u00f5es ocorreram com cart\u00e3o e senha originais; em 2022 e 2024, decis\u00f5es mais recentes passaram a priorizar a prote\u00e7\u00e3o do consumidor, tend\u00eancia chamada de \u201cjurisprud\u00eancia de empatia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Juristas e economistas apontam que ampliar a responsabilidade sem crit\u00e9rios t\u00e9cnicos pode gerar inseguran\u00e7a jur\u00eddica, elevar custos banc\u00e1rios e estimular o chamado moral hazard, quando clientes relaxam nos cuidados de seguran\u00e7a. Especialistas defendem a cria\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es t\u00e9cnicos e periciais para equilibrar prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recente decis\u00e3o da 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre o golpe da \u201cfalsa central\u201d colocou os bancos brasileiros em estado de alerta. 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